POLITICA DE CLIENTELA

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Nome: POLÍTICA DE CLIENTELA
Nome Completo: POLITICA DE CLIENTELA

Tipo: TEMATICO


Texto Completo:
POLÍTICA DE CLIENTELA

POLÍTICA DE CLIENTELA

 

Expressão cunhada e conceito desenvolvido por Hélio Jaguaribe em seu trabalho “Política ideológica e política de clientela”, publicado no Jornal do Comércio de 14 de maio de 1950 e na revista Digesto Econômico de julho do mesmo ano.

Por política de clientela se entende, basicamente, todas as formas de ação política, quer no âmbito do Estado e suas subdivisões territoriais ou administrativas, quer no âmbito de qualquer coletividade dotada de alguma institucionalidade, orientadas por um sentido de troca de vantagens específicas entre o promotor de tais ações, o político de clientela, e os grupos sociais junto aos quais opera, a clientela de tal política. A forma típica de política de clientela consiste na concessão de empregos públicos para determinadas pessoas ou na execução de serviços públicos, em benefício de certas áreas ou grupos, em troca de apoio político para o promotor de tais iniciativas. Essa modalidade típica de política de clientela comporta inúmeras variantes, conforme o nível mais alto ou mais baixo em que opere o político de clientela, o universo social a que se dirija e o tipo de instituição-Estado, departamento público, município, empresa, clube social, Igreja etc. no âmbito da qual se exerça tal política.

A política de clientela se opõe à política ideológica ou programática, exercida em função de determinadas concepções relativas ao que convenha, genérica ou especificamente, a um determinado grupo social, em determinadas condições. A política ideológica ou programática se orienta por princípios de ordem geral, ainda quando aplicados a situações particulares. Os benefícios que pretende proporcionar ao grupo social a que se destina não decorrem de compensações específicas, de caráter contratual ou semicontratual, e sim de correlações entre a outorga, pelo grupo, de alguma modalidade de poder decisório a um determinado mandatário ou titular e o exercício, por esse titular, dos poderes de que venha a dispor, em sentido conveniente para os interesses gerais ou valores do referido grupo social.

O termo “clientela” foi empregado, na expressão “política de clientela”, por derivação da expressão latina equivalente e das relações que, no início da República Romana, existiam entre o pater famílias e seus clientes.

Hélio Jaguaribe colaboração especial

 

 

FONTES:

 

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