Fernando José Balbo

Entrevista

Fernando José Balbo

Entrevista realizada no contexto do projeto “Trajetória e pensamento das elites do agronegócio”, desenvolvido entre setembro de 2011 e dezembro de 2012, com financiamento da presidência da Fundação Getulio Vargas. O projeto tem como objetivos a constituição de um banco de depoimentos (registrados em áudio e vídeo), que deverá ser disponibilizado na internet e, eventualmente, servirá como fonte para a publicação de um livro. Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Mário Grynszpan
Ana Carolina Bichoffe
Data: 18/11/2011
Local(ais):
Sertãozinho ; SP ; Brasil

Duração: 3h25min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Fernando José Balbo
Nascimento: 11/3/1963; Sertãozinho; SP; Brasil;

Formação: Engenharia Agronômica. Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal (UNESP)
Atividade: Diretor Agrícola na Usina São Francisco S/A (Produção de cana, açúcar, álcool e subprodutos); Diretor da Usina Santo Antonio S/A, (Produção de cana, açúcar, álcool e subprodutos); Diretor da Bioenergia Cogeradora S/A (Produção de energia elétrica a partir de bagaço de cana); Diretor da Agropecuária Iracema Ltda e Nova Agro S/A (Proprietárias das terras do Grupo); Diretor da Native Produtos Orgânicos Comercial Importadora Exportadora Ltda (Empresa dos negócios orgânicos do Grupo); Diretor da Vicenza Empreendimentos Imobiliários Ltda ( Negócios com terras imobiliárias do Grupo);

Equipe


Pesquisa e elaboração do roteiro: Ana Carolina Bichoffe;

Transcrição: Leticia Cristina Fonseca Destro;

Conferência da transcrição: Ana Carolina Bichoffe;

Técnico Gravação: Fernando Henrique Neves Herculiani; Marco Dreer Buarque; Bernardo de Paola Bortolotti Faria;

Sumário: Ana Carolina Bichoffe;Fabrício Almeida;

Temas

Açúcar;
Agricultura;
Alcool;
Associações empresariais;
Associações rurais;
Assuntos familiares;
Atividade acadêmica;
Atividade profissional;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social;
Café;
Cana de açúcar;
Ciência e tecnologia;
Companhia Hidrelétrica do São Francisco;
Companhia Paulista de Força e Luz;
Copa do Mundo;
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Dílson Funaro;
Empresariado;
Empresas agrícolas;
Energia elétrica;
Ensino público;
Ensino superior;
Escola Superior de Agricultura Luís de Queirós;
Exportação;
Família;
Formação escolar;
Fundação Getulio Vargas;
Governo Fernando Collor (1990-1992);
Greves;
Imigração;
Instituto do Açúcar e do Álcool;
Intercâmbio científico e tecnológico;
José Sarney;
Meio ambiente;
Ministério da Agricultura;
Ministério das Relações Exteriores;
Movimento dos Sem Terra (MST);
Mulher;
Participação política;
Pecuária;
Pesquisa científica e tecnológica;
Petrobras;
Petróleo;
Política ambiental;
Política econômica;
Políticas públicas;
Produtor rural;
Produtos agrícolas;
Programa Nacional do Álcool;
Propriedade rural;
Reforma agrária;
Região Centro Oeste;
Região Nordeste;
Região Sudeste;
Regime de trabalho;
Representação classista;
São Paulo;
Televisão;
Universidade de São Paulo;
Vida cotidiana;

Sumário

Entrevista: 18/11/2011

Arquivo 1: Origens familiares; o trabalho de seu pai e tios na usina Santo Antônio; a migração de seu bisavô italiano ao Brasil no cargo de colono na lavoura de café; a ascensão de seu avô ao cargo de gerente do Engenho Central; as dinâmicas de trabalho nas lavouras pela família; os trabalhos domésticos realizados pelas mulheres; a compra da Usina Santo Antônio; a trajetória de Francisco Schmidt no negócio cafeeiro; a propensão para a plantação de cana pelos colonos italianos; os negócios empreendidos pela família; a moradia na Usina Santo Antônio; a compra da Usina São Francisco em 1956; reflexões sobre o diferencial da produção de açúcar em São Paulo; a breve participação política da família; a associação às organizações de representação dos interesses dos agricultores; o crescimento da Usina Santo Antônio a partir da compra de terras; o processo de escolarização do entrevistado; a mudança para Ribeirão Preto na década de 1970; o ofício de seu pai na área agrícola da empresa; as relações da família com a ascendência italiana; a infância vivida na Usina Santo Antônio.
Arquivo 2: A administração da Usina São Francisco por seu pai; os negócios da família; a programação de admissão dos familiares como funcionários da Usina; a trajetória escolar majoritariamente no ensino público; a aprovação no curso de Agronomia da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp); a adaptação à vida no espaço urbano; as dinâmicas entre cidade e campo nas usinas; a criação de gado na família; as diferentes atividades profissionais dos familiares; o trabalho como assessor técnico da Usina São Francisco; os impactos da criação do Proálcool no crescimento das usinas; a expansão do agronegócio no centro-oeste; os subsídios do governo direcionados ao plantio de cana; o contato com os sindicatos de trabalhadores rurais a partir de fins da década de 1970; o bom relacionamento com os trabalhadores das usinas; a relação com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); a manifestação dos trabalhadores de Guariba, em 1984; o posicionamento contrário à reforma agrária proposta em 1985; o congelamento de preços aos produtos agrícolas no Plano Cruzado; os subsídios aos produtores de açúcar do Nordeste; a adaptação ao livre mercado na década de 1990; integração das usinas ao sistema Coopersucar; a criação de grupos de comercialização de álcool; os impactos do tabelamento de preços em sua empresa; o baixo consumo de álcool no Brasil em fins da década de 1990; a expansão do comércio de açúcar no âmbito internacional nos anos 1990; a questão ambiental na produção do açúcar.
Arquivo 3: O investimento na produção orgânica; a produção de álcool orgânico para empresas de cosméticos; o processo de certificação da produção dos orgânicos; a decisão de incorporar produtos criados por outras empresas; o projeto de criação de plástico biodegradável; os investimentos na geração de energia; os contatos da empresa com entidades de responsabilidade social; as estratégias para a gestão das diversas demandas pela empresa; o investimento em projetos culturais pela Lei Rouanet; as relações com instituições de pesquisa; a necessidade de investimento brasileiro em tecnologias para a produção de cana; a responsabilidade ambiental na cultura da empresa; as novas dinâmicas do agronegócio; reflexões sobre a empresa familiar; a entrada de novos grupos no agronegócio; o álcool no mercado internacional; as relações da empresa com o governo; as aproximações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); as relações com os diversos ministérios federais; as discussões sobre o Código Florestal.
Arquivo 4: O cumprimento da legislação ambiental pelos agricultores; o lugar do pequeno produtor no agronegócio; a questão da produção de alimentos voltados majoritariamente à agroexportação; o programa de biodiesel do governo; a Native como uma grande empresa na produção de orgânicos; a questão do preço dos produtos orgânicos; as estratégias de marketing da empresa; o diferencial de gestão da empresa; reflexões sobre a trajetória como agricultor.
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