PARTIDO TRABALHISTA RENOVADOR (PTR)

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Nome: PARTIDO TRABALHISTA RENOVADOR (PTR)
Nome Completo: PARTIDO TRABALHISTA RENOVADOR (PTR)

Tipo: TEMATICO


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PARTIDO TRABALHISTA RENOVADOR (PTR)

PARTIDO TRABALHISTA RENOVADOR (PTR)

 

Partido político nacional fundado em julho de 1985, quando obteve seu registro provisório junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O aparecimento do PTR se deu no contexto de ampliação do quadro partidário brasileiro possibilitado pela aprovação no Congresso Nacional, em maio daquele ano, da Emenda Constitucional nº 25, que legalizou os partidos comunistas e permitiu que partidos ainda em formação apresentassem candidatos à eleição municipal de novembro. Em fevereiro de 1993, o PTR fundiu-se com o Partido Social Trabalhista (PST), dando origem ao Partido Progressista (PP).

Fundado sob a presidência do advogado carioca Irã Pereira da Silva, o PTR defendia a adoção de uma política de geração de empregos a partir da criação de novos pólos produtivos; a suspensão do pagamento da dívida externa por um prazo mínimo de cinco anos; a implantação de uma política habitacional voltada para a classe trabalhadora, e a criação do Ministério da Defesa, entre outros pontos.

A princípio, o PTR se estruturou mais solidamente no estado do Rio de Janeiro, onde abrigou militantes ligados ao grupo político de José Colagrossi, então deputado federal. Colagrossi, contudo, jamais pertenceu ao PTR, mesmo no período em que o partido foi presidido por seu filho, Juca Colagrossi.

Em 1986, o PTR apoiou a candidatura vitoriosa de Moreira Franco ao governo do estado do Rio de Janeiro, lançada pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e apoiada por mais dez partidos. Na mesma ocasião participou das eleições para a Assembléia Nacional Constituinte, mas não conseguiu eleger nenhum representante. Durante os trabalhos constituintes, o partido abrigou por alguns meses o deputado fluminense Messias Soares.

Nas eleições presidenciais de 1989, o PTR apoiou formalmente a candidatura do ex-governador de Alagoas Fernando Collor de Melo, do Partido da Reconstrução Nacional (PRN), sustentado por uma coligação composta ainda pelo Partido Social Cristão (PSC) e o PST. O programa de rádio e de televisão do PTR, transmitido em cadeia nacional em abril de 1989, constituiu peça importante na estratégia publicitária que envolveu o lançamento da candidatura Collor, ao final vencedora da disputa.

Nas eleições de 1990, o PTR elegeu dois governadores: Osvaldo Piana, em Rondônia, e Joaquim Roriz, no Distrito Federal, este último manifestamente apoiado pelo presidente da República. Roriz passou a ser, então, a principal liderança do partido. Também no pleito de 1990, o PTR elegeu dois deputados federais, Paulo Cardoso de Almeida, do Rio de Janeiro, e Benedito Domingos, do Distrito Federal, que se integraram à bancada governista no Congresso Nacional. Ainda nesse ano o partido obteve do TSE seu registro definitivo.

No primeiro semestre de 1992, o governo Collor foi seriamente abalado por denúncias de corrupção que resultaram na criação, no mês de maio, de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar as acusações, e na autorização pelo Congresso, em setembro, para a abertura do processo de impeachment. Ao perceber o desgaste do presidente perante a opinião pública, o PTR, sob a condução de Joaquim Roriz, procurou desvincular-se da imagem de Collor, apesar de as investigações da CPI apontarem evidências de envolvimento de alguns dirigentes do partido no esquema de corrupção montado no interior do governo.

Em outubro de 1992, o PTR e o PST, partido que tinha então no ex-governador paranaense Álvaro Dias sua maior liderança, oficializaram a formação de um bloco parlamentar no Congresso, primeiro passo para a fusão das duas legendas em uma nova agremiação, provisoriamente batizada de Partido Social Trabalhista Renovador (PSTR). O novo bloco, que manifestou apoio ao recém-empossado presidente Itamar Franco, reunia os 18 deputados então filiados ao PTR e os nove parlamentares do PST. A fusão dos partidos se efetivou em fevereiro de 1993, dando origem ao PP, nacionalmente presidido por Álvaro Dias.

FONTES: Estado de S. Paulo (12/12/92); Folha de S. Paulo (20/7/85); Globo (14 e 15/9/92); Jornal do Brasil (11 e 20/7/85, 27/4 e 3/11/89, 4 e 29/10/92 e 1/2/93); NICOLAU, J. Multipartidarismo.

 

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