Jorge Duque Estrada

Entrevista

Jorge Duque Estrada

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e desempenho das elites políticas brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde sua criação em 1975. A escolha do entrevistado se justificou por sua participação na Revolução de 1930.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Israel Beloch
Data: 21/6/1977
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 3h40min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Jorge Duque Estrada
Nascimento: 21/3/1908; João Pessoa; PB; Brasil;

Formação: Segundo grau completo.
Atividade: Participou da Revolução de 30.

Equipe

Levantamento de dados: Israel Beloch;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Israel Beloch;

Conferência da transcrição: Ignez Cordeiro de Farias;

Copidesque: Elisabete Xavier de Araújo;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Nara Azevedo de Brito;Plínio de Abreu Ramos;

Temas

Ademar de Barros;
Comunismo;
Estado Novo (1937-1945);
Getúlio Vargas;
Hugo Borghi;
Jânio Quadros;
Jorge Duque Estrada;
Legião Revolucionária de São Paulo (1930-1932);
Nacionalismo;
Partido Republicano Paulista;
Partido Trabalhista Brasileiro - PTB;
Política estadual;
Revolta comunista (1935);
Revolução Constitucionalista (1932);
Revolução de 1930;
São Paulo;
Tenentismo;
União Democrática Nacional;

Sumário

Entrevista: Origens familiares; antecedentes de projeção política na Paraíba; a vida em João Pessoa; cidade carente de recursos; infra-estrutura básica deficiente; familiares no Congresso e no governo do estado; influência no Nordeste da cultura francesa; vinda para o Rio de Janeiro aos dez anos de idade (1918); ingresso no Colégio Militar; a gripe espanhola; volta à Paraíba (1918); retorno ao Rio (1920); colégio Anglo-Brasileiro; transferência para o colégio Pedro II; atividades profissionais do pai; construtor de ferrovias; concurso para um laboratório químico militar; a boemia carioca; situação econômica da família na Paraíba; projeção política, cultural e militar; a família estabiliza-se no Rio; viagem a São Paulo; tentativa de fixação em Bauru; primórdios da Revolução de 1930; a marcha da conspiração; contatos com os tenentes; consciência de mudança para o Brasil; mensagem política dos conspiradores; a vocação revolucionária de Siqueira Campos; revolta paulista de 1932; participação na coluna do general Rabelo; combate ao lado do governo provisório; operação no setor da Mogiana; diretor da Legião Revolucionária; ligações com Miguel Costa; "O Tempo", jornal da Legião; campanha de assinaturas; prefeitos legionários do interior; critérios de recrutamento de nomes; a sobrevivência como legionário; vendedor de produtos químicos; a Legião acusada de comunista; ataque de 23 de maio à sede da Legião; criação do MMDC; desagrado dos paulistas com as interventorias tenentistas; PRP, um partido rural; detalhes do ataque à Legião; Sílvio de Campos comandava os agressores; seis horas de tiroteio; revolução comunista de 1935; envolvimento da Legião; prisão de legionários por ordem de Armando Sales; fuga para Goiás; proteção de Pedro Ludovico; contato com Eliézer Magalhães; ajuda de Pedro Ernesto à ANL; relações com militantes esquerdistas em Goiás; Estado Novo; ordem de prisão contra Vicente Rao; providências para evitar a detenção de Rao; emprego em Goiás; regresso ao Rio antes do Estado Novo; decisão de residir em São Paulo; vinculação aos negócios de Hugo Borghi; o episódio do algodão; retenção do produto para garantir preços; financiamento de estocagem pelo Banco do Brasil; uma transação lucrativa; estampilhas falsificadas na contabilidade de Borghi; ameaça de prisão; sociedade com Newton Santos; obras na base de Cumbica; crescimento do PTB em São Paulo; Newton Santos, presidente regional; aparecimentos de Pedroso Horta, Toledo Piza e Frota Moreira; candidatura Borghi ao governo estadual; apoio reticente de Getulio; um discurso que não convenceu; na secretearia geral do PTB estadual; vitória de Ademar de Barros; afastamento de Borghi do PTB; conceito de pelego; a obra social de Vargas; política juscelinista de integração; sobrevivência do PTB depois de 1964; intervenção militar contra Goulart; única opção do Exército; candidaturas comunistas em outras legendas; comunismo e nacionalismo; especulação em São Paulo no após-guerra; câmbio negro do raiom; cerco policial em torno de Matarazzo; Matarazzo perante a justiça paulista; processo contra o "Correio Paulistano"; dificuldades para expansão do trabalhismo em São Paulo; pressão contrária das classes conservadoras; concessões de Vargas; Ademar beneficiário da crise no PTB; novos rumos da vida política de Borghi; elitização do PTB; apoio a Ademar contra a intervenção federal planejada por Dutra; a Bucha e as elites políticas de São Paulo; a decadência da Bucha depois de 1930; a fragilidade da UDN em São Paulo; a hereditariedade do udenismo paulista; a UDN e os banqueiros; perfil do PSD paulista; o surgimento de Jânio Quadros; fragmentação do PTB em várias alas; o papel da deputada Conceição Santa Maria; derrubada do grupo Nelson Fernandes no PTB paulista; campanha para vice-governador: Novelli Júnior e Cirilo Júnior (1947); antigos perrepistas ingressam no PTB; candidatura Vargas em 1950; o prestígio popular de Vargas; eleição do governador ademarista Lucas Nogueira Garcez; o carisma de Porfírio da Paz; ligações de Porfírio com Jânio; vice-prefeito e vice-governador; Newton Santos, reorganizador do PTB paulista; Danton Coelho, ministro do Trabalho; sucessão de Garcez (1954); convenção do PTB; interferência de Jânio na convenção; derrota de Borghi; escolha de Toledo Piza, votação irrisória do PTB; vitória de Jânio Quadros.
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