LEGIAO CIVICA NACIONAL

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Nome: LEGIÃO CÍVICA NACIONAL
Nome Completo: LEGIAO CIVICA NACIONAL

Tipo: TEMATICO


Texto Completo:
LEGIÃO CÍVICA NACIONAL

LEGIÃO CÍVICA NACIONAL

 

Organização política de âmbito nacional proposta em fins de maio de 1938 por Ernâni Amaral Peixoto, então interventor do estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de movimentar a opinião pública e dar origem a um partido político nacional de apoio ao novo regime instituído pela Constituição de 10 de novembro de 1937. Embora tenha contado com a adesão de outros interventores, entre os quais Benedito Valadares (MG), Ademar de Barros (SP), Agamenon Magalhães (PE), Landulfo Alves (BA), José Malcher (PA) e Fenelon Müller (MT), a proposta de criação da Legião Cívica Nacional não chegou a se concretizar.

 

Histórico

Após a promulgação do Decreto nº 37, de 2 de dezembro de 1937, que extinguiu todos os partidos políticos então existentes, Francisco Campos, ministro da Justiça, e Luís Vergara, secretário particular de Vargas, insistiram junto ao presidente sobre a conveniência de se reforçar o Estado Novo, pondo a seu serviço uma organização que poderia ter apenas um caráter cívico e cultural, ou então um cunho declaradamente partidário. Vargas, a essa época, resistiu à idéia julgando-a inoportuna.

Entretanto, com o putsch integralista de 11 de maio de 1938, um grupo governista decidiu apoiar a sugestão — já então feita pelo próprio Vargas em discurso pronunciado dois dias depois daquele evento — de se criar uma organização a nível nacional com o objetivo de arregimentar forças políticas de sustentação ao Estado Novo.

A tarefa coube ao interventor do estado do Rio de Janeiro, Ernâni Amaral Peixoto, que, em fins de maio, encaminhou concretamente a sugestão de Vargas, lançando o projeto da Legião Cívica Nacional. Vários interventores foram chamados ao Rio de Janeiro para participar de uma reunião, realizada nos primeiros dias de junho, em apoio à idéia da Legião.

O projeto, contudo, não teve boa receptividade no Rio Grande do Sul, então governado pelo interventor Osvaldo Cordeiro de Farias. Em carta a Amaral Peixoto, Luís Aranha — que havia sido indicado para secretário-geral da organização, mas recusara o convite — acentuou a resistência dos políticos ligados à extinta Frente Única Gaúcha ao tipo de organização proposta pelo interventor do estado do Rio. Advertiu ainda que a colaboração que os gaúchos vinham dando ao governo e ao Estado Novo ficaria assim sensivelmente reduzida.

Não contando, portanto, com irrestrito apoio oficial, a idéia da Legião Cívica Nacional não vingou.

Vera Calicchio

 

 

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; CARONE, E. Estado; Diário de Notícias, Rio (31/5/ e 2/6/38); FRANCO, A. História; SILVA, H. 1938; VERGARA, J. Fui.

 

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