Octávio Gouvêa de Bulhões

Entrevista

Octávio Gouvêa de Bulhões

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do Banco Central do Brasil", na vigência do convênio entre o Banco Central e o CPDOC-FGV, firmado em 1989. O projeto objetiva uma série de publicações acerca dos dirigentes do banco e figuras de destaque na vida econômica do país, das quais "Octavio Gouvêa Bulhões: depoimento" e "Dênio Nogueira: depoimento" já encontram-se à disposição. A escolha do entrevistado justificou-se por ter sido criador da Sumoc e ministro da Fazenda por ocasião da criação do Banco Central do Brasil.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: OCTAVIO Gouvêa Bulhões: depoimento / Ignez Cordeiro de Farias (coord.). Brasília: Memória do Banco Central, Rio de Janeiro: CPDOC-FGV, 1990. MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Ignez Cordeiro de Farias
Eduardo Raposo
Cláudia Maria Cavalcanti de Barros Guimarães
Maria Antonieta Parahyba Leopoldi
Data: 12/4/1989 a 29/11/1989
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 20h20min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Octávio Gouvêa de Bulhões
Nascimento: 7/1/1906; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Falecimento: 13/10/1990; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro (1930); doutorado na msma Instituição; curso de especialização em Economia em Washington, EUA.
Atividade: Delegado brasileiro à Conferência Monetária Internacional de Bretton Woods, EUA; direção da Superintendência da Moeda e do Crédito - Sumoc (1954-55 e 1961-62); ministro da Fazenda (1964-67).

Equipe

Levantamento de dados: Ignez Cordeiro de Farias;Eduardo Raposo;Cláudia Maria Cavalcanti de Barros Guimarães;Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Ignez Cordeiro de Farias;Eduardo Raposo;Cláudia Maria Cavalcanti de Barros Guimarães;Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Marly Silva da Motta;

Temas

Banco Central do Brasil;
Banco do Brasil;
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe;
Conferência de Bretton Woods;
Conselho Monetário Nacional;
Conselho Nacional de Economia;
Crise econômica de 1929;
Dívida externa;
Economia;
Economistas;
Empresas estatais;
Empresas privadas;
Estado Novo (1937-1945);
Eugênio Gudin;
Formação profissional;
Fundação Getulio Vargas;
Fundo Monetário Internacional;
Getúlio Vargas;
Governo Castelo Branco (1964-1967);
Governo Getúlio Vargas (1951-1954);
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Inflação;
Intervenção estatal;
José Maria Whitaker;
Ministério da Fazenda;
Oswaldo Aranha;
Otávio Gouvêa de Bulhões;
Plano de Metas (1956-1960);
Política econômica;
Revolução Constitucionalista (1932);
Revolução de 1930;
Roberto Campos;
Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc);

Sumário

1ª Entrevista: 12.04.1989
Fitas 1 e 2-A: Origem familiar; formação e carreira diplomática do pai; lembranças da infância na Europa e regresso para o Brasil; primeiros estudos; Nuno Pinheiro e o precoce interesse pela Economia do entrevistado; influência do pensamento de Adam Smith, David Ricardo e Wicksell; contatos com Eugênio Gudin; viagem ao Japão e à China na década de 1920; comentários sobre o tio-avô Leopoldo Bulhões; debate intelectual na juventude; ingresso na universidade e início da vida profissional; na Divisão do Imposto de Renda (1926); companheiros de trabalho; implantação do Imposto de Renda; a mãe; Faculdade de Direito do Rio de Janeiro e o professor Castro Rebelo; conhecimento da economia brasileira; a estrutura tributária; criação da Seção de Estudos Econômicos no Ministério da Fazenda; chefe da seção de Estudos Econômicos do Ministério da Fazenda; integração da Divisão no Ministério da Fazenda; dificuldades na arrecadação do Imposto de Renda; atividades da Seção de Estudos Econômicos: imposto de lucros extraordinários e a sugestão de criação da Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc); a criação do DASP; a estrutura da Seção de Estudos Econômicos; preocupação com a intervenção do Estado na economia; contato com o pensamento marxista; influência de Böhm Bawerk e Carl Siegel; estudos nos Estados Unidos nos anos 30; comentários sobre o New Deal e o professor Jacob Viner; a aceitação inicial das idéias Keynesianas; discussões com a CEPAL no final dos anos 40; a proteção à indústria nacional: a polêmica Roberto Simonsen e Eugênio Gudin; atuação na condenação de Mobilização Econômica e a questão do controle de preços.


2ª Entrevista: 20.04.1989
Fitas 2-B e 3-A: Revolução de 1930: atuação de José Maria Whitaker no Ministério da Fazenda, a missão Otto Niemeyer, Osvaldo Aranha no Ministério da Fazenda; política para o açúcar; papel do Estado na industrialização; a relação governo e empresas privadas; os subsídios e a reserva de mercado; a dificuldade de importação e a política expansionista dos anos 30; o modelo liberal; o entrosamento Estado e Sociedade; Whitaker na presidência do Banco do Brasil e a idéia de criação de um banco central (governo Epitácio Pessoa); precariedade das informações econômicas; criação do Centro de Estudos Econômicos no Ministério da Fazenda; José Maria Whitaker; Osvaldo Aranha; Artur Sousa Costa; o duplo caráter do Banco do Brasil: banco central e banco de fomento; obstáculos à criação do Banco Central; a proposta de criação da Sumoc; composição do Conselho da Sumoc; José Vieira Machado, 1º diretor executivo da Sumoc; atuação do Conselho Técnico de Economia e Finanças; posição frente ao projeto de aumento de 100% do salário mínimo (1954) quando presidente do Conselho Nacional de Economia; Getúlio Vargas; posição de Eugênio Gudin frente à industrialização; discussão sobre a criação da Companhia Siderúrgica Nacional; o acúmulo de divisas durante a II Guerra e o pagamento de parte da dívida externa.



3ª Entrevista: 04.05.1989
Fita 3-B: A Conferência de Bretton Woods e a participação brasileira; colaboração no Plano White; os Planos White e Keynes; a criação do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI); o padrão monetário internacional; interesses dos países pobres em Bretton Woods; a inflação internacional da década de 70; a paridade dólar-cruzeiro; a Sumoc como primeira etapa para o estabelecimento de um Banco Central; o sistema bancário frente à Sumoc; funções da Sumoc; as relações Sumoc / Ministério da Fazenda / Banco do Brasil; quadro de profissionais da Sumoc; investimentos americanos: a Missão Abbink.


4ª Entrevista: 17.05.1989
Fita 4-A: A política cambial do governo Dutra; a defesa da produção nacional; a criação do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) na Fundação Getulio Vargas; a montagem dos índices na economia nacional; companheiros do IBRE; o pensamento de Eugênio Gudin e o IBRE; o equilíbrio entre a política industrializante e o setor agrícola; a concessão de subsídios; capital estrangeiro e o movimento nacionalista; o Conselho Nacional de Economia (CNE); a questão energética: o parecer do CNE; relações do CNE com a Assessoria Econômica do presidente Vargas; setor elétrico hoje.


5ª Entrevista: 24.05.1989
Fita 4-B, 5-A, 5-B: Na presidência do CNE (governo Vargas); posição do CNE nas questões nacionais; política cambial protecionista; conselheiros do CNE; Roberto Campos; o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE) organizado para planejar e acompanhar os investimentos do governo; estrangulamento do setor elétrico: limitação de tarifas; o controle estatal no setor energético; debate com a CEPAL; a Instrução 70 da Sumoc (1953); política contencionista do ministro Gudin e a falência dos bancos (governo Café Filho); o controle do meio circulante e a autonomia da Sumoc; Instrução 113 da Sumoc (1955); atividade docente no IBRE e na Faculdade Nacional de Economia; saída de Gudin do Ministério da Fazenda; a discordância com o ministro Whitaker e a saída da Sumoc.


6ª Entrevista: 01.06.1989
Fitas 5-B, 6-A, 6-B: A Sumoc: corpo técnico, autonomia, atuação; a demissão de Clemente Mariani da presidência do Banco do Brasil; a política contencionista da administração Gudin; o cofre da Sumoc; a saída da direção da Sumoc e a volta à Divisão do Imposto de Renda (1955); o Plano de Metas; o desequilíbrio nas contas externas; o programa de estabilização: Lucas Lopes e Roberto Campos; postura do CNE no governo Kubitschek; as pressões contra a estabilização: a atuação de Luiz Carlos Prestes; rompimento com o FMI; a instalação de empresas estrangeiras no Brasil; o sistema financeiro privado; o peso do setor agrícola no governo Kubitschek; atividade docente na Faculdade Nacional de Economia; perfil da equipe econômica de Kubitschek; o ensino de Economia no Brasil e no exterior; alunos marcantes; política agrícola e processo inflacionário.

7ª Entrevista: 07.06.1989
Fitas 6-B e 7-A: Permanência no exterior (1958-60): na Organização das Nações Unidas, realização de estudos ligados à política fiscal e monetária; Diretor Executivo da Sumoc (1961); receptividade de Getúlio Vargas e Jânio Quadros aos temas econômicos; os objetivos da política econômica de Jânio; a crise cambial (1961); convite para a diretoria executiva da Sumoc (1961); reações à Instrução 204 da Sumoc; conflitos no ministério Jânio e a demissão de Clemente Mariani; a renegociação da dívida externa na Europa e nos Estados Unidos.


8ª Entrevista: 05.07.1989
Fitas 7-B e 8-A: Comentários sobre a China e o Japão; a influência de Euclides da Cunha na geração do entrevistado; Copacabana; vida escolar; colegas; o poder dos meios de comunicação; atividade esportiva e cultural; a morte do pai e o início da vida profissional; casamento, filhos e netos; a cidade do Rio de Janeiro e a degeneração urbana; as crises cambiais e a substituição de importações; impacto do aumento do salário-mínimo na inflação; a convivência do interesse político com o saber técnico; livre concorrência x monopólio: as estatais.


9ª Entrevista: 12.07.1989
Fitas 8-B e 9-A: Orientação da política econômica do presidente Jânio Quadros; a Instrução 204 da Sumoc (1961) e o câmbio único; a aplicação das políticas de estabilização; a Sumoc no governo parlamentarista do presidente Goulart; reação contrária à nova lei de remessa de lucros: demissão da Sumoc (1962); a evasão de divisas e as crises políticas; avaliação da atuação econômica dos governos republicanos a partir de Epitácio Pessoa; aspectos do relacionamento da equipe econômica; a tramitação de medidas econômicas pelo Congresso Nacional; as relações da direção da Sumoc com o Conselho da Sumoc; os banqueiros e a política contencionista; posição frente aos regimes presidencialista e parlamentarista de governo; a redução do peso político nos cargos técnicos.


10ª Entrevista: 19.07.1989
Fitas 9-B e 10-A: Críticas à política econômica do presidente Goulart; o impacto dos fatos políticos sobre a economia (governo Jango); palestras no Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES) e na Escola Superior de Guerra (ESG); o general Golberi de Couto e Silva e outras personalidades influentes no IPES; indicação para o Ministério da Fazenda (1964) e a montagem da equipe econômica; o presidente Castelo Branco; prioridade econômica do governo Castelo; primeiras medidas no Ministério da Fazenda: combate à inflação; política creditícia; o risco da recessão; a articulação ministerial no governo Castelo; a contenção do crédito e a liquidez das empresas; descontentamentos com a política restritiva; tratamento dispensado ao setor privado; primeiros resultados da política de estabilização; a idéia de criação do Conselho Monetário Nacional; a modernização da estrutura tributária e a correção monetária; garantias aos investimentos estrangeiros; primazia dos ministérios econômicos na administração Castelo; as dificuldades da atual sucessão presidencial.


11ª Entrevista: 26.07.1989
fitas 10-B e 11-A: As idéias econômicas de Leopoldo Bulhões; a família Bulhões; primeiras leituras de economia; lembranças da infância; relações familiares; vida escolar; orientação econômica no início da República: Joaquim Murtinho e Leopoldo Bulhões; relações com Eugênio Gudin; reforma monetária do governo Artur Bernardes (1926); na Divisão do Imposto de Renda; comentários sobre a crise de 1929; a juventude; o debate ideológico no Café Lamas; a Revolução de 1930: a chegada dos gaúchos ao Rio de Janeiro; influência francesa na Faculdade de Direito; lembranças da Revolução Paulista de 1932; as eleições de 1937: a preferência por Armando de Sales Oliveira; breve referência à Intentona Comunista (1935); interesse pela campanha presidencial de 1989; Epitácio Pessoa; a surpresa com a implantação do Estado Novo.


12ª Entrevista: 02.08.1989
Fitas 11-B, 12-A: Lembranças da epidemia da gripe espanhola; a hiperinflação alemã nos anos 1920: repercussão no Brasil; comparação com a atual crise argentina; o falecimento do pai; o primeiro emprego nos Correios e Telégrafos; a irmã; os efeitos da Segunda Guerra sobre o Brasil; estudos na American University e a influência do pensamento de Harry White; o impacto do início da Segunda Guerra nos Estados Unidos; estudos com Jacob Viner da Universidade de Chicago; o New Deal; importância das idéias de Wicksell para o Brasil; a influência do pensamento econômico norte-americano; atitude do empresariado e o desenvolvimento do país; luta do entrevistado contra a inflação; a Missão Niemeyer (1930/31); a política pragmática de Osvaldo Aranha no Ministério da Fazenda; reorganização do Banco do Brasil: política creditícia e subsídio ao crédito rural; a expansão monetária e a criação da Sumoc (1945); o Imposto de Lucros Extraordinários; a implantação do cruzeiro (1942); aplicação das divisas acumuladas no exterior.


13ª Entrevista: 09.08.1989
Fitas 12-B e 13-A: A criação da Sumoc com o intuito de combinar as políticas fiscal e monetária; atuação do empresariado na formulação da Sumoc; a lenta gestação e a rápida implantação da Sumoc; redação da exposição de motivos e do projeto de criação da Sumoc; as atribuições e o efetivo funcionamento da Sumoc; as relações Sumoc / Banco do Brasil; as divergências entre o Banco do Brasil e o Ministério da Fazenda na administração Horácio Lafer; a homogeneidade da equipe técnica da Sumoc; Dênio Nogueira; ligações entre a Sumoc e o Banco do Brasil; a participação da sociedade civil no Conselho da Sumoc; o saneamento financeiro do governo Dutra; o caso do Banco Delamare; a reforma bancária (1964) e a ordenação das instituições financeiras; presidente da Comissão Brasileira na Missão Abbink (1947/48); assessores principais e a polêmica da subcomissão do desenvolvimento industrial com os técnicos americanos; objetivo da Missão Abbink; a questão da energia elétrica: parecer no CNE (governo Vargas); atuação do setor privado e do governo; condições da participação estatal na economia; as tarifas e os investimentos no setor energético; intervenção do Estado brasileiro no setor produtivo; a política da verdade tarifária no governo Castelo Branco; a atual crise energética.


14ª Entrevista: 17.08.1989
Fitas 13-B e 14-A: Colaboradores no Ministério da Fazenda e na Sumoc; o núcleo de economia sob a liderança de Eugênio Gudin; surgimento do IBRE e da Faculdade de Economia; a administração de Eugênio Gudin na Faculdade de Economia (1944): o novo currículo e os professores; comparação entre a formação de direito e de engenharia dos economistas; o auto-didatismo dos economistas; a importância de Temístocles Cavalcanti na Faculdade de Economia; Genival Santos no IBRE; a localização física da Faculdade de Economia; atuação do IBRE na avaliação da economia brasileira; a influência do pensamento neo-liberal na Faculdade de Economia; a criação do curso de pós-graduação no IBRE; as revistas do IBRE: a Conjuntura Econômica e a Revista Brasileira de Economia; assessoramento de economistas do IBRE ao governo; consultor do Conselho da Sumoc (1946); parecer favorável à manutenção da taxa de câmbio (1947); a Instrução 113 da Sumoc e a entrada do capital estrangeiro no Brasil; a política de estabilização do governo Café Filho: redução de subsídios, contenção de crédito, crise bancária; a pressão dos banqueiros paulistas e a saída de Clemente Mariani da presidência do Banco do Brasil; a implantação de uma política de estabilização e a importância da atuação do presidente da República.


15ª Entrevista: 30.08.1989
Fitas 14-B e 15: A Carteira de Exportação e Importação do Banco do Brasil (CEXIM) e o controle das importações: a administração de Simões Lopes; a crise da CEXIM; as dificuldades cambiais no início dos anos 50; a atuação de Tosta Filho na presidência da CACEX; Maciel Filho como diretor executivo da Sumoc; a herança inflacionária legada pelo presidente Vargas (1954): o aumento de 100% do salário mínimo, a expansão monetária; a atividade da Sumoc dentro da política contencionista do ministro Gudin; relação do governo Café Filho com as estatais recém-criadas por Vargas; a criação de uma inspetoria de bancos na Sumoc (1951/52); o cunho ideológico-nacionalista que marcou a criação da Petrobrás e da Eletrobrás; a luta do entrevistado por uma política tarifária adequada para o setor elétrico; atuação do ministro Alkmim na manutenção da taxa de câmbio; a ruptura do governo Juscelino com o Fundo Monetário Internacional (FMI); o registro do capital estrangeiro; atitude do entrevistado frente às críticas recebidas; participação em missões diplomáticas: assessor do embaixador brasileiro na 2ª e 3ª reuniões de ministros das Relações Exteriores de repúblicas americanas (1940/1942); representante brasileiro em conversações sobre estabilização monetária em Washington (1943), membro da delegação brasileira na reunião da CEPAL em Petrópolis, vice-governador do FMI (1953).


16ª Entrevista: 14.09.1989
Fita 16: Conseqüências do desequilíbrio orçamentário: emissão de moeda, inflação alta, artificialidade da taxa de câmbio; os efeitos negativos da intervenção estatal na política cambial; o déficit público e a falência dos planos de estabilização; o combate à inflação: pressão da opinião pública, controle das despesas, impacto da dívida externa; padrão do endividamento externo nos anos 50; a Instrução 204 da Sumoc; os malefícios da política de subsídios; os aumentos salariais numa política de estabilização; a estabilidade da moeda e o progresso econômico; a renúncia de Jânio Quadros; a participação de quadros do IPES no governo Castelo Branco; na Direção Executiva da Sumoc (1961-62); fatores políticos da derrubada do presidente Goulart.


17ª Entrevista: 20.09.1989
Fitas 17 e 18-A: Formação da equipe econômica do governo Castelo: as indicações de Dênio Nogueira (Sumoc), Luiz de Moraes Barros (presidência do Banco do Brasil) e Roberto Campos (Ministério do Planejamento); o Plano de Ação e Estratégia Governamental (PAEG); as causas da inflação; a política de estabilização do PAEG: a inflação corretiva, o controle da expansão dos meios de pagamento, a política fiscal e monetária de equilíbrio do orçamento; a implantação da correção monetária; o equilíbrio entre a política restritiva e a recessão; a reformulação do sistema financeiro e a criação do Banco Central; o impacto da política restritiva sobre as pequenas empresas; a reforma tributária de 1966: ampliação do Imposto sobre a Renda, novos impostos (IPI e ICM), relação União/Estados/Municípios na arrecadação e distribuição dos impostos; a criação do cruzeiro novo (1966); a lei do mercado de capitais (1965); as dificuldades para o estabelecimento de bancos de investimentos fornecedores de financiamentos de longo prazo; a idéia da criação do Banco Nacional da Habitação (BNH); as reações contrárias ao PAEG; a cassação do governador paulista Ademar de Barros (1966); posição gradualista do entrevistado x postura "de choque" do FMI; crítica ao sistema de correção monetária de curto prazo; o presidente Castelo Branco; a orientação econômica do governo Costa e Silva.


18ª Entrevista: 08.11.1989
Fitas 18-B e 19-A: Atual postura do Fundo Monetário Internacional (FMI) em relação aos países devedores; participação da delegação brasileira na reunião do FMI; posição do entrevistado frente à campanha presidencial de 1989; ministro da Fazenda do governo Castelo Branco (1964-67): o novo orçamento, a criação do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) e do Banco Nacional de Habitação (BNH), a reforma tributária e a criação dos Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) e Circulação de Mercadorias (ICM); a participação da União na arrecadação tributária; críticas à atual Constituição; estabelecimento da correção monetária e das Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional (ORTN); a idéia de acidentalidade na fixação do índice de preços; o controle de preços de produtos monopolizados; a política salarial do governo Castelo; a contenção das despesas públicas e a dívida social; a remessa de lucros para o exterior; o combate gradual à inflação; a necessidade de eliminar a correção monetária; o fracasso do Plano Verão; atividades empresariais exercidas após a saída do Ministério da Fazenda; a relação entre estabilidade monetária e política de desenvolvimento; inflação e dívida externa; a aplicação de capitais estrangeiros em investimentos produtivos; a estrutura ministerial.


19ª Entrevista: 22.11.1989
Fitas 19-B e 20-A: Andamento do projeto de reforma bancária no Congresso; a criação do Banco Central: a resistência do Banco do Brasil, o caráter de banco de fomento, o mandato da diretoria; o fim da estabilidade dos diretores do Banco Central; a organização do Conselho Monetário Nacional; crítica ao aspecto de fomento do Banco Central; relação entre o Banco Central e o Congresso; a transferência de funções do Banco do Brasil para o Banco Central; a criação do orçamento monetário; a renegociação da dívida externa; o espírito das reformas financeiras; tentativa de criação de bancos de investimentos a longo prazo; efeitos da reforma financeira sobre o sistema bancário; a tentativa de especialização dos bancos e a formação de conglomerados financeiros; o open-market; atuação do Ministério da Fazenda frente às taxas de câmbio e juros; reajuste das taxas de serviços públicos; eliminação dos subsídios; política salarial; as modificações na lei de remessa de lucros; política de controle de preços; influência de Jacob Viner; posições contrárias do entrevistado ao nacionalismo da década de 1950: o combate aos monopólios e à retrição da remessa de lucros; a atual crise nas economias estatizantes e as vantagens da economia de mercado; causas da inflação nos países capitalistas centrais; a persistência da inflação no Brasil.


20ª Entrevista: 29.11.1989
Fitas 20-B e 21-A: Comparação entre os programas de estabilização dos governos Campos Sales e Castelo Branco; a idéia do progresso sem inflação; a atual tendência neo-liberal; a integração da economia brasileira no bloco ocidental; ampliação do mercado de consumo no Brasil; funções do Estado; a carência de espírito público no Brasil; o combate ao déficit público; a eliminação de subsídios; o futuro do Banco Central: a volta da estabilidade dos diretores, a retirada do papel de banco de fomento; a política comercial do governo Castelo; a política cafeeira e as dificuldades na contenção monetária; Daniel Faraco; Leônidas Bório na presidência do Instituto Brasileiro do Café (IBC); denúncia da lei de remessa de lucros pela televisão; idéias em relação à reforma fiscal; comparação entre o Conselho Monetário de 1964 e de após 1974; representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI) como substituto de Santos Filho e Otávio Paranaguá; rejeição da lei de remessa de lucros e demissão da Sumoc (1962).



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