Luiz Werneck Vianna II

Entrevista

Luiz Werneck Vianna II

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Helena Maria Bousquet Bomeny
Karina Kuschnir
Data: 24/8/2012
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Luiz Jorge Werneck Vianna
Nascimento: 1/1/0001; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação:
Atividade: Foi professor titular do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) e funcionário da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs). Foi presidente da Associação Nacional de pós-graduação em ciências sociais. Tem experiência na área de sociologia, com ênfase em fundamentos da sociologia. Atuando principalmente nos seguintes temas: acesso à justiça, autoritarismo político, consciência e interesses, corporativismo e cultura política brasileira.

Equipe


Transcrição: Juliana Paula Lima de Mattos;

Conferência da transcrição: Gabriela Mayall;

Técnico Gravação: Ítalo Rocha Viana;

Sumário: Paula Moura;

Temas

Anos 1960;
Anos 1970;
Atividade acadêmica;
Brasil;
Carreira acadêmica;
Centro Brasileiro de Análise e Planejamento;
Centro de Estudos de Cultura Contemporânea;
Chile;
Ciências Sociais;
Cinema;
Cinema Novo ;
Comunismo;
Corrupção e suborno;
Cultura;
Democracia;
Direito;
Eleições;
Esquerda;
Exílio;
Família;
Favela;
Formação escolar;
Getúlio Vargas;
Golpe de 1964;
Identidade;
Instituições jurídicas;
Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj);
Intelectuais;
Literatura;
Luiz Jorge Werneck Vianna;
Monteiro Lobato;
Movimento Democrático Brasileiro;
Obras de referência;
Obras literárias;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Partido dos Trabalhadores - PT;
Política;
Preso político;
Projetos educativos;
Projetos sociais;
Regime militar;
Repressão política;
Rio de Janeiro (cidade);
São Paulo;
Sociologia;
Tancredo de Almeida Neves;
Teatro;
União Nacional dos Estudantes;
Universidade de São Paulo;

Sumário

Entrevista: 24.08.2012

A origem da família paterna de sobrenome Werneck e Vianna; a expulsão do colégio Anglo Americano devido à acusação de comunista; o marco do suicídio de Getúlio Vargas para a sua geração; a história de sua mãe e da família materna; o contato com a literatura através de Monteiro Lobato; a importância da obra de Eça de Queiroz na sua formação; os colégios por onde passou; o grupo de amigos de Ipanema; a primeira graduação no curso de Direito; o início da carreira profissional no ramo da advocacia criminalista; o crescente interesse pela política; o convite negado para trabalhar com Tancredo de Almeida Neves; a instauração do regime militar de 1964, no Brasil; o Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE); a relação entre cultura e política na virada para os anos 1960; o Teatro de Arena e o Cinema Novo; as mudanças estéticas no teatro e no cinema através do contato direto com o povo; a entrada de projetos sociais na favela, organizados pelos estudantes da UNE; a sua atuação como professor no movimento de educação popular e alfabetização nas favelas através do Partido Comunista; o retorno à advocacia como advogado de presos políticos; a ida para São Paulo e o exílio no Chile; a experiência da graduação em Ciências Sociais, num contexto de repressão política; o mestrado na primeira turma do Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro (IUPERJ); o início do doutorado na Universidade de São Paulo (USP); o contato com os líderes do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE); a entrada no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP); o surgimento de concepções intelectuais que efetivamente serviriam de contraponto ao regime militar, em São Paulo; o rompimento no CEBRAP e a criação do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC); a elaboração do programa do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) de 1974; a primeira derrota eleitoral do regime militar; a intensificação da repressão ao Partido Comunista e o extermínio de seus principais líderes; o período escondido no apartamento de Paulo Pontes, no Rio de Janeiro; a sua participação na apresentação de Gota D`Agua e Ópera do malandro; a apresentação da tese de doutorado no Rio de Janeiro; a entrada no Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) como professor de Sociologia; a herança deixada pela sua geração ao pensamento gramisciano no Brasil; as principais referências bibliográficas; os intelectuais que participaram da luta política de sua geração; a saída do Partido Comunista; a criação da revista A Presença; o grupo de leitura do Capital que foi para Moscou em 1974; o processo de extinção do Partido Comunista entre 1976 e 1981; a esquerda brasileira na atualidade; a dissidência entre a democracia política e a democracia social no Brasil; a presença do atraso na sociedade brasileira; o elemento jesuítico presente na sociedade brasileira; a conferência dada na Escola de Magistratura da Justiça Federal; o lugar da política na formação dos cientistas sociais; a importância da aproximação entre democracia social e democracia política no Brasil; o partido dos trabalhadores; a presença das instituições judiciárias na cena contemporânea brasileira da atualidade e o exemplo do mensalão; a implantação das teorias políticas no Brasil ao longo da história, através do Direito e das suas instituições; as obras literárias definitivas na construção da sua identidade.
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