CORREIO DA NOITE

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Nome: CORREIO DA NOITE
Nome Completo: CORREIO DA NOITE

Tipo: TEMATICO


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CORREIO DA NOITE

CORREIO DA NOITE

 

Jornal carioca diário e vespertino fundado em 30 de outubro de 1935 por Mário Magalhães e extinto em julho de 1954. Durante a maior parte de sua existência manteve uma posição conservadora e foi estreitamente vinculado à Igreja.

 

Origens

Mário Magalhães era anteriormente diretor do Diário da Noite, órgão integrante da cadeia dos Diários Associados, de propriedade de Francisco de Assis Chateaubriand. Em conseqüência de um desentendimento pessoal com este último, abandonou o jornal, sendo acompanhado por praticamente toda a redação.

Desejando fundar um novo periódico com sua equipe, mas não dispondo de capital, Mário Magalhães decidiu formar uma cooperativa com legalização jurídica, lançando assim o Correio da Noite. O projeto, entretanto, fracassou, e em menos de um ano a cooperativa se desfez, assumindo Mário Magalhães a propriedade exclusiva do jornal.

 

Atuação

Na fase inicial, destacavam-se na equipe do Correio da Noite Oton Paulino e Antônio de Pádua Chagas Freitas. Nessa época o jornal era impresso nas oficinas de A Batalha. Num segundo momento, a impressão passou a ser feita nas oficinas da Vanguarda, de Oséias Mota, e mais tarde, nas oficinas do Diário de Notícias. Em maio de 1938, finalmente, com o fechamento de Ofensiva, editada nas oficinas da Companhia Finlandesa, o Correio da Noite alugaria e em seguida compraria suas instalações.

Desde seu lançamento, o Correio da Noite mostrou-se extremamente ligado aos interesses da Igreja. Essa vinculação era reforçada ainda mais pela amizade pessoal que unia Mário Magalhães ao cardeal dom Sebastião Leme.

Durante o Estado Novo, embora tivesse apoiado a candidatura de Armando de Sales Oliveira à presidência da República em 1937, o jornal caracterizou-se como um órgão eminentemente noticioso, preocupado sobretudo com a informação. Essa posição valeu-lhe uma convivência pacífica com o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). Além disso, o Correio da Noite procurou articular-se com as forças armadas e em especial o Exército, sobre o qual realizou grandes reportagens. O jornal era particularmente ligado a militares como Zenóbio da Costa e Canrobert Pereira da Costa, e procurava enfocar seus temas a partir de um ponto de vista do interesse do Exército.

Em 1945, o Correio da Noite aplaudiu a deposição de Vargas e apoiou o processo de redemocratização do país que então se iniciou. Favorável à União Democrática Nacional (UDN), o jornal encampou a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes à presidência da República. Com a vitória do marechal Eurico Gaspar Dutra, entretanto, o jornal apoiou a situação. Não demonstrou, por outro lado, uma opinião formada a respeito do Partido Comunista, tornado ilegal em 1947.

Ainda em 1947, a Cúria Metropolitana, desejando um jornal matutino, pediu permissão ao Correio da Noite para imprimir o novo órgão em suas oficinas. Mário Magalhães preferiu vender seu jornal à Cúria.

Posteriormente, a Cúria vendeu o Correio da Noite a Luís Gama Filho, que o transferiu pouco depois a George Galvão. O jornal apoiou a situação durante o último governo Vargas, transformando-se num órgão popular, com amplo noticiário policial. Nesse período, serviu também de veículo de propaganda para a campanha eleitoral de George Galvão, candidato à Assembléia Legislativa do estado do Rio de Janeiro. Em 1954, o jornal foi à falência, sendo definitivamente extinto.

Carlos Eduardo Leal

FONTES:

 

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