PARTIDO TRABALHISTA DO BRASIL (1989)

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Nome: PARTIDO TRABALHISTA DO BRASIL (1989)
Nome Completo: PARTIDO TRABALHISTA DO BRASIL (1989)

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PARTIDO TRABALHISTA DO BRASIL (1989)

PARTIDO TRABALHISTA DO BRASIL (1989)

 

Partido político fundado em novembro de 1989.

O PTdoB surgiu de uma dissidência do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e teve como um de seus fundadores o então deputado federal Leonel Júlio (PTB-SP). A nova agremiação foi formada pelo Movimento Unidade Trabalhista — uma facção do PTB insatisfeita com o que chamou de “posições conservadoras” defendidas pelos líderes petebistas Roberto Jefferson e Feres Nader — em união com a direção do Partido Socialista Agrário e Renovador Trabalhista (Pasart) de Araão Steinbruch, e um grupo oriundo do Partido Democrata Cristão do Brasil (PDCdoB).

O PTdoB utilizava como referência ideológica a doutrina trabalhista de Alberto Pasqualini e a “herança política” deixada pelo governo de Getúlio Vargas. De acordo com o livro A caminhada da esperança, escrito por Caetano Matanó Júnior, um de seus fundadores e atual presidente, o partido busca reafirmar o trabalhismo como ideologia política nacional com base no solidarismo cristão.

Em 1990, o partido disputou o seu primeiro pleito, concorrendo em dez estados. Obteve 0,23% dos votos para a Câmara dos Deputados, não elegendo nenhum representante. Nas eleições municipais de 1992, o PTdoB apresentou candidatos em 11 estados, elegendo quatro vereadores no Rio de Janeiro, dois na capital, um vereador no Paraná e um em São Paulo, no município de São José dos Campos. Ainda nesse ano, o partido passou a contar com a adesão de dois deputados estaduais, um em Minas Gerais e outro no Rio de Janeiro. Em 1993 o PNTB, antigo PNT, liderado por João de Deus Barbosa, fundiu-se ao PTdoB.

Nas eleições de 1994, o PTdoB apresentou Caetano Matanó Júnior como candidato à presidência da República, mas o partido foi impedido pelo Tribunal Superior Eleitoral de participar do pleito por não preencher os critérios estabelecidos pela lei que o regulamentou. Em novembro, a agremiação conseguiu o seu registro definitivo.

Em 1996, o partido elegeu ao todo 109 vereadores, sendo dois no Rio de Janeiro, dois em Maceió e um em Salvador, e conquistou quatro prefeituras, nos estados do Rio Grande do Sul, Bahia, Maranhão e Alagoas. O PTdoB apresentou ainda candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, o pastor evangélico Antônio Pedregal. Em agosto de 1997, o número de vereadores da agremiação subiu para 139.

Em 1998, após uma disputa interna envolvendo um grupo democrata cristão que defendia uma aliança com os partidos da base política do ex-presidente Fernando Collor, o PTdoB lançou João de Deus Barbosa candidato à Presidência da República, alegando a necessidade de uma “candidatura emblemática para firmar a imagem do partido”. Coligado para a disputa proporcional com o Partido Verde (PV), o Partido Solidarista Nacional (PSN), o Partido do Solidarismo Libertador (PSL) e o Partido Social Trabalhista (PST), o PTdoB concorreu com Vinícios Cordeiro ao Senado pelo Rio de Janeiro.

Obteve nessa eleição 0,33% dos votos para a Câmara dos Deputados e elegeu cinco deputados estaduais, dois no Rio de Janeiro, um no Maranhão, um na Bahia e um em Alagoas, onde participou da coligação “Alagoas para Todos” que elegeu Ronaldo Lessa governador. O partido se afirmou como oposição ao governo reeleito de Fernando Henrique Cardoso.

Como conseqüência de disputas internas, houve, ainda em 1998, uma mudança na direção nacional do partido, que passou a ser presidida por Carlos Alberto da Silva, então presidente regional do PTdoB de São Paulo, e tendo ainda Vinícios Cordeiro como vice-presidente nacional e presidente regional no Rio de Janeiro.

Nas eleições de 2000, o PTdoB elegeu seis prefeitos: quatro na Bahia e dois em Alagoas. Nenhum em capitais. Já nas eleições gerais de 2002, não lançou candidato próprio à presidência, nem se coligou oficialmente para isso. Tampouco apresentou candidaturas próprias para os governos estaduais. Nas eleições legislativas federais deste ano o PTB não conseguiu eleger nenhum representante.

Chegadas as eleições de 2004, o PTdoB apresentou crescimento significativo em relação a 2000, e elegeu 23 prefeitos em todo o Brasil. O partido prosseguiu em sua rota de penetração no Nordeste, em especial na Bahia.

Nas eleições gerais de 2006, mais uma vez, o PT do B não teve candidato a presidente. Apresentou apenas um candidato a governador, no estado de Minas Gerais, onde Luis Henrique de Oliveira Resende, conhecido pela alcunha de Luis Tibé terminou a disputa em quarto lugar, com 0,13% dos votos válidos. Para as Casas do Congresso nacional, o PTdoB elegeu um deputado federal, pelo estado do Rio de Janeiro: Vinícius Raposo de Carvalho.

Ainda em Outubro de 2006, foi anunciada a criação do Partido da República, oriundo da fusão do Partido Liberal (PL) com o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA) e também com o PTdoB. No mês seguinte, entretanto, na Convenção Nacional do PTdoB, a maioria dos filiados presentes rejeitou um acordo para a fusão partidária. Mantido o Partido Trabalhista do Brasil, também na ocasião da Convenção, foi eleita ainda a nova direção nacional da agremiação. Como resultado, foi conduzido à presidência nacional do partido o mineiro Luís Tibé, enquanto o então presidente Antonio Rodriguez Fernandes passou à presidência de honra.

No pleito de 2008, o PT do B elegeu 328 vereadores e apenas oito prefeitos, um número bem inferior ao conseguido nas eleições municipais anteriores. Dois anos depois, na ocasião da Convenção Nacional do partido, realizada em Belo Horizonte, Luís Tibé foi reconduzido para novo mandato de quatro anos à frente do PT do B, que aventou a possibilidade de lançar candidatura própria à Presidência da República. Os partidários, entretanto, decidiram pela integração à coligação ‘O Brasil pode mais’, que teve como candidato o tucano José Serra, derrotado em segundo turno. No âmbito dos estados, o partido ampliou sua representação em assembleias legislativas, passando a contar com um total de vinte deputados eleitos em quinze estados diferentes. Foi no Legislativo Federal, contudo, que o partido logrou maior expansão, tendo eleito quatro deputados federais – Rosinha da Adefal, por AL; Lourival Mendes, pelo MA; Luís Tibé, por MG; e Cristiano, pelo RJ. O PT do B também lançou candidatura própria ao Governo de Minas Gerais, onde o postulante Edilson Nascimento, porém, foi somente o sétimo mais votado, com menos de cinco mil votos.

Em 2012, na ocasião das eleições municipais, o partido ampliou sua participação e teve um desempenho superior ao de quatro anos antes, tendo eleito 535 vereadores e lançado 107 candidatos a prefeito, dos quais dois em capitais – a deputada Rosinha da Adefal, que se licenciou do mandato parlamentar para concorrer ao executivo de Maceió, e Fábio Ribeiro, que pleiteou cargo de prefeito de Palmas. Apesar de não terem logrado êxito nas capitais, o partido conquistou a prefeitura de 26 municípios, correspondentes a 222% do resultado obtido em 2008.

O crescimento do partido nos âmbitos regionais, no entanto, não se manteve nas eleições de 2014, quando o PT do B apresentou apenas um candidato para governo estadual – Bruno Mineiro, no Amapá - e um ao Senado Federal – Edilson Nascimento, por MG -, que não tiveram votação suficiente. Ademais, em relação ao pleito anterior, o PT do B elegeu seis deputados a menos para as assembleias legislativas estaduais e, para a Câmara, foram dois os eleitos, sendo um o deputado Luís Tibé, reeleito. Também para a Presidência, o partido compôs a coligação oposicionista que teve como candidato o tucano Aécio Neves, derrotado pela mandatária Dilma Rousseff, reeleita em segundo turno.

 

Simone Cuber Araújo Pinto

 

 

 

FONTES: ENTREV. CORDEIRO, V.; Folha de S. Paulo (25/7/96 e 22/6/98); Globo (3/6/96 e 30/8/97); Jornal do Brasil (30/1/97, 13 e 15/6/98); JÚNIOR, Caminhada; Portal do jornal Estado de Minas. Disponível em: <http://www.em.com.br/>. Acesso em 08/12/2015; Portal do Partido Trabalhista do Brasil.  Disponível em: <http://www.ptdob.org.br/>. Acesso em 08/12/2015; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br/>. Acesso em 08/12/2015. Portal do TSE (http://www.tse.gov.br/; acessado em 1/12/2009).

 

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