PARTIDO COMUNITARIO NACIONAL (PCN)

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Nome: PARTIDO COMUNITÁRIO NACIONAL (PCN)
Nome Completo: PARTIDO COMUNITARIO NACIONAL (PCN)

Tipo: TEMATICO


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PARTIDO COMUNITÁRIO NACIONAL (PCN)

PARTIDO COMUNITÁRIO NACIONAL (PCN)

 

Partido político nacional criado em julho de 1985, quando foi habilitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a disputar as eleições municipais previstas para aquele ano. Sua criação foi facilitada pela aprovação, dois meses antes, da Emenda Constitucional nº 25, que, além de legalizar os partidos comunistas, permitiu que partidos ainda em formação apresentassem candidatos na eleição de novembro seguinte.

Ao ser fundado, o PCN possuía comissões regionais provisórias nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Foi definido por seu fundador e primeiro presidente, o professor William Pereira da Silva, como um partido católico de centro. Seu objetivo principal era prestar assistência ao povo brasileiro e aglutinar as entidades comunitárias do país. Constava de seu programa a luta pela integração do território nacional e o fortalecimento de suas fronteiras; a defesa da reforma agrária; a construção de uma autêntica democracia econômica, social e política; o barateamento dos gêneros de primeira necessidade pela redução dos impostos federais e estaduais; a participação dos trabalhadores no lucro das empresas, e a realização de eleições diretas em todos os níveis.

Em 1986, o PCN participou da eleição para a Assembléia Nacional Constituinte, realizada no mês de novembro, mas não conseguiu eleger nenhum de seus candidatos. Nas eleições presidenciais de 1989, lançou a candidatura do economista Zamir José Teixeira, ex-vereador na cidade paranaense de Campo Mourão, que posteriormente se transferiu para a capital do Acre, Rio Branco. Como candidato a vice-presidente o partido apresentou o nome de William Pereira, presidente nacional da agremiação.

No transcorrer da campanha eleitoral, Zamir Teixeira ofereceu publicamente a legenda do PCN para que o empresário e apresentador de TV Sílvio Santos se lançasse na disputa presidencial. Sílvio Santos, poucos dias antes da realização do pleito, preferiu fechar acordo com outra pequena legenda que disputava a eleição, o Partido Municipalista Brasileiro (PMB), mas sua candidatura acabou impugnada pelo TSE. Zamir Teixeira obteve 187.155 votos (0,23% do total), ficando na 15ª posição entre os 21 concorrentes.

Em 1990 o partido voltou a disputar, novamente sem sucesso, as eleições para o Congresso Nacional. Nessa ocasião, apoiou a candidatura derrotada do deputado Ademar de Barros Filho ao governo do estado de São Paulo, lançada pelo Partido Republicano Progressista (PRP).

O PCN disputaria ainda as eleições municipais de 1992 sem, contudo, eleger qualquer prefeito.

 

FONTES: Folha de S. Paulo (18/8/85 e 20/10/89); Globo (14/11/89); Jornal do Brasil (20/7/85); NICOLAU, J. Dados; NICOLAU, J. Multipartidarismo.

 

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