PARTIDO ECONOMISTA DEMOCRATICO DO DISTRITO FEDERAL

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Nome: PARTIDO ECONOMISTA DEMOCRÁTICO DO DISTRITO FEDERAL
Nome Completo: PARTIDO ECONOMISTA DEMOCRATICO DO DISTRITO FEDERAL

Tipo: TEMATICO


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PARTIDO ECONOMISTA DEMOCRÁTICO DO DISTRITO FEDERAL

PARTIDO ECONOMISTA DEMOCRÁTICO DO DISTRITO FEDERAL

 

Partido político do Rio de Janeiro (então Distrito Federal) fundado em fins de 1933 em conseqüência da fusão entre o Partido Economista do Brasil e o Partido Democrático do Distrito Federal. Foi extinto junto com os demais partidos políticos do país pelo Decreto nº 37, de 2 de dezembro de 1937.

Nas eleições de 1934 para a Câmara Municipal do Distrito Federal elegeu os vereadores Heitor Beltrão, João Daudt d’Oliveira e Alarico de Morais. Para a Câmara Federal, elegeu os deputados federais Henrique Dodsworth, Mozart Lago, Adolfo Bergamini e José Matoso de Sampaio Correia.

Após essas eleições, através de seu secretário Mozart Lago, o partido recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral pedindo a anulação do pleito sob a alegação de fraude. Não concordando com a forma como se haviam processado as eleições, João Daudt d’Oliveira renunciou ao cargo de vereador.

O candidato dos economistas democráticos à prefeitura do Distrito Federal era Heitor Beltrão, que foi derrotado por Pedro Ernesto Batista, do Partido Autonomista.

Na Câmara Federal, o Partido Economista Democrático integrou as Oposições Coligadas, ou Minoria Parlamentar, grupo composto pelo conjunto dos partidos oposicionistas estaduais, que tinham por objetivo organizar um partido nacional. O Partido Economista Democrático desenvolveu uma atuação de crítica e oposição ao governo de Getúlio Vargas, combatendo, entre outras medidas, o projeto da Lei de Segurança Nacional, de autoria do ministro da Justiça Vicente Rao.

Em abril de 1936, em conseqüência da ação desenvolvida pela Aliança Nacional Libertadora, que culminou na Revolta Comunista de 27 de novembro de 1935, o governo central decretou a prisão de Pedro Ernesto. O cônego Olímpio de Melo, também autonomista, assumiu a prefeitura, enfrentando forte oposição tanto dentro de seu partido como da parte dos vereadores do Partido Economista Democrático.

Em março de 1937, foi decretada a intervenção no Distrito Federal, passando o cônego Olímpio de Melo a ocupar o cargo de interventor. Essa medida teria sido adotada diante da possível absolvição de Pedro Ernesto pelo Tribunal de Segurança Nacional, o que determinaria a sua volta à prefeitura. Outro motivo da intervenção, segundo o jornal Diário de Notícias, teria sido o interesse do governo central em colocar à frente da prefeitura do Distrito Federal um nome que não se opusesse ao candidato à sucessão presidencial indicado pelo Catete. A intervenção teria sido bem aceita tanto pelos autonomistas como pelos políticos do Partido Economista Democrático com exceção dos vereadores Heitor Beltrão e Alarico de Morais.

Entretanto, o interventor, que ainda como prefeito vinha sofrendo forte oposição, perdeu praticamente todo o apoio da Câmara Municipal, onde seus opositores o acusaram de desenvolver uma política administrativa antipopular. Impelido pela crise política, o cônego Olímpio de Melo renunciou em 27 de junho de 1937, sendo substituído por Henrique Dodsworth, do Partido Economista Democrático. A nomeação do novo interventor, que recebeu o apoio de políticos do Partido Autonomista, estava provavelmente ligada à questão da sucessão presidencial. Henrique Dodswort deveria organizar as forças políticas que apoiavam, no Distrito Federal, a candidatura de José Américo de Almeida. Logo que tomou posse, o novo interventor promoveu a aproximação de seu partido com o grupo autonomista.

Alzira Alves de Abreu

 

 

FONTES: Diário de Notícias, Rio (6/2, 7 e 11/4/35, 18/3 e 26/5/37); Jornal do Comércio (1/6/32).

 

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