POVO NA RUA, O

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Nome: Povo na Rua, O
Nome Completo: POVO NA RUA, O

Tipo: TEMATICO


Texto Completo:
POVO NA RUA, O

POVO NA RUA, O

Jornal diário, publicado no Rio de Janeiro, originariamente com o nome de O Povo e pertencente a Jorge Lago e Fernando Moreno.

Após sua venda para o “banqueiro” do jogo do bicho Raul Correia de Melo, conhecido como Raul Capitão, o jornal passou a circular, a partir de março de 1984, com o nome de O Povo na Rua. A alteração no nome foi motivada por disputas pelo título com o jornal O Povo, de Recife. O Povo na Rua circulava diariamente, à exceção dos domingos, dando sempre maior destaque ao noticiário policial. Em 1984 tinha como diretor-responsável José Monteiro e como diretor de redação Amado Ribeiro.

Quando da votação da emenda Dante de Oliveira, que restabelecia a eleição direta para a presidência da República, o jornalista João do Rio escreveu, nas edições de 24 e 25 de abril de 1984, que as medidas de emergência impostas pelo governo em Brasília eram desnecessárias e agressivas. Na edição do dia 27 de abril, O Povo na Rua publicou as manifestações de indignação de políticos, empresários e populares com relação à rejeição da emenda e uma entrevista com o governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT), um dos líderes políticos da campanha das diretas. Ainda nessa edição, O Povo na Rua publicou um artigo assinado por João do Rio chamando de traidores os que votaram contra a emenda Dante de Oliveira ou que se abstiveram de votar.

O jornal ficou aberto de março até dezembro de 1984, quando fechou por causa de desentendimentos entre Raul Capitão e seu filho Marcos Correia de Melo. Raul Capitão relançou O Povo na Rua em 12 de fevereiro de 1990, estimulado por Armando Ribeiro, que até seu falecimento foi o editor do jornal. O Povo na Rua foi lançado para atender às classes C, D e E.

Durante todo o mês de março de 1990, o jornal publicou diariamente matérias a respeito do plano econômico implantado pelo presidente Fernando Collor de Melo, logo após a sua posse no dia 15, e sobre a repercussão que as novas medidas econômicas tiveram.

Na edição do dia 23 de março, O Povo na Rua publicou um artigo, assinado por Beatriz Komora, colunista política do jornal, favorável às medidas implantadas pelo novo governo, onde ela afirmava que “[...] não há nenhum motivo para que o povo fique preocupado com as novas medidas conhecidas como Plano Brasil Novo. Então, porque não confiar numa proposta que vai penalizar o capitalismo e beneficiar o trabalho [...] em que o poder de compra terá sido agora devolvido aos que até agora não tiveram acesso aos bens de consumo?”.

Ainda nesse ano, iniciou-se a segunda fase do jornal e logo surgiram novos problemas do seu proprietário com a Justiça, em conseqüência de seu envolvimento com o jogo do bicho. Após o falecimento de Armando Ribeiro em 1992, o jornal passou por reformulações internas visando torná-lo menos sensacionalista.

Problemas financeiros estimularam Raul Capitão a vender o jornal. Em 29 de agosto de 1994, O Povo na Rua foi adquirido por Alberto Ahmed e no dia 10 de agosto de 1995 passou a se chamar O Povo do Rio, continuando a circular diariamente.

 

FONTES: Globo (8/5/91); INF. BIOG. JORGE A. PARANHOS OLIVEIRA; Povo na Rua (23 e 27/4/84, 8, 15, 17, 19 e 21/3, 9, 19, 21 e 22/4/93).

 

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