PARTIDO DA LAVOURA DO ESPIRITO SANTO

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Nome: PARTIDO DA LAVOURA DO ESPÍRITO SANTO
Nome Completo: PARTIDO DA LAVOURA DO ESPIRITO SANTO

Tipo: TEMATICO


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PARTIDO DA LAVOURA DO ESPÍRITO SANTO

PARTIDO DA LAVOURA DO ESPÍRITO SANTO

 

Partido político espírito-santense fundado em 1933 para concorrer às eleições para a Assembléia Nacional Constituinte (ANC). Foi extinto junto com os demais partidos políticos do país pelo Decreto nº 37 de 2 de dezembro de 1937.

O Partido da Lavoura do Espírito Santo representava os interesses de elementos afastados do poder pela Revolução de 1930 ou contrários ao governo provisório e ao Partido Social Democrático (PSD), organizado pelo interventor João Punaro Bley. De sua direção faziam parte Olívio Pedrosa, Augusto de Barros e o coronel José Carlos Terra Lima.

Para a ANC de 1933, elegeu Jerônimo de Sousa Monteiro, mais tarde substituído por Lauro Faria Santos. Nas eleições estaduais de 1934, além de um deputado federal, Ubaldo Ramalhete, o partido elegeu oito deputados estaduais, contra 16 do PSD. Contando com a maioria, o PSD tinha garantida a eleição pela Assembléia de seu candidato ao governo estadual, o interventor João Punaro Bley.

Diante desse quadro, o Partido da Lavoura se uniu ao Partido Proletário, constituindo as Oposições Coligadas do Espírito Santo, cujo objetivo era lançar um candidato ao governo estadual que fizesse frente à candidatura de Punaro Bley. Esse candidato foi Asdrúbal Soares, deputado federal eleito pelo PSD e ex-secretário de Agricultura do interventor, que aderiu ao movimento oposicionista.

Formadas originariamente por nove deputados, as Oposições Coligadas receberam a adesão de quatro deputados do PSD, conquistando assim a maioria na Assembléia. Apesar das tentativas do interventor de obter o voto do representante do Partido Proletário, as oposições mantiveram-se unidas.

Procurando evitar que as Oposições Coligadas ganhassem as eleições, o governo federal propôs então, em substituição a Punaro Bley, a candidatura de Jerônimo Monteiro Filho, do Partido da Lavoura. O novo candidato foi rejeitado pelas Oposições Coligadas, com exceção de dois deputados do Partido da Lavoura, Luís Tinoco da Fonseca e Carlos Sá.

Por outro lado, alguns membros do PSD opuseram-se à proposta do governo federal e passaram a negociar com Jerônimo Monteiro Filho, oferecendo-lhe o posto de senador em troca da rearticulação da candidatura de Punaro Bley ao governo. O acordo foi cumprido e confirmado pelos resultados eleitorais.

Em agosto de 1936, o deputado Carlos de Medeiros rompeu com o governador Punaro Bley por não ter sido reeleito presidente da Assembléia. Uniu-se a Jerônimo Monteiro Filho e passou a integrar as Oposições Coligadas.

Em 25 de maio de 1937, na convenção de lançamento da candidatura oficial de José Américo de Almeida à presidência da República, as Oposições Coligadas estiveram representadas, pelo senador Genaro Pinheiro e pelos deputados Ubaldo Ramalhete, Jair Tovar e Abreu Moura.

Regina Bressan

 

 

FONTES: CARONE, R. República nova; Diário Carioca (17/2/33); Diário de Notícias, Rio (13/2/35); Estado de S. Paulo (16/12/34).

 

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