PARTIDO VERDE (PV)

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Nome: PARTIDO VERDE (PV)
Nome Completo: PARTIDO VERDE (PV)

Tipo: TEMATICO


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PARTIDO VERDE (PV)

PARTIDO VERDE (PV)

 

Partido político fundado oficialmente no Brasil em 18 de janeiro de 1987.

O Partido Verde (PV) surgiu de um grupo de intelectuais com ação política inspirada no Partido Verde alemão e no Partido Radical italiano. Apresentando-se como alternativa à ação política meramente institucional, definiu-se como um grupo de cidadãos adeptos da ecologia política, dispostos a participar de um movimento ecológico, pacifista e alternativo.

Ainda sem registro oficial, o partido teve sua primeira participação eleitoral expressiva nas eleições para o governo do estado do Rio de Janeiro, em 1986. Nessas eleições, seu candidato, Fernando Gabeira, concorrendo oficialmente como candidato do PT, obteve mais de 500 mil votos, ficando em terceiro lugar no pleito, e Carlos Minc foi eleito para a Assembléia Legislativa com quase 25 mil votos. Desde então, o Rio de Janeiro tem sido o núcleo principal de organização do partido, concentrando grande parte de seus quadros.

Logo em seguida à sua fundação, o partido ratificou sua proximidade com a esquerda, decidindo privilegiar, nos anos seguintes, coligações eleitorais com o PT.

Em 17 de março de 1988, o TSE concedeu o registro provisório ao PV.

Nas eleições municipais de 1988, o partido não elegeu nenhum prefeito. No Rio de Janeiro, o PV apoiou o candidato do PSB, Antônio Alcides Bezerra, que obteve 2.900 votos, ficando em último lugar nas apurações. Nestas mesmas eleições, o candidato “verde” Alfredo Sirkis obteve uma cadeira na Câmara municipal carioca, tendo sido o candidato mais votado, com 43 mil votos. Em São Paulo, o PV apoiou o candidato do PSDB, José Serra, o qual obteve 287.340 votos, ou 5,59%. O partido não obteve representação na câmara paulistana.

Em 1989, o partido rompeu com a Frente Brasil Popular, devido à insatisfação com a indicação de José Paulo Bisol para vice na chapa presidencial que apresentava Luís Inácio Lula da Silva como candidato. O PV, além disso, pretendia utilizar com autonomia os 30 segundos diários de propaganda eleitoral gratuita a que tinha direito nos meios de comunicação, focalizando a discussão das questões ecológicas e de discriminação de minorias. Sendo assim, Fernando Gabeira concorreu à presidência como candidato oficial do partido, tendo obtido 125.785 votos, alcançando, naquele pleito, o décimo-oitavo lugar.

Em 1991, Sidnei de Miguel, eleito na legenda do PDT nas eleições ocorridas no ano anterior, assumiu como deputado federal do PV, que ainda não havia obtido o registro definitivo.

Nas eleições municipais de 1992, o PV elegeu três prefeitos no estado de São Paulo e três vereadores em todo o país. Entre estes, dois na Câmara Municipal do Rio de Janeiro: Alfredo Sirkis, reeleito com 25.171 votos, e Leila Maywald, eleita com 9.660 votos. Para as eleições municipais, o partido apoiou no primeiro turno a candidata Cidinha Campos, do PDT, que obteve 18,43% dos votos, ficando em terceiro lugar. No segundo turno, apoiou a candidata do PT, Benedita da Silva, derrotada com 48,17% dos votos. Em São Paulo, o apoio também foi dado ao PT, cujo candidato, Eduardo Suplicy, foi derrotado no segundo turno, tendo obtido 37,7% dos votos.

Em 30 de setembro de 1993, o partido conseguiu seu registro definitivo.

Nas eleições de 1994, o PV obteve 40.806 votos nas eleições para a Câmara, elegendo Fernando Gabeira como deputado federal.

Em 1996, o PV conquistou 13 prefeituras, a maioria na região Sudeste. Em 1998 lançou a candidatura de Alfredo Sirkis à presidência da República, que obteve cerca de 0,31% dos votos terminando a apuração em sexto lugar. Para o governo do estado do Rio de Janeiro o PV lançou a ambientalista Dalva Lazaroni, que ficou em sexto lugar na apuração, com 0,41% dos votos. Em São Paulo o partido apoiou a reeleição do governador Mário Covas.

Para a Câmara dos Deputados o Partido Verde reelegeu Fernando Gabeira como seu único representante.

Nas eleições de 2000, o Partido Verde elegeu prefeitos em 13 municípios brasileiros, repetindo, em termos numéricos, o desempenho de quatro anos antes, e mais uma vez com predomínio de cidades do Sudeste. Nenhum destes quadros, porém, foi eleito em capitais.

Para as eleições gerais de 2002, o PV não lançou candidato próprio, nem formou aliança oficial com nenhum outro partido que tivesse pretensões de conquistar a presidência da República. Para os governos estaduais o PV lançou quatro candidatos próprios. Nenhum se elegeu. O partido elegeu ainda, neste ano, quatro deputados federais.

Na disputa pelas prefeituras e Câmaras Municipais, em 2004, foram eleitos 57 prefeitos na legenda, o que representou expressivo crescimento, se comparado ao desempenho de quatro anos antes. Mais uma vez, porém, o PV não elegeu prefeitos de capitais.

Em 2006, os Verdes mantiveram a sua estratégia de não disputar a presidência da República, ou coligar-se para isso. O PV tentou eleger governadores em três estados, mas novamente não foi bem sucedido. Sua representação no Congresso Nacional teve substancial acréscimo na Câmara, passando de quatro deputados, em 2002, para onze, em 2006. O partido mais uma vez não conseguiu eleger um representante seu para o Senado.

Em 2008, o PV elegeu 75 prefeitos em todo o país, dando prosseguimento à sua tendência de crescimento. Obteve também sua primeira prefeitura de capital, em Natal, com Micarla de Sousa.

Outro desempenho significativo da legenda em 2008 se deu no Rio de Janeiro, onde seu candidato, Fernando Gabeira, foi derrotado por pequena margem, no 2º turno, por Eduardo Pais, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

 

 

 

FONTES: BCO. DADOS ELEIT. IUPERJ; GABEIRA, F. Partido; NICOLAU, J. Dados; Portal do PV. Disponível em : <http://www.pv.org.br>. Acesso em : 01 dez. 2009; Portal do TSE. Disponível em : <http://www.tse.gov.br>. Acesso em : 01 dez. 2009.

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