Carlos Chagas II

Entrevista

Carlos Chagas II

Entrevista realizada no contexto do projeto “200 Anos de Justiça Militar”, na vigência do contrato entre o CPDOC/FGV e o Superior Tribunal Militar (STM), entre dezembro de 2004 e dezembro de 2006. O projeto visa à elaboração dos originais de um livro sobre a história do Superior Tribunal Militar, tendo como objetivo marcar os 200 anos da Justiça Militar no Brasil.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Angela Moreira Domingues da Silva
Data: 23/10/2006
Local(ais):
Brasília ; DF ; Brasil

Duração: 1h57min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Carlos Chagas
Nascimento: 20/5/1937; Três Pontas; MG; Brasil;

Formação: Bacharelou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, no final da década de 1960.
Atividade: Começou a trabalhar na reportagem geral do jornal O Globo em 1957. Foi editor político de O Globo, de 1962 a 1969. Foi Assessor de Imprensa durante o governo do presidente Artur Costa e Silva e da Junta Militar, em 1969. A partir de 1972 passou a trabalhar na sucursal do O Estado de São Paulo, em Brasília. Foi diretor-geral da rede e da revista Manchete.

Equipe

Levantamento de dados: Angela Moreira Domingues da Silva;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Angela Moreira Domingues da Silva;

Transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;

Conferência da transcrição: Angela Moreira Domingues da Silva;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Sumário: Angela Moreira Domingues da Silva;

Temas

Ato Institucional, 1 (1964);
Ato Institucional, 5 (1968);
Augusto Rademaker;
Carlos Chagas;
Carlos Medeiros;
Conselho de Segurança Nacional;
Constituição federal (1937);
Constituição federal (1967);
Costa e Silva;
Ditadura;
Emílio Garrastazu Médici;
Francisco Campos;
Francisco Melo;
Governo Costa e Silva (1967-1969);
Governos militares (1964-1985);
João Dutra de Castilho;
Jornal O Estado de São Paulo;
Lei de imprensa;
Lei de segurança nacional;
Luiz Antônio da Gama Silva;
O Globo;
Pedro Aleixo;
Pena de morte;
Ranieri Mazzili;
Regime militar;
Superior Tribunal Militar;

Sumário

Entrevista: 23.10.2006

Fita 1-A: Sobre nomeação para o cargo de assessor de Imprensa do presidente Artur da Costa e Silva, em maio de 1969; sobre posicionamento do presidente Costa e Silva com relação ao Ato Institucional nº. 5, de 13 de dezembro de 1968; comentário sobre pressão política exercida sobre Costa e Silva por militares radicais, contrários à abertura política; sobre projeto de Costa e Silva para revogar o AI-5 e reabrir o Congresso Nacional; sobre trombose cerebral sofrida por Costa e Silva; sobre posicionamento dos ministros militares para o vice-presidente da República, Pedro Aleixo, não assumir a Presidência da República diante do impedimento de Costa e Silva; sobre edição do Ato Institucional nº. 12, em 1º de setembro de 1969, nomeando uma Junta Militar, composta pelos três ministros militares; impressões sobre comportamento político de organizações de esquerda e de direita; sobre o sequestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Burke Elbrick, em 1969; sobre a edição dos Atos Institucionais nº. 13 e 14, em setembro de 1969, restabelecendo a prisão perpétua, o banimento e a pena de morte para crimes contra a segurança nacional; considerações acerca do papel e da influência do Conselho de Segurança Nacional no governo Costa e Silva; sobre projeto de emenda constitucional elaborado por Pedro Aleixo, em 1969; sobre importância do Gabinete Militar da Presidência da República durante o governo do presidente Costa e Silva; sobre eleição do general Emílio Garrastazu Médici para a Presidência da República (1969-1974); sobre atuação do jurista João Leitão de Abreu no projeto de revisão constitucional, em 1969; comentários sobre reportagens que publicou comparando o projeto de reforma constitucional elaborado por Costa e Silva e pela Junta Militar; sobre pedido de exoneração do cargo de assessor de imprensa após a eleição do presidente Médici; retorno ao jornal O Globo; sobre elaboração do livro 113 dias de angústia: impedimento e morte de um presidente; relato sobre Inquérito Policial Militar (IPM) a que foi submetido e sobre processos aos quais respondeu com base na Lei de Segurança Nacional; sobre menções à Justiça Militar nos projetos de emenda constitucional; sobre início do trabalho no jornal O Estado de São Paulo, em 1972; identificação de militares que estavam descontentes com a permanência da Junta Militar na Presidência da República; impressões sobre a atuação política de Luis Antônio da Gama e Silva; comentários sobre reportagem da revista Veja, sobre o restabelecimento da pena de morte; impressões sobre a atuação política dos juristas Carlos Medeiros e Francisco Campos; sobre elaboração do Ato Institucional nº. 1, editado pelo Comando Supremo da Revolução, em 1964; sobre projeto do presidente Humberto de Alencar Castelo Branco de elaboração da Constituição de 1967 e reações no Congresso Nacional; sobre situação na qual soube do sequestro do embaixador dos Estados Unidos e sobre reação da Junta Militar; impressões sobre exigências feitas pelos seqüestradores para libertarem o embaixador; sobre o papel da Assessoria Especial de Relações Públicas durante o governo da Junta Militar; suposições sobre o motivo do restabelecimento da pena de morte, em 1969; sobre casos nos quais os réus foram condenados à pena de morte pela Justiça Militar, em 1971; sobre vínculo entre o restabelecimento da pena de morte e a crise sucessória para a Presidência da República, em 1969; sobre inquietações de oficiais na Vila Militar, no Rio de Janeiro, em decorrência das libertações de presos políticos após o sequestro do embaixador dos Estados Unidos; impressões sobre a Lei de Imprensa publicada em 1967; avaliação política sobre os governos militares; sobre reportagens do jornalista Emiliano Castor, contra-argumentando reportagens escritas por Chagas; sobre atividade profissional dos articulistas de jornais durante o período de censura imposta pela ditadura militar; impressões sobre a atuação da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no período da ditadura militar.
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