Edson Nunes II

Entrevista

Edson Nunes II

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Helena Maria Bousquet Bomeny
Data: 1/7/2013 a 10/7/2013
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 4h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Edson de Oliveira Nunes
Nascimento: 13/11/1947; Bom Jesus do Itabapoana; RJ; Brasil;

Formação: Bacharel em Ciências Sociais (1968-1971) e em Direito (1967–1973) pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Mestre em Ciência Política e Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) (1977). Ph.D. em Ciência Política pela University of California (1984).
Atividade: Professor titular, assistente e conferencista na Escola Nacional de Administração Pública (1988-1999), no Departamento de Sociologia da Universidade da Califórnia (1981). Chefe da Delegação Brasileira à Reunião Anual da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) (1985). Vice-presidente executivo do Instituto de Planejamento Econômico e Social (IPEA) (1985-1994). Secretário-geral adjunto do Ministério do Planejamento (1985-1986). Presidente e conselheiro da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE). Membro do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), do Conselho de Administração do BNDES e da DATAPREV (1986-1988). Presidente do IBGE (1987-1988). Pró-reitor de planejamento e desenvolvimento da Universidade Candido Mendes. Diretor geral do DATABRASIL- Pesquisa e Informação. Professor da Universidade Candido Mendes.

Equipe


Transcrição: Carolina Gonçalves Alves;

Conferência da transcrição: Juliana Rodrigues de Oliveira Souza;

Técnico Gravação: Ítalo Rocha Viana;

Temas

Advocacia;
Anos 1960;
Armamentos;
Atividade profissional;
Ato Institucional, 5 (1968);
Bibliografias;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Burocracia;
Cândido Mendes de Almeida;
Carreira acadêmica;
Catolicismo;
Ciência política;
Ciências Sociais;
Clientelismo;
Congressos e conferências;
Conselho Nacional de Educação;
Corrupção e suborno;
Direito;
Ditadura;
Economia;
Editoração;
Editoras;
Educação;
Empresas privadas;
Ensino a distância;
Ensino primário;
Ensino privado;
Ensino secundário;
Ensino superior;
Esquerda;
Estados Unidos da América;
Família;
Filosofia;
Formação acadêmica;
Formação escolar;
Funcionalismo público;
Golpe de 1964;
Greves;
Ideologia;
Imprensa;
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística;
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada;
Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj);
Intelectuais;
Magistério;
Marcha da Família Com Deus Pela Liberdade (1964);
Medicina;
Mercado de trabalho;
Militância política;
Ministério do Planejamento;
Movimento estudantil;
Movimentos sociais;
Obras de referência;
Oliveira Viana;
Participação política;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política;
Políticas públicas;
Portugal;
Pós - graduação;
Produção intelectual;
Reforma Universitária de 1968;
Repressão política;
Rio de Janeiro (cidade);
Sindicatos de trabalhadores;
Universidade de Chicago ;
Universidade Federal Fluminense;

Sumário

1ªEntrevista: 01.07.2013

Origens; o nascimento no interior do Rio de Janeiro e a perspectiva do estudo de medicina; a formação familiar; os primeiros estudos na cidade natal; a comunidade profundamente católica; a entrada no curso científico; as boas lembranças do ensino ministrado por profissionais não pertencentes a área; a vida estudantil; as lembranças dos primeiros estudos e do curso cientifico; estórias sobre o pai e a mãe; o convívio e características obtidas com a mãe; o hábito da leitura conseguido com a mãe; a ida para Niterói; a lembrança de 31 de março de 1964; a ida em 1965 para Niterói para prosseguir os estudos; o envolvimento com o Movimento Estudantil; os problemas com o Departamento de Ordem Política e Social; as lembranças acerca da Marcha da Família com Deus Pela Liberdade; a ambientação em Niterói com a mãe; a entrada na universidade; a orientação paterna para entrar na Faculdade de Medicina; a escolha por Direito e entrada na Faculdade de Direito; a decepção com o curso de Direito; a escolha por Ciências Sociais pelo dinamismo; o período de estudo simultâneo de Direito com Ciências Sociais; o desagrado com o trabalho de advogado; a efervescência política no curso de Ciências Sociais; a militância dentro do diretório da Faculdade de Filosofia e a eleição para presidente do diretório Oliveira Viana; memórias do Ato Institucional número 5; as prisões no regime militar e as passeatas contra os militares; o caso da prisão em Niterói com o delegado Agra Lopes; o engajamento político e as Ciências Sociais; a fuga para Friburgo em 1968; o afastamento ideológico das organizações paramilitares por não concordar com o armamento; lembranças da graduação em Ciências Sociais; os professores e o bom desenvolvimento intelectual; a Reforma Universitária; a divisão das faculdades e desmembramento da Faculdade de Filosofia; a eleição para representante do curso de Ciências Sociais; os impactos da Reforma no convívio de alunos; a relação da nova organização universitária com os movimentos de esquerda; a pós-graduação em Ciência Politica; o interesse pelo mestrado no Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ); o começo do mestrado no recente IUPERJ e a estrutura do mesmo; os investimentos na pós-graduação brasileira à época; o cargo de diretor de pesquisa do IUPERJ; a falta do atestado ideológico para ganhar a bolsa do governo para o doutorado no exterior; a dissertação de mestrado e o doutorado; o interesse de estudo por assuntos pessoais; a ida para os Estados Unidos; o doutoramento em Ciência política; a chegada na Universidade de Chicago e a decepção com a mesma; os estudos de amigos brasileiros na mesma universidade; a ida para Berkeley na Califórnia; o contato com diversas personalidades intelectuais;a volta para o Brasil; a banca e a defesa da tese de doutorado ainda nos Estados Unidos; a volta para o Brasil com cursos a ministrar no IUPERJ; o convite para ir para o governo ante a incapacidade sentida no IUPERJ; a boa formação acadêmica; a densidade do curso de Ciências Sociais na Universidade Federal Fluminense (UFF); a mais preparação para o mestrado no IUPERJ; a densidade de Berkeley; a falta de diversidade nos trabalhos e teses contemporâneos; o trabalho para desenvolver a tese de doutorado e a boa intervenção do orientador americano; os compromissos não acadêmicos; a amizade com Jorge Zahar; o trabalho com o editor de livros em revisões; a ligação da tese de mestrado com os trabalhos para Jorge Zahar; a criação da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS) e as discussões de método; o trabalho de Jorge Zahar em trazer as Ciências Sociais para o Brasil; a trajetória não universitária; as organizações governamentais de ensino no Brasil; a estruturação das instituições de ensino; a boa capacidade de algumas instituições de sobreviverem com bom ensino.


2ªEntrevista: 10.07.2013

A passagem pelo Ministério do Planejamento; a mudança de ambiente e de vida com a ida para o Ministério do Planejamento; a entrada de um grande número de intelectuais no Governo; os cargos de secretário-geral adjunto do Ministério do Planejamento e vice-presidente executivo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA); o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); a missão dada pelo ministro do planejamento para assumir o IBGE; a realidade ambígua ante os acontecimentos econômicos da época; a diferença da vida acadêmica para a atuação política e econômica; a corrupção em determinados setores do IBGE; a luta contra o clientelismo; a demissão do IBGE ante a negação de demitir grevistas; o aprendizado da cultura política; o olhar sobre suas ideologias mudando com toda a mobilidade de interesses na política; o entendimento de toda a relação política e partidária atrelada à teoria apreendida nas Ciências Sociais; discussões sobre a função social e ideológicas do Bolsa Família; os outros cargos exercidos; a volta à Cândido Mendes como diretor-geral; a ligação ao governo como representante do Ministério do Planejamento; a seguinte boa relação com os sindicatos dos funcionários do setor público; o término de cargos governamentais em 2010; o Conselho Nacional de Educação; a nomeação para o Conselho devido ao artigo produzido sobre as estruturas burocráticas do Estado; as novas experiências com o Conselho; as organizações estudantis e suas relações com o governo; o entendimento da presença da corrupção nas entidades organizacionais; o Conselho nacional de Educação; o peso político dos interesses de empresas privadas sobre o Conselho; a excepcionalidade do ingresso como intelectual no Conselho; a independência de ligações com interesses privados; os oito anos e diversos aprendizados no Conselho; as Ciências Sociais no Brasil; a crítica ao modelo universitário precoce usado no Brasil; a análise e percepção da mentalidade do mercado profissional brasileiro como precoce; a profissionalização precoce e a não rara inutilidade do diploma em Ciências Sociais; a precariedade do sistema de bolsas para pós-graduação no país; as discussões no Conselho Nacional de Educação; a atividade de Marilena Chauí; as mudanças institucionais do ensino brasileiro; a falta de discussões conceituais para contextuar a ideia de educação no CNE; as agências reguladoras e suas aplicações; a ligação com a Cândido Mendes; a tentativa de reprodução do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) no DataBrasil; a desistência da pesquisa aplicada ante as dificuldades da política brasileira; a opção por ligação a pesquisa sem descartar o empresariado; a experiência no magistério; a curta passagem por algumas turmas de graduação antes do doutorado nos Estados Unidos; a volta para o Brasil e a experiência na Escola de Governo como política e não didática; o título de doutor e a capacidade de pesquisa sobrepondo a de docente; a dedicação à carreira de empresário; a faculdade a distância AVM Faculdade Integrada e o cargo de Diretor-Geral; os cursos de graduação e pós-graduação; o circuito de conferências prestadas; o gosto por se manter ativo intelectualmente; outros debates recorrentes; a contemporaneidade dos estudos sobre movimentos sociais; a recorrência da imprensa no tocante aos assuntos temas de livros publicados; a estrutura acadêmica brasileira e portuguesa; a falta de reflexão brasileira sobre a deficiência academia e a possível ajuda lusa à estrutura universitária brasileira; as grandes influências literárias; a referência de Albino Forjaz Sampaio; influencias bibliográficas desde a infância à universidade e pós-graduação; conclusão e considerações finais.
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