José Eugênio de Rezende Barbosa Sobrinho

Entrevista

José Eugênio de Rezende Barbosa Sobrinho

Entrevista realizada no contexto do projeto “Trajetória e pensamento das elites do agronegócio”, desenvolvido entre setembro de 2011 e dezembro de 2012, com financiamento da presidência da Fundação Getulio Vargas. O projeto tem como objetivos a constituição de um banco de depoimentos (registrados em áudio e vídeo), que deverá ser disponibilizado na internet e, eventualmente, servirá como fonte para a publicação de um livro. Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Mário Grynszpan
Ludmila Mendonça Lopes Ribeiro
Data: 5/12/2011
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 2h22min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: José Eugênio de Rezende Barbosa Sobrinho
Nascimento: 27/2/1964; São Paulo; SP; Brasil;

Formação: Engenheiro Agrônomo formado pela UNESP de Jaboticabal
Atividade: Usina de açúcar, álcool e derivados; laranja in natura e sucos processados

Equipe

Levantamento de dados: Ana Carolina Bichoffe;
Transcrição: Fernanda de Souza Antunes;

Conferência da transcrição: Ana Carolina Bichoffe;

Técnico Gravação: Fernando Henrique Neves Herculiani; Bernardo de Paola Bortolotti Faria;

Sumário: Ana Carolina Bichoffe;Gabriel Cardoso;

Temas

Agricultura;
Assuntos familiares;
Assuntos pessoais;
Atividade profissional;
Café;
Cana de açúcar;
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Desenvolvimento sustentável;
Elites agrárias;
Elites econômicas;
Formação escolar;
Formação profissional;
Golpe de 1964;
Governo Ernesto Geisel (1974-1979);
Governos militares (1964-1985);
Instituto do Açúcar e do Álcool;
Monteiro Lobato;
Movimento dos Sem Terra (MST);
Pecuária;
Planos econômicos;
Política;
Sérgio Buarque de Hollanda;

Sumário

Entrevista: 05/12/2011

Origens familiares; a mudança de cidade dos avós paternos em função de melhores condições para o cultivo de café; a dinâmica de desenvolvimento e aquisição de terras na época do avô do entrevistado, nas primeiras décadas do século XX; a família paterna; a paixão do tio paterno, de mesmo nome do entrevistado, por cavalos; a influência dos pais para que o entrevistado e os irmão seguissem no agronegócio; a continuidade do modelo de aquisição de terras até a geração do entrevistado; a ligação da família com a agricultura; a diversificação da atividade produtiva da família; a divisão das terras em núcleos familiares; a relação do pai com o cultivo de café no final da década de 1930; a diversificação econômica na atividade da família; o início do cultivo de cana-de-açúcar e a ida para a região do município de Assis; a relação do pai com a família Matarazzo; o início da pecuária e do cultivo de laranja; a transição, na época do pai do entrevistado, do café para a cana-de-açúcar; comentários sobre a transição para outras atividades, sobretudo a pecuária; o crescimento da agroempresa familiar; a fusão da parte industrial com a Shell; a consolidação empresarial do entrevistado e dos irmão; comentários sobre a mudança do pai para Assis; comentários sobre o início do desenvolvimento da região de Assis; a aquisição por parte do pai do entrevistado de um usina de beneficiamento de cana-de-açúcar; comentário sobre o fim da sociedade do pai com Ferdinando Matarazzo; a volta da associação do pai com os tios do entrevistado; a atividade produtiva entre o cultivo da cana-de-açúcar e a pecuária, no estado de São Paulo; a situação da empresa familiar quando do nascimento do entrevistado, já com a posse de duas usinas, as Usinas de Maracaí e Nova América; os anos de estudo do entrevistado, em São Paulo; o intercâmbio para os Estados Unidos, na época do colegial; comentários sobre a escolha pela carreira de agrônomo; as diferenças entre as família materna e paterna; a mudança e o estabelecimento do pai do entrevistado em São Paulo; a politização e a articulação do pai do entrevistado; comentários sobre a participação do pai em entidades de representação e cooperativas; a diversificação produtiva no cultivo de laranja; as dificuldades no cultivo da laranja, como o inseto greening; a expansão de terras da família para o centro-oeste, com a compra de uma fazenda em Dourados, no Mato Grosso do Sul; a delegação, por parte do pai do entrevistado, da gestão do dia-a-dia das fazendas para os filhos; a participação do pai nas discussões políticas e institucionais; comentários sobre a expansão e a posterior separação das terras da família; a fusão com a empresa Cosan; a mecanização e a mão-de-obra nas fazendas; comentários sobre a dinâmica entre patrão e trabalhador nas grandes fazendas; comentários sobre os planos de reforma agrária pós-Redemocratização; comentários sobre a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); comentários sobre as mudanças econômicas na década de 1980 com a redemocratização; a expansão da fronteira agrícola para o Paraguai; o investimento em qualidade e tecnologia; a importância do investimento em pesquisa e estudos de solo; a importância da universidade para o entrevistado; a relação com pesquisadores e universidades; a importância dos conhecimentos de gestão adquiridos pelo entrevistado e seus irmãos; comentários sobre a consultoria especializada em empresa familiar; a importância da harmonia na família; comentários sobre as regras para familiares ingressarem nas empresas; a importância de conhecer outras culturas; a importância do inglês na vida profissional do entrevistado; comentários sobre a Usina Nova América; a mecanização na produção de cana-de-açúcar; o investimento na capacitação dos trabalhadores e na reciclagem da mão-de-obra; a importância da responsabilidade social e ambiental; comentários sobre os pilares da sustentabilidade; comentários sobre o investimento estrangeiro no agronegócio brasileiro.

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