PARTIDO REPUBLICANO PROGRESSISTA (PRP- 1988)

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: PARTIDO REPUBLICANO PROGRESSISTA (PRP- 1988)
Nome Completo: PARTIDO REPUBLICANO PROGRESSISTA (PRP- 1988)

Tipo: TEMATICO


Texto Completo:
PARTIDO REPUBLICANO PROGRESSISTA (PRP- 1988)

PARTIDO REPUBLICANO PROGRESSISTA (PRP)

 

Partido político nacional criado por remanescentes do grupo político do ex-governador paulista Ademar de Barros Filho. Obteve seu registro provisório no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em julho de 1988. Em setembro de 1995 fundiu-se com o Partido Progressista Reformador (PPR), liderado por Paulo Maluf, e o Partido Progressista (PP), para dar origem ao Partido Progressista Brasileiro (PPB).

Os fundadores do PRP decidiram criar um partido com esse nome após perderem para outro político paulista a sigla do “ademarismo” — PSP, do antigo Partido Social Progressista. Seu presidente era o deputado federal paulista Ademar de Barros Filho, egresso do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Seu registro definitivo seria concedido pelo TSE em 1991.

O manifesto do PRP afirmava que “a forma republicana de Estado é a mais perfeita de quantas criou o engenho humano” e chamava a atenção para o risco de uma restauração monárquica no país, já que “nas horas de crise os homens sem sólida consciência de cidadania costumam suplicar por salvadores”. Diante da existência de um dispositivo constitucional prevendo a realização, em 1993, de um plebiscito nacional para decidir sobre a forma de governo a ser adotada no país, o partido chamava a atenção para a necessidade de se fazer uma campanha popular em defesa do regime republicano.

O programa do PRP defendia a máxima autonomia para os estados e municípios, o acesso de todos à educação básica, o incentivo à pesquisa científica, a democratização do acesso à terra pela execução da reforma agrária nos termos da Constituição de 1988, a liberdade sindical e o direito de greve, a livre iniciativa e o fortalecimento do mercado interno. O partido explicitava também sua condenação ao neoliberalismo e à relação entre capital e trabalho vigente no país, que se teria tornado “imoral a partir de 1964”.

A primeira participação eleitoral do PRP ocorreu em novembro de 1988, quando deu apoio à candidatura derrotada de Paulo Maluf à prefeitura de São Paulo. Em 1990, o partido lançou a candidatura de Ademar de Barros Filho ao governo do estado de São Paulo, em coligação com duas outras pequenas legendas: o Partido Comunitário Nacional (PCN) e o Partido Democrático (PD). Realizado o pleito no mês de outubro, seu candidato obteve 63.117 votos (menos de 1% do total), ficando na quinta posição entre os sete concorrentes. Na mesma ocasião, na disputa para a Câmara, nenhum representante do partido foi eleito em todo o país.

O PRP voltaria a contar com representação no Congresso Nacional em 1992, quando a deputada fluminense Regina Gordilho ingressou em suas fileiras. Sem espaço no interior de seu partido, o PDT, para lançar sua candidatura à prefeitura do Rio de Janeiro, Regina Gordilho concorreu na legenda do PRP e ficou na penúltima colocação entre os 11 candidatos. Em seguida a deputada deixou o partido. Nas eleições de 1994, Ademar de Barros Filho recuperou sua cadeira na Câmara. Foi o único representante do partido eleito para o Congresso Nacional em todo o país.

Em abril de 1995, o PRP chegou a participar de articulações desenvolvidas entre os pequenos partidos representados no Congresso para traçar uma estratégia de combate ao projeto de lei, então em tramitação, que previa a adoção de restrições à atuação das pequenas agremiações. Em setembro, porém, optou por fundir-se ao PPR e ao PP para dar origem a uma nova legenda: o PPB. Liderado pelo então prefeito paulistano Paulo Maluf, o PPB nasceu com a quarta maior bancada na Câmara dos Deputados.

 

 

FONTES: Estado de S. Paulo (23/11/88, 19/10/90, 14/9/95); Folha de S. Paulo (20/7/88 e 26/4/95); Globo (2/7/88); Jornal do Brasil (3/10/92); NICOLAU, J. Multipartidarismo; PRP. Programa.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados