José Américo de Almeida I

Entrevista

José Américo de Almeida I

Entrevista realizada no contexto do projeto "História política da Paraíba: constituição de acervo", desenvolvido em convênio com a Universidade Federal da Paraíba, entre maio de 1978 e agosto de 1980. O projeto previu um intercâmbio das entrevistas produzidas por cada uma das instituições. Esta entrevista foi realizada pela equipe da UFPB e incorporada ao acervo do CPDOC. A escolha do entrevistado se justificou porque foi Ministro da Viação e Obras Públicas, nos dois governos Vargas, senador, ministro do TCU, governador da Paraíba, fundador da Universidade Federal da Paraíba e seu primeiro reitor. A entrevista tem índice onomástico de Mário Grynszpan e notas de Lúcia Hippolito. Pode ser encontrada no livro O NORDESTE e a política: diálogo com José Américo de Almeida / Organização Aspásia Camargo, Eduardo Raposo e Sérgio Flaksman. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. 579p. il. (Coleção Brasil Século 20), e também, editada, no livro GETÚLIO: uma história oral. / Valentina da Rocha Lima (Coordenação) ; Dora Rocha...[et al]. Rio de Janeiro: Record, 1986. 321. il.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Aspásia Alcântara de Camargo
Eduardo Raposo
Osvaldo Trigueiro do Vale
Maria Beatriz do Nascimento
Data: 10/5/1976 a 10/2/1978
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil
João Pessoa ; PB ; Brasil

Duração: 16h0min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: José Américo de Almeida
Nascimento: 10/1/1887; Areia; PB; Brasil;

Falecimento: 10/3/1980; João Pessoa; PB; Brasil;

Formação: Formou-se pela Faculdade de Direito de Recife (1908).
Atividade: Promotor-geral do estado da Paraíba; secretário estadual do interior no governo João Pessoa; Ministro da Viação e Obras Públicas nos governos Vargas; senador; Ministro do Tribunal de Contas da União; governador da Paraíba. Fundador da Universidade federal da Paraíba, sendo seu primeiro reitor. Professor universitário, folclorista e sociólogo brasileiro.

Equipe

Levantamento de dados: Aspásia Alcântara de Camargo;Eduardo Raposo;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Aspásia Alcântara de Camargo;Eduardo Raposo;

Conferência da transcrição: Eduardo Raposo;

Copidesque: Lucia Hippolito;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Eduardo Raposo;

Temas

Aliança Liberal (1929);
Argemiro de Figueiredo;
Autobiografias;
Clube 3 de Outubro (1931-1935);
Coluna Prestes (1925-1927);
Crise de 1954;
Departamento Nacional de Obras Contra a Seca;
Elites políticas;
Estado Novo (1937-1945);
Getúlio Vargas;
Golpe de 1964;
Governo Eurico Gaspar Dutra (1946-1951);
Integralismo;
Interventorias;
João Pessoa;
José Américo de Almeida;
Juarez Távora;
Ligas camponesas (1955-1964);
Literatura;
Ministério da Viação e Obras Públicas;
Nacionalismo;
Paraíba;
Plano Salte (1950);
Política estadual;
Redemocratização de 1945;
Reforma agrária;
Revolta comunista (1935);
Revolta de Princesa, PB (1930);
Revolução Constitucionalista (1932);
Revolução de 1930;
Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene);
Tenentismo;
União Democrática Nacional;
Virgílio de Melo Franco;

Sumário

1a entrevista: origens; filiação; os primeiros trabalhos no engenho; o clima; os irmãos; a professora; o tio padre; os estudos; a morte do pai; a maçonaria; a primeira memória; composição racial do Brejo e do Sertão; autonomização da Paraíba; a Revolução de 1930; Princesa; as secas; os retirantes; os campos de assistência; os açudes; a Bagaceira: Soledade; o Seminário; o Liceu Paraibano; o rompimento político com o governador Valfredo Leal; o rompimento entre Valfredo Leal e Epitácio Pessoa; Hermes da Fonseca e a "política de salvação"; Castro Pinto, candidato de conciliação; João Pessoa escolhido governador; José Américo; secretário-geral; a política das depurações de Pinheiro Machado; a luta de Princesa; o assassinato de João Pessoa; a presença de Batista Luzardo e Juarez Távora na Paraíba; a preparação da revolução; o acordo para a vice-presidência; a vida como promotor público em Souza; o contato com Augusto dos Anjos; advogado em Guarabira; procurador-geral do Estado em João Pessoa; a produção literária................................................1 a 50

2a entrevista: o Ministério da Viação; a presidência da UDN; o acordo do governo Dutra; a seca de 1932; a Faculdade de Direito de Recife; a vida como promotor em Souza; a nomeação para procurador-geral do Estado; o primeiro livro: A Paraíba e seus problemas; relações com José Lins do Rego, Gilberto Freire e Graciliano Ramos; o movimento literário regional; o rompimento de Suassuna com João Pessoa; a guerra tributária; o convite para secretário-geral; João Pessoa e José Américo visitam Princesa; o clima pré-revolucionário; a exclusão de Suassuna da chapa; a guerrilha de Princesa; o ambiente em Teixeira; Clímaco Xavier visita Álvaro de Carvalho; a depuração antes de 1930; os tenentes na Paraíba................................................................................................................50 a 81

3a entrevista: a Paraíba e a Aliança Liberal; a consulta a Epitácio Pessoa; a articulação da Paraíba com Minas Gerais e Rio Grande do Sul; a dissidência de Suassuna e José Pereira; a possibilidade de uma intervenção federal na Paraíba; Júlio Lira, segundo vice; "A Paraíba pequena e doida"; Heráclito Cavalcanti atraído pelo Catete; o Dia do Nego; Paraíba, quartel general da Revolução de 1930; o encontro com Juarez Távora; o assalto ao quartel; a reação de Pedro Ângelo em Souza; José Américo interventor, governador do Norte; Juarez e o Ministério da Viação; Juarez e o Ministério da Agricultura; os cargos exercidos; política paraibana antes de 1930; a Coluna Prestes na Paraíba; Juraci Magalhães na Paraíba; convulsão após a morte de João Pessoa; a reforma tributária; o Ministério da Viação; os levantes de 1931; o Clube 3 de Outubro; a Revolução de 1932; a constitucionalização; a subcomissão do Itamarati; conflitos entre José Américo e Góis Monteiro; a eleição de Getulio; o Ministério da Viação, verbas e dispensa de pessoal; o Light; a eletrificação da Central do Brasil; o DNOCS; a SUDENE; as secas cíclicas; as tentativas de reformas no campo; o discurso da Esplanada..............................81 a 136

4a entrevista: os tenentes; política paraibana após 1930; a entrevista ao Correio da Manhã; redemocratização; o comício de São Paulo; a Revolução de 1932; a UDN e seu programa; o Estado Novo; a campanha de 1937; a queda do Estado Novo; o acordo do governo Dutra; as articulações em 1945; a queda do Estado Novo; a renúncia à chefia da UDN; a cassação do registro do Partido Comunista; as eleições para o governo da Paraíba (1950); a oposição coordenada por Pereira Lima; a morte de Virgílio de Melo Franco; o governo da Paraíba e o Ministério da Viação; o problema rural; reforma agrária; Ligas Camponesas; o governo Goulart; o Integralismo e o perigo comunista; o lançamento da candidatura (1937).......................................................................................................136 a 170

5a entrevista: a eletrificação da Central do Brasil; Usina de Salto; o Lloyd; a luta contra a Light; preocupações nacionalistas; Ministério da Viação; a candidatura em 1937; a missão Negrão de Lima; os jornais; a campanha da borracha: João Alberto; a conspiração; a Constituição de Francisco Campos; a adesão dos governadores; o perigo comunista; as renúncias e o afastamento da política; a revolta comunista de1935; o levante de Seroa da Mota; a Coluna Prestes na Paraíba; o Manifesto dos Mineiros; o Tribunal de Contas; a visão do Estado Novo; os regimes de força; a censura; o sistema eleitoral; do bico-de-pena ao voto secreto; político e técnico; a experiência partidária (UDN); o problema do campo......................................................................................................................................................170 a 207

6a entrevista: os líderes da Revolução de 1930; o nacionalismo; o petróleo; as rodovias; o anteprojeto do Itamarati; a falta de unidade na Revolução de 1930; as interventorias no Nordeste (1930); a representação política dos pequenos estados; a política paraibana após 1930; senador pela Paraíba; a candidatura à presidência da República em 1937; a nomeação de Rui Carneiro para a interventoria do estado; o convite para voltar ao Ministério; a queda de Getulio Vargas (1945); Luzardo encontra Perón; os amigos militares; a presidência da UDN e o acordo interpartidário no governo Dutra; a sucessão no governo da Paraíba após a redemocratização; a campanha de 1950; Virgílio e Mangabeira; o golpe de 1954..........................................................................................................................................................207 a 230

7a entrevista: a Revolução de 1930 na Paraíba; a reforma política de João Pessoa; o caudilhismo no Nordeste; a guerra tributária; restrições impostas à Paraíba após sua entrada na Aliança Liberal; João da Mata e João Dantas; a violação dos arquivos de João Dantas; o assassinato de João Pessoa; o apoio dos presos; a guerrilha em Princesa; os cangaceiros; a depuração antes de 1930; os 70 dias que se seguiram à morte de João Pessoa; a revolta da população; a exclusão de Suassuna da chapa; o fracasso parcial da Revolução de 1930; a Revolução de 1964; a passagem de Luzardo pela Paraíba; a vida; a política e a literatura; a campanha da Light; a Faculdade de Direito de Recife; formação religiosa...................................................................................................................................................230 a 273

8a entrevista: contatos com o general Dutra em 1937; o acordo interpartidário entre UDN e PSD; o lançamento da campanha em 1937; a conspiração; contatos com Dutra no período da redemocratização (1945); Otávio Mangabeira e Virgílio de Melo Franco; participação da UDN no governo Dutra; a candidatura a vice-presidente da República em 1946; a influência de Pereira Lira no governo Dutra; Clemente Mariani e Raul Fernandes; o Plano SALTE; a sucessão de Getúlio em 1945; a pacificação da Paraíba após 1930; a criação do Partido Progressista; a entrada de Argemiro Figueiredo no governo da Paraíba; as três grandes forças políticas da Paraíba: José Américo, Argemiro Figueiredo e Rui Carneiro; o rompimento e Rui e Argemiro com José Américo; a escolha de Osvaldo Trigueiro para o diretório nacional da UDN; a composição para as eleições de 1950; o episódio da Praça da Bandeira; o governo da Paraíba em 1950.................................................................................................................273 a 291
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