CONGRESSO REVOLUCIONARIO DO NORTE

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Nome: CONGRESSO REVOLUCIONÁRIO DO NORTE
Nome Completo: CONGRESSO REVOLUCIONARIO DO NORTE

Tipo: TEMATICO


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CONGRESSO REVOLUCIONÁRIO DO NORTE

CONGRESSO REVOLUCIONÁRIO DO NORTE

 

Reunião realizada em Recife de 15 a 18 de abril de 1933, com o objetivo de estudar e traçar uma orientação uniforme para as futuras bancadas dos estados do Norte e Nordeste na Assembléia Nacional Constituinte, a ser eleita no dia 3 de maio. Conhecido também como Convenção Revolucionária do Norte ou Congresso dos Interventores do Nordeste, o encontro foi promovido pela União Cívica Nacional (UCN), coligação de forças tenentistas que apoiava Getúlio Vargas.

Presidido por Juarez Távora, então ministro da Agricultura, o congresso contou com a presença de alguns interventores federais, de vários representantes dos estados do Norte e de delegados de partidos políticos filiados à UCN. Os interventores presentes foram Joaquim de Magalhães Barata, do Pará, Carlos de Lima Cavalcanti, de Pernambuco, Bertino Dutra, do Rio Grande do Norte, Afonso de Carvalho, de Alagoas, Juraci Magalhães, da Bahia, e João Punaro Bley, do Espírito Santo. Os interventores nos estados do Amazonas, Piauí, Sergipe e Rio de Janeiro enviaram representantes. Compareceram ainda delegados dos partidos Social Nacionalista do Piauí, Socialista do Amazonas e Liberal do Amazonas (Joaquim Pimenta Magalhães), Social Nacionalista do Rio Grande do Norte (Aníbal Martins Ferreira), Social Democrático do Ceará (João Maurício de Medeiros), Social Democrático da Bahia (João Pacheco de Oliveira e Arquibaldo Baleeiro) e Social Democrático de Pernambuco. Este último partido foi representado por Arnaldo Bastos, Tomás Lobo, Arruda Falcão, Mário Domingues e Agamenon Magalhães, membros de sua comissão executiva. Finalmente, o encontro contou com a participação de Luís Aranha, secretário-geral da UCN.

A reunião girou basicamente em torno da discussão do anteprojeto constitucional elaborado por uma comissão oficial designada por Getúlio Vargas. Justificando a necessidade do congresso, o Diário da Manhã, de Recife, chamava a atenção para o fato de apenas dois “intérpretes das populações nortistas” terem participado da comissão do governo — José Américo de Almeida e Pedro Aurélio de Góis Monteiro. “José Américo, devido aos afazeres do ministério [da Viação e Obras Públicas], só havia comparecido a duas sessões realizadas pela comissão; Góis Monteiro quase [restringira] sua participação às importantes questões de sua especialidade, ou seja, a organização e a defesa militar do país. Assim, os estados do Norte [não se consideravam] a rigor representados nas reuniões dos constituintes, embora [reconhecessem] com justeza que estes [estavam] preocupados com os problemas nacionais.”

A princípio, o próprio José Américo se opusera à realização do congresso, declarando-se “contra a idéia de formação do ‘bloco do Norte’ ou de qualquer organização... antagônica com o Sul”. Mas a reunião acabou por se realizar, dando aos nortistas a oportunidade de discutir e votar vários itens do anteprojeto constitucional, entre os quais a eleição indireta para a presidência da República e a representação classista na Assembléia.

Osvaldo Aranha, então ministro da Fazenda, Juraci Magalhães e Afonso de Carvalho aplaudiram os resultados da reunião, considerando-os fundamentais para a articulação das forças políticas do Norte com a UCN.

Vera Calicchio

 

 

FONTES: ARQ. OSVALDO ARANHA; Correio da Manhã (18/4/33); PANDOLFI, D. Trajetória.

 

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