LEGIAO CIVICA DA MOCIDADE

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Nome: LEGIÃO CÍVICA DA MOCIDADE
Nome Completo: LEGIAO CIVICA DA MOCIDADE

Tipo: TEMATICO


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LEGIÃO CÍVICA DA MOCIDADE

LEGIÃO CÍVICA DA MOCIDADE

 

Organização política fundada no Rio Grande do Sul em 1934, poucos dias antes da instalação do II Congresso do Partido Republicano Liberal (PRL) rio-grandense. Durante esse congresso, além de ser exaltada pelo jovem José de Oliveira, seu idealizador e presidente interino, teve sua filiação ao PRL solicitada.

Desde o início, a organização, que contava com 70 legionários em todo o estado, recebeu o apoio de Pedro Vergara, deputado constituinte pelo PRL em 1933 e deputado federal pelo mesmo partido em 1934.

Pretendendo constituir-se num centro de treinamento de lideranças, a legião apelava para os “intelectuais, professores e dirigentes políticos”, os quais, através de “preleções altruísticas sobre civismo e sociologia”, deveriam preparar a juventude para assumir os destinos da nação, “isenta de paixões políticas ou partidárias”. As atividades dos legionários deveriam concentrar-se em três itens fundamentais: educação cívica, cultura física e instrução militar. Entre os objetivos da legião figuravam ainda ensinar à mocidade o cumprimento fiel da Carta Magna do Brasil; transmitir-lhe amplos conhecimentos de sociologia; treiná-la na prática de exercícios de ginástica e atletismo, “ponto básico para o aperfeiçoamento de uma raça”, e fornecer-lhe noções militares tanto na caserna como fora dela.

Ao solicitar sua filiação ao PRL, a Legião Cívica da Mocidade conclamou esse partido a se tornar “uma escola de civismo”, e reafirmou seu apoio à “figura dinâmica do interventor general Flores da Cunha”.

O caráter da Legião Cívica da Mocidade distinguia-se do das legiões revolucionárias, que desde 1930 vinham sendo implantadas em diversos estados do país. Essas organizações eram fruto das articulações dos “tenentes”, cujas propostas não encontravam espaço político dentro dos partidos ligados às oligarquias tradicionais. As legiões revolucionárias haviam-se estruturado rapidamente em São Paulo e em Minas Gerais, mas desde o início haviam encontrado grande resistência no Rio Grande do Sul. A posição de Flores da Cunha era bastante clara: apoiaria uma legião gaúcha desde que ela fosse “uma milícia cívica destinada a defender, fiscalizar e executar os princípios da revolução” e não a “pulverizar, extinguir ou absorver os partidos”.

Segundo Hélgio Trindade, “a explicação mais plausível para a resistência e efetivo fracasso das legiões no Rio Grande do Sul... decorre do fato de que o sistema partidário regional, com longa tradição e vitalidade, oferecia opções e soluções em termos de programa e de mobilização política que descartavam qualquer outro tipo de articulação partidária, inclusive por ausência de espaço político”.

A proposta da Legião Cívica da Mocidade, por não ser a réplica gaúcha das legiões tenentistas, teve assim a possibilidade de vingar, chegando a receber o beneplácito do governo estadual. Na verdade, a organização pretendeu ser uma espécie de “ala jovem” do PRL.

Vera Calicchio

 

 

FONTES: Partido Republicano Liberal; TRINDADE, H. Aspectos.

 

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