Maria Arminda Nascimento Arruda

Entrevista

Maria Arminda Nascimento Arruda

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Helena Maria Bousquet Bomeny
Maria das Dores Guerreiro
Antonio Firmino da Costa
Data: 16/8/2013
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 3h6min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Maria Arminda Nascimento Arruda
Nascimento: 1/1/0001; Tombos; MG; Brasil;

Formação: Graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP)(1970). Mestrado (1978) e doutorado (1986) em Sociologia pela mesma universidade.
Atividade: Coordenadora da área de Sociologia na Capes (1998-2001). Secretária-executiva da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs) (200-2004). Atualmente é Professora Titular do Departamento de Sociologia (2005) e Pró-Reitora de Cultura e Extensão universitária (2010) da USP.

Equipe


Transcrição: Liris Ramos de Souza;

Conferência da transcrição: Dirceu Salviano Marques Marroquim ;

Técnico Gravação: Thais Blank; Ninna Carneiro;

Sumário

Entrevista: 16.08.2013


Origens; a família mineira; a cidade natal de Tombos em Minas Gerais; a geografia da região; a infância agrária; os hábitos dentro de casa não tanto agrários; a familiaridade com canções e hábitos urbanos cultivados em casa; a marca que a vida rural lhe trouxe; o distanciamento quanto à vida rural tradicional; a consciência de não integração com a desigualdade rural característica no Brasil;origens paternas; a linhagem paterna ligada ao cultivo e comércio do café principalmente; a organização da cafeicultura em São Paulo e Minas Gerais como extensão do Vale Paraíba no Rio de Janeiro; a história de Minas Gerais e seu atraso no cultivo do café; a caminhada do avô paterno; a dedicação paterna à literatura; origens maternas; descendência portuguesa dos dois lados da família; a origem dos avós e bisavós; a caminhada financeira do avô materno; educação do pai; a diferença de idades entre o pai e a mãe; formação pré-escolar; o cotidiano da mudança para Carangola; o auxilio familiar em Carangola; a volta para Tombos para fazer o primário; as idas e vindas entre Tombos e Carangola; a permanência no colégio de freiras em Carangola; mudança para o Rio de Janeiro; o conforto na fazenda paterna em Minas Gerais; o parentesco por parte de pai com Victor Nunes Leal; o dinamismo da economia do café; a socialização com a elite de outras cidades mineiras; a política dentro da família; a crise financeira na família e a mudança para o Rio de Janeiro; separação da família; as raízes paternas no Rio de Janeiro; a moradia do avô e dos familiares paternos na Tijuca e arredores; a divisão da família para poder se sustentarem ante as dificuldades financeiras do pai;ida para São Paulo; a reunião da família ante a melhor condição financeira do pai; a diferença de ambiente entre Rio de Janeiro e São Paulo; o envolvimento com o movimento estudantil; a diversidade exacerbada em São Paulo; o interesse por literatura alimentado pela família; movimento estudantil; o inicial interesse por Direito; a politização com o movimento estudantil; o interesse por Ciências Sociais; a quase aproximação do movimento de guerrilha; os problemas na Universidade de São Paulo (USP) com as cassações de professores; lembrança dos professores que marcaram sua formação; cursos ministrados por professores marcantes; o interesse por cultura com diversos professores específicos; a influencia exercida pela obra de Florestan Fernandes; a ideologia marxista nos estudos universitários na USP; as correntes leituras na graduação; mestrado; a dificuldade em se encontrar em Ciências Sociais; a área de Sociologia da Comunicação; a dinâmica publicitária do regime militar e a critica de uma grande intelectualidade crescente; a consideração de sua obra como clássica dentro dos estudos de Sociologia da Comunicação anos depois; as dificuldades em dar aula na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP);indecisões no doutorado; a orientação do Professor Azis Simão; o zelo entorno da instituição USP; as divergências com o grupo político mais próximo; a falta de uma identidade com um tema específico; o quase abandono do doutoramento; “Mitologia da Mineiridade”; a mudança de tema no doutoramento e o tempo alongado para escrever a tese; a valorização da relação familiar; a confiança segura nos pais e no suporte que eles sempre deram; a estrutura universitária estranha ao modo de vida comum no inicio da vida na fazenda; a consciência de dever ao escrever o livro;profissionalização; as aulas ministradas em uma faculdade noturna; o sentimento de impotência ao ficar em casa sem a profissionalização; a passagem por outras instituições em São Paulo; outras leituras e novos desafios; “Metrópole e Cultura”; a mudança de pensando referente ao sistema cultural presente em “Mitologia da Mineiridade”; a mistura de conceitos e noções de cultura; a instituição USP e sua representação; os significados e noções de significados abstratas dentro do Brasil a partir do conhecimento “uspiano”;a Universidade de São Paulo; a relutância em prestar o concurso para professor na USP; a aprovação no processo seletivo para ministrar aulas na USP; os grupos de discussão no Idesp; alguns cargos fora da USP; a Sociologia e os livros marcantes em sua formação; a Sociologia como formadora da própria vida pessoal como um todo; o gosto por Teatro e o pensamento de que deveria ter feito Direito; a reconciliação com a realidade de socióloga; a literatura mais marcante da formação;análise e expectativas de produção intelectual; os cargos importantes ocupados na USP e no mundo da Sociologia e das Ciências Sociais como um todo; a perspectiva de realizar mais do que já realizou; a alegria com toda sua produção mesmo entendendo que faz parte de um campo sociológico; Ciências Sociais em Portugal; a falta de experiências em salas de aula em Portugal; cientistas sociais portugueses; a evidente interlocução positiva com as Ciências Sociais portuguesas; a leitura recente de autores africanos; a ligeira ligação com o ISCTE; a diferenciação entre Brasil e Portugal; agradecimentos; conclusão
Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados