Alcida Rita Ramos

Entrevista

Alcida Rita Ramos

Entrevista realizada no contexto do projeto “Memória das Ciências Sociais no Brasil”, desenvolvido com financiamento do Banco Santander, entre janeiro de 2016 e dezembro de 2020, com o objetivo de constituir um acervo audiovisual de entrevistas com cientistas sociais brasileiros e a posterior disponibilização dos depoimentos gravados na internet.Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Celso Castro
Data: 24/3/2017
Local(ais):
Brasília ; DF ; Brasil

Duração: 1h41min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Alcida Rita Ramos
Formação: Graduação em Ciências Sociais (?) entre 1957 - 1959 na Universidade Federal Fluminense; Especialização entre Antropologia 1959 – 1960 Na Universidade Federal do Rio de Janeiro; Mestrado em Antropologia entre 1962 – 1965 na University of Wisconsin Madison; Doutorado em Antropologia entre 1965 – 1972 na University of Wisconsin Madison; Pós-Doutorado entre 1991 – 1992 no Texas University nos Estados Unidos da América; Pós-Doutorado entre 1986 – 1987 na Rice University.
Atividade: Professora Visitante de Antropologia Social na Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro entre 1971 e 1972; Professora Visitante de Antropologia Social na Pós-Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina em 1980; Professora Titular de Antropologia na Graduação e na Pós-Graduação da Universidade de Brasília em 1972; Direção, administração e coordenação de curso no Instituto de Ciências Humanas no Departamento de Ciências Sociais da Universidade de Brasília de 1972 até atualmente;

Equipe


Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;

Conferência da transcrição: Juliana Rodrigues de Oliveira Souza;

Temas

Amazônia;
América Latina;
Anos 1960;
Antropologia;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Brasil;
Brasília;
Burocracia;
Colômbia;
Espírito Santo;
Estados Unidos da América;
Família;
Fernando Collor de Mello;
Geografia;
Indios;
Infância;
Jarbas Passarinho;
Língua indígena;
Lingüística;
Mato Grosso do Sul;
Museu Nacional;
Niterói;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política;
Portugal;
Roberto da Matta ;
Terras indígenas;
Território;
Universidade de Brasília;
Urbanização;

Sumário

Entrevista: 24.03.2017

Origens e o despertar para a Antropologia: a infância em Portugal; a chegada ao Espírito Santo aos 7 anos; o bullying sofrido no colégio; o interesse pela Antropologia ao entrar em contato com os textos de Baldus sobre os Tapirapé, já na faculdade; a naturalização; a mudança para Niterói, aos 11 anos; a adaptação ao novo colégio; a pressão familiar para não perder o sotaque; graduação em Geografia, curso de Antropologia e as primeiras pesquisas de campo: a faculdade de geografia e as aulas e Antropologia com Castro Faria; o contato com Roberto DaMatta; o estágio no Museu Nacional com o professor Roberto Cardoso; a conclusão da faculdade de Geografia em 1959; o curso formal de Antropologia a partir de 1960 no Museu Nacional; o trabalho de campo com Terena urbanizados em Campo Grande e Aquidauana; a pesquisa urbana com os poveiros; o mestrado nos EUA e a escolha pela pesquisa com os Yanomami: o trabalho como assistente na repetição do curso de Roberto Cardoso; a bolsa de mestrado na Universidade de Wisconsin a partir de 1962; a vida politizada no campus; os cursos em Wisconsin; o aproveitamento do material sobre os poveiros para a dissertação; a relação com o futuro ex-marido, o escocês Ken; o curso de linguística no Summer Institute of Linguistics, em 1963; o surgimento do interesse pela pesquisa com os Yanomami; a ida com Ken para estudar os Sanumá, subgrupo dos Yanomami; a pesquisa com os Sanumá e a tese de doutorado: a ida para a Amazônia em 1968; o contato e aprendizado com o missionário linguista Tom Borgmann; o primeiro contato com os Sanumá, em Auaris; o contato com a tese de Napoleon Chagnon sobre os Yanomami; o retorno aos EUA para redação da tese de doutorado; a defesa da tese em 1971; o retorno ao Brasil para dar aulas no Museu Nacional (PPGAS); docência na UnB e a ida para a Escócia: o trabalho como professora por dois semestres no Museu Nacional; a ida para Brasília em 1972; o contato com o modelo dos pós-modernos e a influência deles na mudança de sua escrita a partir dali; o pós-doutorado em Rice, em 1986; a invasão do campus da UnB pela polícia em 1977; o pedido de demissão e a ida para a Escócia com Ken; o contato com o International World Group for Indigenous Affairs (IWGIA), de Copenhague; com o Survival International, de Londres, e com antropólogos britânicos; a proteção aos Yanomami: os contatos com os Yanomami nas décadas seguintes; o projeto de proteção aos Yanomami no contexto do garimpo na Perimetral Norte, entre 1974 e 1975; a participação na tradução para o inglês dos documentos da Comissão Yanomami; a retórica dos militares da preocupação de um possível território Yanomami se transformar em Estado; a conjuntura da assinatura de Jarbas Passarinho e Collor e a criação do território Yanomami; o papel na derrubada do projeto de Bolsonaro para acabar com o território Yanomami; a pesquisa tradicional e a pesquisa hoje: a percepção de que o trabalho com os Sanumá era político; o caráter político na pesquisa tradicional; a honestidade na pesquisa; o conceito de indigenismo presente em seu livro Indigenism; as pesquisas de campo hoje em comparação com as da sua época; a importância do aprendizado da língua do local em que se pretende pesquisar; o menosprezo de muitos pela complexidade do pensar indígena; críticas ao perspectivismo: Wagensberg e a inutilidade de uma resposta que não gera novas perguntas; o aspecto atual do envolvimento político de pesquisadores com as populações indígenas; as características e problemas do perspectivismo; divisão na antropologia brasileira; interesses atuais: contato com antropólogos da América Latina; projeto de indigenismo comparado; interesse pela Colômbia; interesse por antropólogos indígenas; a importância de uma antropologia feita por indígenas e da interação entre diferentes visões; a etnografia como produto de um olhar: comentários sobre as acusações a Napoleon Chagnon e Jacques Lizot; críticas a Patrick Tierney, Chagnon e Lizot e a relação deles com os Yanomami; a etnografia como produto de um olhar e a inexistência de uma etnografia certa; o contato e a parceria com Bruce Albert; projetos atuais como professora emérita: a aposentadoria em 2004 e a indicação como professora emérita em 2009; a parte burocrática da academia; o último curso dado, sobre “a conquista do outro”, leituras com ex-alunos do curso; projetos futuros;

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