John Reginald Cotrim

Entrevista

John Reginald Cotrim

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor de energia elétrica: fase pré-operacional da Eletrobrás (1953 a 1962)", na vigência do convênio entre o CPDOC-FGV e o Centro da Memória da Eletricidade no Brasil (1987-88). Informações sobre o acervo produzido no contexto deste projeto podem ser obtidas em "Programa de História Oral da Memória da Eletricidade: catálogo de depoimentos" (Rio de Janeiro, Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, 1990). A entrevista de John Cotrim foi publicada em JOHN Cotrim: testemunho de um empreendedor. Centro da Memória da Eletricidade no Brasil; coord. Ligia Maria Martins Cabral. Rio de Janeiro, Memória da Eletricidade, 2000, 399 p. A entrevista foi também utilizada no livro ENTRE-VISTAS: abordagens e usos da história oral. / Marieta de Moraes Ferreira (Coordenação); Alzira Alves de Abreu... [et al]. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 1998. 316p. il. Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui. A escolha do entrevistado se justificou por ser engenheiro ligado ao setor de energia elétrica.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Margareth Guimarães Martins
Maria Antonieta Parahyba Leopoldi
Ana Maria Ladeira Aragão
Data: 24/2/1988 a 19/5/1988
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 13h45min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: John Reginald Cotrim
Formação: Faculdade de Engenharia pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro.
Atividade: Trabalho na Amforp e na Caeeb;auxiliou na criação da Cemig;presidente de Furnas

Equipe

Levantamento de dados: Margareth Guimarães Martins;Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;Ana Maria Ladeira Aragão;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Margareth Guimarães Martins;Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;Ana Maria Ladeira Aragão;

Conferência da transcrição: Cláudia Maria Cavalcanti de Barros Guimarães;

Copidesque: Elisabete Xavier de Araújo;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Ignez Cordeiro de Farias;

Temas

American and Foreign Power Company;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico;
Código de Águas;
Comissão Mista Brasil - EUA (1951-1953);
Comunismo;
Eletrobrás;
Empresas estrangeiras;
Energia elétrica;
Engenharia;
Furnas Centrais Elétricas;
Golpe de 1964;
Governo Getúlio Vargas (1951-1954);
Governo João Goulart (1961-1964);
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Inflação;
Integralismo;
John Reginald Cotrim;
Light Serviços de Eletricidade;
Ministério das Minas e Energia;
Nacionalismo;
Plano de Metas (1956-1960);
Política energética;
Política tributária;
Revolução de 1930;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);

Sumário

1a entrevista: Nascimento (Manchester, 10/01/1915); infância em Petrópolis; curso secundário no internato Pedro II (Rio de Janeiro); morte dos pais; o tio-avô Teixeira Mendes e a influência do positivismo em sua formação; influência francesa no Brasil; comparação entre os colégios Pedro II, Militar e particulares; escolha da carreira; mudança da família para Belo Horizonte; vestibular para Escola de Engenharia de Belo Horizonte (1932); volta para o Rio de Janeiro e transferência para a Politécnica do Rio de Janeiro; especializações da engenharia; como engenheiro civil fazendo curso de engenheiro eletricista e trabalhando; o tio Fernando Magalhães e a Revolução de 1930; ambiente político na família e a influência em sua formação; conspirações, golpes e ideologia no Brasil; comentários sobre integralismo e comunismo; o interior do Brasil nas décadas de 30 e 40; início da vida profissional; influência alemã na engenharia de concreto armado, mercado de trabalho na década de 30; entrevista e convite para trabalhar na Amforp (1936); como engenheiro na Amforp (193.............1 a 52

2a entrevista: O tio coronel Renato Barbosa Rodrigues Pereira; escolha da carreira; estrutura e organização da Eletronic Bond and Share: American and Foreign Power (Amforp), Brazilian Eletric Power Company (Bepco), Ebasco Services Incorporated (Ebasco), Companhia Auxiliar das Empresas Elétricas Brasileiras (CAEEB); aprendizado e treinamento na Amforp; a Amforp como produtora e distribuidora de energia elétrica no Brasil; contraste entre o Sudeste industrializado e o resto do país e correspondente distribuição de energia; carência de energia em Minas Gerais e conseqüente atuação do Estado; criação do sistema elétrico da Amforp em São Paulo; circulação de informações dentro da empresa; administração e quadro técnico da Amforp; industrialização e aumento de consumo de energia elétrica no Brasil (décadas de 30 a 60) e necessidade de construção de novas usinas; Revisão Institucional do Setor Elétrico (Revise) e reestruturação do setor; Código de Águas remuneração do investimento, custo histórico, inflação e não expansão do setor elétrico; relações Light/Amforp; a questão tarifária e a intervenção do Estado no setor de energia; financiamentos para o setor; o Estado como poder concedente; a opinião pública e as empresas estrangeiras; comparação entre os Estados Unidos e o Brasil na década de 40; Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE); estágio nas empresas do grupo (Estados Unidos, 1942-44); transformação da Ebasco em empresa de consultoria; a Northwest Power Pool e a organização de um sistema interligado no Noroeste americano; setor elétrico e segurança nacional; reflexos da Segunda Guerra Mundial no Brasil.............................................52 a 103

3a entrevista: Volta dos Estados Unidos e reingresso na CAEEB; acumulando a função de engenheiro na CAEEB com a de assessor da Comissão do Vale do São Francisco; paralisação das atividades privadas do setor elétrico no Brasil e nascimento das empresas do governo; ligações com Lucas Lopes e com Mauro Thibau; as empresas privadas estrangeiras e a formação de técnicos e administradores; Comissão do Vale do São Francisco; regularização do rio e escolha do local da barragem de Três Marias; surgimento de firmas de projetos de engenharia no Brasil; Plano de Eletrificação de Minas Gerais (governo Milton Campos)convite para trabalhar na implantação do Plano de Eletrificação de Minas Gerais e na organização da Cemig (governo JK); recursos para o Plano e para a Cemig; Comissão Mista Brasil - Estados Unidos e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE); Júlio Soares; apoio de Juscelino Kubitschek à Cemig; estrutura e organização da Cemig; estabelecimento da Mennesman em Belo Horizonte e necessidade de energia da Cemig para a empresa; contratação de engenheiros para a Cemig; firmas de engenharia, empreiteiras e construção de grandes obras no Brasil na década de 50; construção da usina de Salto Grande; o segundo governo Vargas e o nacionalismo o Plano Nacional de Eletrificação; o Imposto Único sobre Energia Elétrica (IUEE), o BNDE e o financiamento do setor elétrico; importação de equipamento eletromecânico.....................................................................................................................................103 a 156

4a entrevista: Programa de investigação das possibilidades hidrelétricas nos rios de Minas Gerais; potencial hidrelétrico do Rio Grande; descoberta do local para a usina de Furnas; a meta de desenvolvimento no governo Juscelino em Minas Gerais; Plano de Metas do governo Kubitschek; projeto e execução de Furnas e Três Marias; constituição de Furnas Centrais Elétricas S. A., controle acionário, recursos e financiamentos; importância da participação da Light em Furnas; reações à constituição de Furnas; desapropriações; deslocamento de população e construção do reservatório; empreiteiras na construção de Furnas................................................................................................156 a 188

5a entrevista: Instalação da Mannesman em Minas Gerais e a necessidade de maior suprimento de energia; inauguração de Salto Grande e de Itutinga (1955); preparando o projeto de Três Marias; como acessor de Lucas Lopes, estudando o problema energético brasileiro e a estrutura empresarial de Furnas (1955); Bulhões Pedreira, Benedito Dutra e a regulamentação do Código de Águas; conferências e debates sobre energia elétrica e a campanha nacionalista; o Conselho de Desenvolvimento Econômico e o Plano de Metas (governo JK).....................................................................................188 a 202

6a entrevista: conselho de Desenvolvimento Econômico e BNDE; Grupo de Trabalho de Energia Elétrica (Gtene); José Luís Bulhões Pedreira, Benedito Dutra e a regulamentação do Código de Águas; remuneração do investimento no setor elétrico; a questão do planejamento no Brasil; convite para a presidência e composição da diretoria de Furnas; conselho fiscal e conselho de administração da empresa; constituição, organização e funcionamento de Furnas; financiamento do Banco Mundial; as empreiteiras e as obras de Furnas; o apoio da Light a Furnas; compra de equipamentos; dificuldades enfrentadas pela empresa, especialmente a questão das desapropriações; Luís Carlos Barreto e a diretoria de operação; crescimento da empresa e criação de novas diretorias; o Ministério das Minas e Energia e Furnas durante o governo Jânio Quadros; o Congresso em relação a Furnas; a criação do Ministério das Minas e Energia e as empresas estatais a ele subordinadas; governo João Goulart: mudanças no ministério e suas repercussões no funcionamento de Furnas....................................202 a 247

7a entrevista: A criação do Ministério das Minas e Energia e o setor energético; instabilidade do ministério no governo João Goulart e suas conseqüências; falta de recursos para a construção de Furnas e apoio de São Paulo à empresa; criação da Eletrobrás e sua primeira administração; fechamento da barragem e enchimento do reservatório de Furnas (1963); viagem à União Soviética para participar do Congresso Internacional de Grandes Barragens (1962); comentários sobre o governo João Goulart e a conspiração em 1964; idéia de aproveitamento do salto de Sete Quedas e primeiros estudos da barragem; tentativa de contratação de técnicos da União Soviética para estudar o aproveitamento de Sete Quedas; projeto feito pelo escritório de Otávio Marcondes Ferraz e conseqüentes problemas diplomáticos com o Paraguai; Ata das Cataratas (1966); Tratado de Itaipu (1973) e acordo com o Paraguai para a construção da barragem de Itaipu; a Eletrobrás sob a presidência de Otávio Marcondes Ferraz (governo Castelo Branco); compra da Amforp; empresa privada e empresa estatal; surgimento de uma burocracia tecnológica no setor elétrico brasileiro; inflação e política tarifária; dificuldades de reinvestimento das companhias de eletricidade e necessidade da verdade tarifária; o clientelismo invadindo o setor de energia elétrica do Brasil..............................................................247 a 301
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