PARTIDO SOCIAL DEMOCRATICO (PSD- 1987)

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Nome: PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO (PSD- 1987)
Nome Completo: PARTIDO SOCIAL DEMOCRATICO (PSD- 1987)

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PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO (PSD- 1987)

PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO (PSD)

 

O Partido Social Democrático (PSD) foi fundado em 1987 por iniciativa do ex-ministro das Minas e Energia César Cals, do governo Figueiredo. A agremiação obteve seu registro definitivo em 1991 e pretendia ser uma nova versão do PSD existente entre 1945 e 1965. Tal projeto, entretanto, não chegou a sensibilizar pessedistas históricos como Amaral Peixoto, que não aderiu ao partido.

Cals pretendia explorar os programas e realizações do ex-presidente João Figueiredo, especialmente na área dos assentamentos rurais e da política habitacional. Por ocasião da fundação do partido, César Cals ressaltou que a legenda poderia abrigar uma eventual candidatura de Figueiredo à presidência da República.

A primeira disputa do PSD foi nas eleições municipais de 1988. Esbarrando em uma incipiente organização, não obteve um bom desempenho. No estado do Rio de Janeiro não conquistou nenhuma prefeitura e em São Paulo apenas as prefeituras das pequenas cidades de Paulínia e Teodoro Sampaio, além de eleger 56 vereadores.

O vínculo inicial com o ex-presidente João Figueiredo não se transformou em candidatura presidencial e o PSD partiu então em busca de outro nome para a eleição de 1989. A grande esperança do partido era Jânio Quadros, que chegou a se filiar à legenda em maio de 1989, mas no mesmo mês abandonou sua candidatura. Por conseguinte, o PSD teve que buscar outra alternativa, encontrando-a em Ronaldo Caiado, médico e pecuarista, líder da União Democrática Ruralista (UDR), entidade de defesa dos interesses dos grandes proprietários rurais brasileiros.

Em julho, a candidatura de Caiado foi lançada em Brasília com grande festa patrocinada pela UDR. O candidato do PSD, no entanto, não chegou a empolgar o eleitorado brasileiro, que lhe concedeu em 15 de novembro apenas 0,72% dos votos válidos em todo o país. Sua maior votação ocorreu em Goiás, sua terra natal, onde obteve 4,4% dos votos. No segundo turno, o partido apoiou a candidatura de Fernando Collor de Melo, do Partido da Reconstrução Nacional (PRN).

Em 1990, novas eleições ocorreram em todo o país para o Congresso Nacional, assembléias legislativas e governos estaduais. O PSD elegeu apenas um deputado federal e dois estaduais. Em São Paulo, o partido foi utilizado a partir de 1991 pelo então governador Luís Antônio Fleury, para abrigar eventuais aliados do interior paulista que estivessem com problemas no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). O PSD integrou o bloco de apoio a Fleury na Assembléia Legislativa paulista.

Nas eleições de 1992, nenhum prefeito foi eleito pelo PSD nas capitais do país. Em contrapartida, no ano seguinte a legenda já apresentaria um crescimento razoável: além dos 101 prefeitos em todo o país, o partido possuía seis deputados federais e 23 estaduais. Em setembro, a legenda chegaria a ter 20 deputados federais e seria acusada de aliciar parlamentares de outros partidos com convites para ingressar no PSD em troca de dinheiro. Segundo as denúncias, o partido estaria tentando aumentar sua bancada federal para obter maior tempo na televisão nas eleições de 1994. As acusações recaíram principalmente sobre os deputados Onaireves Moura (PR) e Nobel Moura (RO), que foram cassados pela Câmara dos Deputados em dezembro de 1993, juntamente com outro pessedista, Itsuo Takayama (MT), também envolvido nas denúncias.

Nas eleições presidenciais de 1994, o PSD apoiou a candidatura de Orestes Quércia, do PMDB, que chegou em quarto lugar no pleito. Nenhum senador foi eleito pelo partido, que elegeu três deputados federais — o agrônomo Luís Dantas (AL), o empresário Marcos Abi Chedid (SP) e o pastor evangélico Paulo César Marques de Velasco (SP) — e 22 deputados estaduais em todo o país. O PSD não elegeu nenhum governador, mas obteve uma boa votação com a candidatura do general Newton Cruz ao governo do estado do Rio de Janeiro. Com uma campanha que enfatizava o combate à violência, o general obteve boa votação na capital e em todo o estado, e conquistou 14,18% dos votos válidos, ficando em terceiro lugar, atrás de Marcelo Alencar, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), e Anthony Garotinho, do Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Em 1995, um novo escândalo envolveria um parlamentar do PSD. O deputado Marcos Chedid seria acusado de tentar extorquir dinheiro de donos de casa de bingo para não denunciá-los na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigava essa atividade no Brasil. Apesar da denúncia, Chedid não chegou a ser cassado e o PSD acabou por se unir ao PMDB em 1996 para formar um bloco de atuação na Câmara, juntamente com o Partido Social Cristão (PSC) e o Partido Social Liberal (PSL). A idéia do bloco era obter maior força na escolha das presidências e vice-presidências das 16 comissões temáticas da Câmara dos Deputados. O partido integrava a base governista no Congresso e ajudou a aprovar projetos de interesse do governo Fernando Henrique Cardoso, como o projeto de reforma da Previdência, votado em março de 1996.

Nas eleições municipais de 1996, a candidatura do general Newton Cruz à prefeitura do Rio chegou a ser oficializada pelo partido que, entretanto, voltou atrás em sua decisão e cassou a candidatura de Cruz para apoiar Sérgio Cabral, do PSDB. Descontente com o ato da agremiação, Cruz deixou o PSD e passou a apoiar a candidatura de Luís Paulo Conde, do Partido da Frente Liberal (PFL). Nenhuma prefeitura de capital foi conquistada pelo partido.

Na votação da emenda constitucional da reeleição para presidente, governadores e prefeitos, no início de 1997, dois deputados do PSD votaram a favor e um se ausentou.

No ano seguinte, o PSD apoiou a reeleição de Fernando Henrique Cardoso para a presidência da República. No Rio de Janeiro, o partido apoiou a candidatura de Luís Paulo Correia da Rocha, do PSDB, que acabou em terceiro lugar na disputa pelo governo do estado. Para o governo de São Paulo, o PSD também apoiou o candidato do PSDB, o governador Mário Covas, que conseguiu se reeleger.

O partido voltou a eleger três representantes para a Câmara dos Deputados em 1998.

Ricardo Guanabara

 

FONTES: KINZO, M. Radiografia; NICOLAU, J. Dados; NICOLAU, J. Multipartidarismo.

 

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