PARTIDO PROLETARIO DO ESPIRITO SANTO

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Nome: PARTIDO PROLETÁRIO DO ESPÍRITO SANTO
Nome Completo: PARTIDO PROLETARIO DO ESPIRITO SANTO

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PARTIDO PROLETÁRIO DO ESPÍRITO SANTO

PARTIDO PROLETÁRIO DO ESPÍRITO SANTO

 

Partido político espírito-santense. Foi extinto junto com os demais partidos do país pelo Decreto nº 37, de 2 de dezembro de 1937.

Nas eleições estaduais de 1934, elegeu o deputado estadual Gilbert Gabeira. Na mesma ocasião, o Partido Social Democrático (PSD), porta-voz dos interesses da Revolução de 1930 e presidido pelo interventor João Punaro Bley, elegeu 16 representantes. Contando com a maioria na Assembléia, o PSD tinha praticamente assegurada a vitória de seu candidato ao governo estadual, que era o próprio interventor.

Diante desse quadro, o Partido Proletário uniu-se ao Partido da Lavoura do Espírito Santo, formando as Oposições Coligadas do Espírito Santo. O objetivo dessa aliança era lançar um candidato ao governo estadual que pudesse fazer frente ao candidato do PSD.

Integradas por um deputado do Partido Proletário e oito deputados do Partido da Lavoura, as Oposições Coligadas receberam o apoio do deputado federal do PSD e ex-secretário de Agricultura de Punaro Bley, Asdrúbal Soares, cuja candidatura ao governo passaram a articular. As Oposições Coligadas receberam ainda a adesão de quatro deputados estaduais do PSD, conquistando assim a maioria na Assembléia.

O presidente da Assembléia, deputado Carlos de Medeiros, e o próprio interventor Punaro Bley tentaram então conquistar o voto do representante do Partido Proletário. Gilbert Gabeira chegou a articular um acordo, mas em seguida voltou à oposição.

Punaro Bley retirou sua candidatura, e o governo central indicou Jerônimo Monteiro Filho, do Partido da Lavoura, como candidato de conciliação. Desse modo o governo procurava impedir que as Oposições Coligadas ganhassem as eleições, passando a controlar a política estadual. O novo candidato foi rejeitado pelas oposições, com exceção dos deputados Luís Tinoco da Fonseca e Carlos Sá, do Partido da Lavoura. Graças a essas defecções, os situacionistas obtiveram mais uma vez a maioria.

Por outro lado, dentro do próprio PSD começaram a se fazer negociações visando rearticular a candidatura de Punaro Bley ao governo, e reservar a Jerônimo Monteiro Filho o posto de senador. Esse acordo prevaleceu, finalmente, e foi confirmado pelas eleições.

Em agosto de 1936, o deputado Carlos de Medeiros rompeu com Punaro Bley e com o PSD e uniu-se às Oposições Coligadas.

Em 25 de maio de 1937, na convenção de lançamento da candidatura oficial de José Américo de Almeida à presidência da República, as Oposições Coligadas estiveram representadas pelo senador Genaro Pinheiro e pelos deputados Ubaldo Ramalhete, Jair Tovar e Abreu Moura.

Regina Bressane

 

 

FONTES: Diário de Notícias, Rio (13/2/35); Estado de S. Paulo (16/12/34).

 

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