Eugênio Gudin II

Entrevista

Eugênio Gudin II

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e desempenho das elites políticas brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde a sua criação em 1975. Trechos da entrevista foram publicados no livro GETÚLIO: uma história oral. / Valentina da Rocha Lima (Coordenação) ; Dora Rocha...[et al]. Rio de Janeiro: Record, 1986. 321. il. A entrevista, que foi publicada na íntegra pelo jornal "O Globo", tem índice onomástico de Reynaldo Roels Junior. A escolha do entrevistado se justificou por sua trajetória profissional e política.
Forma de Consulta:
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Lucia Hippolito
Virgílio Moretzohn Moreira
Johnson Silva
Data: 3/7/1979 a 24/8/1979
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 20h55min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Eugênio Gudin Filho
Nascimento: 12/7/1886; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Falecimento: 24/10/1986; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Engenharia Civil na Escola Politécnica do Rio de Janeiro (1905).
Atividade: Entre 1924 e 1926 publicou seus primeiros artigos sobre matéria econômica em O Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, do qual também foi diretor. Em 1929 tornou-se diretor da Western Telegraph CO., cargo que ocuparia até 1954. Participou da fundação da faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas (1938), mais tarde incorporada à Universidade do Brasil, instituição na qual exerceria o magistério até aposentar-se em 1957. Foi convidado pelo então Ministro da Educação, Gustavo Capanema a redigir a lei que institucionalizava o curso acadêmico no país. Participou do I Congresso Brasileiro de Economia e foi o delegado brasileiro na Conferência Monetária Internacional, em Bretton Woods (EUA). Integrou a Comissão de Anteprojeto da Legislação do Petróleo no início da década de 1950. Foi Ministro da Fazenda (1954-1955) no governo Café Filho. A partir de 1956, integrou a diretoria da Associação Econômica Internacional, entidade que presidiu a partir de 1959. Vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas entre 1960 e 1976. Um dos responsáveis pela implementação, nessa instituição, do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) e da Escola de pós-graduação em Economia (EPGE), dos quais se tornou diretor.

Equipe


Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Banco Central do Brasil;
Banco do Brasil;
Conferência de Bretton Woods;
Crise de 1961;
Crise econômica de 1929;
Democracia;
Economia;
Economistas;
Ernesto Geisel;
Escola Politécnica;
Estado Novo (1937-1945);
Eugênio Gudin;
Fundação Getulio Vargas;
Fundo Monetário Internacional;
Getúlio Vargas;
Golpe de 1937;
Golpe de 1964;
Governo Artur Bernardes (1922-1926);
Governo Café Filho (1954-1955);
Governo Campos Sales (1898-1902);
Governo Castelo Branco (1964-1967);
Governo Costa e Silva (1967-1969);
Governo Ernesto Geisel (1974-1979);
Governo Eurico Gaspar Dutra (1946-1951);
Governo Getúlio Vargas (1951-1954);
Governo Jânio Quadros (1961);
Governo João Figueiredo (1979-1985);
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Governo Rodrigues Alves (1902-1906);
Governo Washington Luís (1926-1930);
Governos militares (1964-1985);
Horácio Lafer;
Humberto de Alencar Castelo Branco;
Inflação;
Instituto Brasileiro de Economia;
João Goulart;
Lucas Lopes;
Mário Henrique Simonsen;
Ministério da Fazenda;
Otávio Gouvêa de Bulhões;
Petróleo;
Planejamento econômico;
Plano de Metas (1956-1960);
Política econômica;
Política financeira;
República Velha (1889-1930);
Revolução Constitucionalista (1932);
Revolução de 1930;
Roberto Campos;
Roberto Simonsen;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc);
Transportes;

Sumário

1ª Entrevista: origens familiares; ramo paterno: vinda da família Gudin para o Brasil; ramo materno; os antepassados franceses; os irmãos; a infância em Petrópolis e no Rio de Janeiro; início da educação: a segunda esposa do pai; colégios que freqüentou, no Rio e em Petrópolis; os professores; o Lycée Veirot, em Paris; ausência de compromisso com formação religiosa; o curso de engenharia na Escola Politécnica; influências intelectuais; o primeiro emprego; ensino na Escola Politécnica: os professores; os colegas; a vida de estudante; o teatro no Rio de Janeiro; a pensão em que morava...............1 a 29

2ª Entrevista: o governo Campos Sales e a estabilização das finanças nacionais; o governo Rodrigues Alves: o ministério e os auxiliares; abandono da política educacional durante a República Velha; a falta de conhecimento técnico dos formuladores da política econômica; as emissões monetárias na República Velha; o padrão-ouro; início da carreira de engenheiro: Ribeirão das Lajes, a pedreira da Saúde e a canalização do rio Carioca; trabalhos no Nordeste: a barragem de Acarape e a instalação dos bondes elétricos do Recife; a direção da Great Western; o problema dos transportes no Brasil; a volta ao Rio em 1922: o cinco de julho; início da colaboração em jornais: a amizade com Assis Chateaubriand e a compra de O Jornal; início dos estudos autodidatas em economia; oposição de O Jornal a Artur Bernardes; a política bernardista...................................................................................29 a 62

3ª Entrevista: o governo Washington Luís; caráter autocrático do presidente; a escolha de Getúlio Vargas para o Ministério da Fazenda; a política cambial; o plano rodoviário; evolução dos transportes no Brasil; as ferrovias e a disputa em torno da bitola; a política do café-com-leite; o crack da bolsa de Nova York e o café brasileiro; o caráter caudilhesco da Revolução de 30; a Constituição de 1891 e as eleições na República Velha; efeitos da Revolução sobre a administração e os serviços públicos no Brasil; a criação dos cursos de economia no País; Keynes e a Grande Depressão: a conscientização dos governantes para os problemas econômicos; Leopoldo de Bulhões e Vieira Souto; criação da Faculdade de Economia....................................................................................................................62 a 92

4ª Entrevista: a Comissão de Economia e Finanças dos Estados e Municípios; as finanças públicas no Ceará; participação de Eugênio Gudin nas conspirações para a Revolução de 32 em São Paulo; a emissão monetária no Brasil; o Banco do Brasil e a idéia do Banco Central; Otávio Gouveia de Bulhões e a SUMOC; o controle da política monetária pelo Banco do Brasil; a Comissão Mista de Reforma Econômica e Financeira; contatos com o presidente Getúlio; os ministros da Fazenda no Estado Novo; a tendência estatizante do segundo governo Vargas; o café e a economia brasileira na década de 30; a idéia do planejamento no Brasil........................................................................................................92 a 112

5ª Entrevista: o Estado Novo; as dificuldades políticas impostas à administração; Souza Costa no Ministério da Fazenda; Gustavo Capanema; personalidade política de Vargas; a centralização durante o Estado Novo; a política cafeeira; efeitos da Segunda Guerra sobre o Brasil...............................113 a 127

6ª Entrevista: a Conferência de Bretton Woods: a delegação brasileira; os planos White e Keynes; os fundamentos do FMI; posição do dólar após a Conferência; efeitos de Bretton Woods; as sessões durante a Conferência; evolução da teoria econômica moderna; transformações introduzidas por Keynes; a economia da Alemanha hitlerista e Keynes: a prática do pleno emprego; efeitos de Bretton Woods sobre o dólar; a posição mundial dos Estados Unidos após os conflitos da Coréia e do Vietnam; posição dos países pobres em Bretton Woods; a reorganização da economia mundial; a Comissão de Planejamento Econômico no Brasil; Roberto Simonsen...................................................................127 a 145

7ª Entrevista: o debate entre Eugênio Gudin e Roberto Simonsen; as propostas de Simonsen; as necessidades da indústria paulista; as associações comerciais e industriais; criação do IBRE; Roberto Simonsen e a Missão Cooke; Getúlio Vargas e a Comissão de Planejamento Econômico; a contestação de Gudin a Simonsen; a Lei Malaia; a Missão Cooke; a Missão Montagu; a manutenção artificial da taxa de câmbio; as taxas de câmbio múltiplas; a inflação brasileira nas décadas de 40 e 50; cálculo da inflação no Brasil.............................................................................................................................145 a 163

8ª Entrevista: situação econômica do país durante o governo Dutra; Gastão Vidigal e Correia e Castro no Ministério da Fazenda; a Faculdade Nacional de Economia: o autodidatismo de seus primeiros professores; colaboração jornalística de Eugênio Gudin; a SUMOC e o controle monetário no Brasil; o descontrole financeiro ao final do governo Dutra; o apoio de Vargas à candidatura Dutra; o esgotamento das reservas brasileiras acumuladas no exterior durante a Guerra; atividades de Gudin na década de 40; a manipulação do câmbio no governo Dutra; os depósitos compulsórios e o controle do meio circulante; a concessão de cambiais para a importação; negociações de Gudin nos Estados Unidos em 54.........................................................................................................................................................163 a 180

9ª Entrevista: o segundo governo Vargas; contatos com Osvaldo Aranha; Horácio Lafer na pasta da Fazenda; a venda de licenças de importação pela CEXIM; a nomeação de Gudin para o FMI; perfil de Getúlio Vargas; disputa entre Horácio Lafer e Ricardo Jafet; Maciel Filho na SUMOC e no BNDE; a campanha do petróleo; João Goulart no Ministério do Trabalho; o livre-cambismo e a estatização; o protecionismo no Brasil; a concessão de licenças de exportação; situação do café brasileiro durante a Guerra da Coréia; as exportações brasileiras durante a administração de Gudin na Fazenda; Jânio Quadros; o governo Café Filho; nomeação de Eugênio Gudin para a Fazenda.............................180 a 195

10ª Entrevista: o Ministério da Fazenda durante a gestão de Gudin; a escolha de seus auxiliares; o programa de trabalho no Ministério; colaboração dos demais ministros; relações de Eugênio Gudin com o Congresso e com a imprensa; técnicos do Ministério; o combate à inflação; a SUMOC; o cargo de ministro; problemas de Gudin com o governo de São Paulo; articulações para a indicação de Juarez Távora à eleição presidencial de 54; demissão de Gudin do Ministério; Whitaker pela segunda vez na pasta da Fazenda; a doença de Café Filho e a tentativa de impedir a posse de Juscelino; contatos com Juscelino; Alkmin na pasta da Fazenda; Brasília; a entrada de capital estrangeiro no país; o Plano de Metas de Juscelino; Lucas Lopes na gestão Kubitschek; a SUDENE; Juscelino na prefeitura de Belo Horizonte; a sucessão presidencial: personalidade magnética de Jânio Quadros....................196 a 230

11ª Entrevista: o governo Jânio Quadros; Jânio como administrador e como político; diferenças entre a política interna e a política externa de Jânio; a Instrução 204 da SUMOC; Clemente Mariani na Fazenda; atividades de Gudin durante o período Jânio Quadros; contatos com Carlos Lacerda; campanha jornalística de Gudin contra João Goulart; a renúncia de Jânio e o problema sucessório; os ministros da Fazenda de João Goulart; gastos com a construção e a manutenção de Brasília; problemas de Gudin com a esquerda; atitudes políticas de Jango e a Revolução de 64; as forças da revolução; dificuldades na escolha do sucessor de Jango......................................................................................................230 a 249

12ª Entrevista: perfil de Castelo Branco; o governo de Castelo Branco e sua atitude frente ao Congresso e aos partidos políticos; o gabinete; Roberto Campos no Ministério do Planejamento; Otávio Gouveia de Bulhões e as medidas anti-inflacionárias; dificuldades de Castelo com os militares; o BNH; as cassações; a criação do Banco Central; o governo Costa e Silva: as condições econômicas encontradas por Delfim Neto; a inflação durante os governos Costa e Silva e Médici; os gastos governamentais; a inflação e a proliferação dos estabelecimentos bancários privados no país; os tecnocratas no poder; a centralização da administração no país; o enfraquecimento da idéia de federação; a fusão do estado da Guanabara com o estado do Rio de Janeiro...........................249 a 274

13ª Entrevista: o governo Geisel e as condições econômicas internacionais; perfil de Geisel; os ministros do Planejamento e da Fazenda: Reis Veloso e Simonsen; a crise do petróleo; o problema do petróleo no Brasil; os transportes no país; a distensão política de Geisel; os contratos de risco; a Petrobrás; atuação de Simonsen no ministério; expansão da burocracia brasileira; considerações sobre Getúlio Vargas; o presidente Figueiredo; conceito de democracia; a redemocratização no governo Figueiredo; papel de Eugênio Gudin na formação do pensamento econômico brasileiro; Mário Henrique Simonsen; problemas políticos e econômicos do Brasil; atividades de Gudin no presente; método de trabalho; o gosto pela música; pelo teatro e pela literatura............................................................274 a 304
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