José Machado Lopes

Entrevista

José Machado Lopes

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e Desempenho das Elites Políticas Brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde sua criação, em 1975. A entrevista foi utilizada no livro Jango: as múltiplas faces/ Angela de Castro Gomes, Jorge Ferreira. - Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007. 272p.:il. A escolha do entrevistado se justificou por sua atuação política, principalmente, na crise de 1961.
Forma de Consulta:
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Plínio de Abreu Ramos
Nara Azevedo de Brito
Data: 18/6/1986 a 29/7/1986
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 11h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: José Machado Lopes
Nascimento: 13/5/1900; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Falecimento: 18/3/1990; Petrópolis; RJ; Brasil;

Formação: Colégio Militar de Barbacena; Escola Militar do Realengo-RJ (1918-22); Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (1928); Escola de Estado Maior do Exército (EME)(1935-36).
Atividade: Militar; expedicionário da força Expedicionária Brasileira; Interventor do CE (1946-47); Ministro Superior Tribunal Militar (1951-52); comandante III exército (1961); chefe do Departamento de Provisão Geral do Exército (1961-62); Ministro Interino do Exército (1962); chefe do EME (1962-63).

Equipe

Levantamento de dados: Nara Azevedo de Brito;Plínio de Abreu Ramos;Marcos Luís Bretas;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Nara Azevedo de Brito;Plínio de Abreu Ramos;Marcos Luís Bretas;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Marília Cerqueira;

Temas

Abertura política;
Ato Institucional, 5 (1968);
Clube Militar;
Coluna Prestes (1925-1927);
Comissão Mista Brasil - EUA (1951-1953);
Crise de 1961;
Escola Militar;
Estado Novo (1937-1945);
Estados Unidos da América;
Exército;
Força Expedicionária Brasileira (1943-1945);
Formação profissional;
Getúlio Vargas;
Golpe de 1964;
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Governos militares (1964-1985);
Humberto de Alencar Castelo Branco;
Integralismo;
José Machado Lopes;
Leonel Brizola;
Luís Carlos Prestes;
Oswaldo Aranha;
Relações internacionais;
Revolta de 1922, RJ;
Revolta de 1924, RS;
Revolução Constitucionalista (1932);
Revolução de 1930;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);

Sumário

1ª Entrevista: 18.06.1986
Fitas 1 e 2: Origens familiares; nascimento; o Colégio Militar de Barbacena; os irmãos; decisão pela carreira militar; colegas de turma no colégio militar e o incidente do último ano; Escola Militar do Realengo; os colegas; comentários sobre Luís Carlos Prestes; a briga com Viriato Vargas; a Missão Indígena; opção pela engenharia; entrada para a Escola de Estado-Maior do Exército; considerações sobre a atuação de civis em pastas militares: Pandiá Calógeras no Ministério da Guerra; comentários sobre a Missão Francesa; levante de 1922 e posição do entrevistado; transferência para o 5º Batalhão de Engenharia de Curitiba (1922); o desligamento de oficiais após o levante de 1922; ida para o Batalhão Ferroviário de Santo Ângelo (1924).


2ª Entrevista: 24.06.1986
Fitas 3 e 4: O ambiente revolucionário de 1922; o trabalho no Batalhão Santo Ângelo; revolta e reconstituição do Batalhão; os Batalhões Provisórios e sua relação com o Exército; a formação da Coluna Prestes; participação na Comissão da Carta Geral do Brasil; encontro com dona Armandina; casamento e entrada para a Escola de Aperfeiçoamento (1928); desentendimento com o major Guerriot; colegas na Escola de Aperfeiçoamento; comentários sobre a Revolução de 1930; considerações acerca do seu relacionamento com o general Góis Monteiro; posição do entrevistado e da Escola Militar frente a Revolução de 1932 em São Paulo; comentários sobre o curso na Escola de Aperfeiçoamento; o Exército após 1922; tenentes e iterventores após 1930; a experiência como professor da Escola Militar; instrutor da Escola de Aviação Militar (1932); impressões sobre Getúlio Vargas e sua atuação no governo; agitação integralista dentro da ECEME; combate à revolta comunista de 1935; chefe do Estado-Maior em Belém do Pará; elaboração da Constituição de 1937.


3ª Entrevista 10.07.1986
Fitas 5 e 6: Influência positivista na vida educacional militar; a presença católica na Escola Militar; posição do entrevistado e seus colegas na Escola do Estado-Maior do Exército diante do golpe de 1937; levante integralista de 1938: considerações sobre o movimento; comentários sobre a relação Brasil-Alemanha durante o Estado Novo; a viagem, em missão, a Entre Rios (Argentina), em 1939; viagem com Góis Monteiro aos Estados Unidos (1939); a visita do general Marshall ao Brasil; Osvaldo Aranha e sua influência na política do Estado-Novo, a instalação de bases aéreas americanas no norte e nordeste do Brasil; relações Brasil-Estados Unidos durante o governo Roosevelt e no pós-guerra; instrutor-chefe de engenharia da Escola Militar do Realengo (1939); mudanças na Escola Militar; a compra de armamentos americanos após a guerra; a Comissão Brasil-Estados Unidos; breve comentário sobre a criação da Aeronáutica; comandante de um batalhão de ponteiros em Itajubá (MG); criação de uma unidade de artilharia de costa em Fernando de Noronha; comandante do 9º Batalhão de Engenharia de Combate; o papel da Engenharia Militar na Segunda Guerra Mundial; lembranças da guerra; comentários sobre os elementos recrutados; a FEB e a derrubada de Getúlio; desentendimentos internos da FEB; o ataque ao Monte Castelo: causas do fracasso; o ataque ao Montese.


4ª Entrevista 15.07.1986
Fitas 7 e 8: A influência da doutrina americana no Exército brasileiro após a Segunda Guerra Mundial; comentários sobre a organização e ida da FEB para a Itália; os militares brasileiros favoráveis ao Eixo; o soldado brasileiro; os partisans italianos; o racismo americano; a participação da FAB na guerra; a FEB e a conspiração contra Getúlio; as forças armadas; Exército e política; o Clube Militar e a política petrolífera brasileira; a volta da FEB ao Brasil (1945); opinião sobre a legalização do Partido Comunista Brasileiro (PCB); interventor na greve da Leopoldina (1946); atuação como interventor do Ceará; considerações sobre o governo Dutra; a personalidade e a atuação de Estilac Leal; chefe da delegação da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos; acordo militar Brasil-Estados Unidos (1952); criação e importância da ESG.


5ª Entrevista 22.07.1986
Fitas 9 e 10: Eleições de 1952 no Clube Militar; comentários sobre a morte de Getúlio; adido militar nos Estados Unidos; eleições de 1954; General Denis; a Comissão Mista Brasil-Estados Unidos; comentários sobre Amaral Peixoto; regresso ao Brasil (1957); o comando da 7ª Região Militar no Recife; a construção de Brasília; o governo Juscelino; a ajuda prestada pelo Exército aos flagelados da seca; integrante da Comissão de Desarmamento em Genebra; a experiência no Departamento de Produção de Obras do Exército; Departamento de Material Bélico; eleições de 1959; comandante do Terceiro Exército (1961); breves comentários sobre a situação do Exército no Sul; Jânio Quadros; discussão em torno da posse de João Goulart; comentários sobre Leonel Brizola; a formação de um Terceiro Exército no Rio de Janeiro sob o comando de Cordeiro de Farias; a posição do Segundo Exército do general Osvaldo de Araújo Mota; a volta de Jango: a opção parlamentar e a escolha dos ministros; vinda para o Rio de Janeiro como chefe da Divisão de Provisão do Exército.


6ª Entrevista 29.07.1986
Fitas 11 e 12: O Exército e a posse de Jango; a falta de recursos materiais do Exército; chefe do Estado-Maior (1962); a revolução de 1964; posição de Castelo Branco; Machado Lopes no Superior Tribunal Militar e Castelo Branco no Estado-Maior; impressões sobre o ministro da Guerra general Jair Dantas Ribeiro; opiniões sobre a solução militar dada ao país em 1964; funções do STM; breves comentários sobre os governos Castelo Branco, Costa e Silva, Médici e Geisel; a ditadura militar e os atos institucionais: o AI-5; comentários sobre os oficiais punidos em 1964; o episódio do jantar oferecido a Jango no Automóvel Clube; participação no Congresso do Canal do Panamá; as funções do Exército; o americanismo; comentários sobre a operação "Brother Sam"; opiniões sobre o governo Figueiredo e a abertura política; o governo Sarney e o Plano Cruzado; o SNI; cassações e torturas durante os governos militares; opiniões sobre a atuação de militares em grandes empresas; "o petróleo é nosso": um slogan comunista.
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