Paulo Pinto Guedes II

Entrevista

Paulo Pinto Guedes II

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e desempenho das elites políticas brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde a sua criação em 1975. Trechos da entrevista foram publicados no livro GETÚLIO: uma história oral. / Valentina da Rocha Lima (Coordenação) ; Dora Rocha...[et al]. Rio de Janeiro: Record, 1986. 321. il. A escolha do entrevistado se justificou por sua trajetória militar e política.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Plínio de Abreu Ramos
Nara Azevedo de Brito
Data: 5/6/1984 a 26/6/1984
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 19h40min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Paulo Eugênio Pinto Guedes
Formação: Cursou a Escola Militar.
Atividade: Coronel das Forças Armadas Brasileiras.

Equipe

Levantamento de dados: Nara Azevedo de Brito;Plínio de Abreu Ramos;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Nara Azevedo de Brito;Plínio de Abreu Ramos;

Conferência da transcrição: Plínio de Abreu Ramos;

Copidesque: Dora Rocha;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Plínio de Abreu Ramos;

Temas

Amauri Kruel;
Carlos Lacerda;
Cassações;
Clube 3 de Outubro (1931-1935);
Clube Militar;
Conspirações;
Crise de 1955;
Crise de 1961;
Doutrina de segurança nacional;
Escola Superior de Guerra;
Estado Novo (1937-1945);
Estados Unidos da América;
Estillac Leal;
Forças Armadas;
Formação profissional;
Golpe de 1964;
Governo Jânio Quadros (1961);
Governo João Goulart (1961-1964);
Humberto de Alencar Castelo Branco;
João Goulart;
Juscelino Kubitschek;
Militares;
Militares e estado;
Movimento Militar Constitucionalista (1955);
Nacionalismo;
Olímpio Mourão Filho;
Osvino Ferreira Alves;
Parlamentarismo;
Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social (1963-1965);
Racismo;
Repressão política;
Revolta dos Marinheiros (1964);
Revolta dos Sargentos (1963);

Sumário

1a Entrevista: origens políticas do Clube Militar; direito de manifestação dos oficiais; episódio das "cartas falsas"; fechamento do Clube; posição da entidade em 1930; alheamento político até 1944; Clube Três de Outubro; engajamento político da oficialidade; silêncio durante o Estado Novo; fim da guerra; conteúdo político das eleições do Clube em 1944; José Pessoa derrota Valentim Benício; vitória da oposição à ditadura; apoio à FEB; o processo da redemocratização; eleição do general Salvador César Obino em 1946; reinício da politização do Clube; siderurgia e petróleo; teses de Horta Barbosa e Juarez Távora; reação da oficialidade; a revista do Clube; eleições de 1950 com a vitória da chapa Estillac-Horta Barbosa; reversão do quadro em 1952; inquéritos e prisões de oficiais nacionalistas partidários de Estillac; pressões de Góis Monteiro e João Neves da Fontoura; transferência para Mato Grosso; promoção a major; aguardando classificação; critérios políticos nas transferências e classificações; posição do general Fiúza de Castro no EME; comando em Ponta Porã; o incômodo das transferências sucessivas; o anticomunismo militar; a ANL como marco da divisão entre militares; preparo ideológico da oficialidade; comemorações de 27 de novembro; rigor na seleção; papel da Escola Superior de Guerra; posição pró-aliada dos militares; declínio da influência francesa; presença norte-americana na instrução e no treinamento; o "perigo comunista"; liderança do general Góis Monteiro, e suas aspirações políticas; ações desbravadoras do general Rondon; projetos tecnológicos do Exército; despolitização do Clube Militar; legalismo e golpismo; conceito de união das Forças Armadas; domínio dos grandes comandos; participação militar no debate de temas nacionais; minerais estratégicos brasileiros exportados durante a guerra; divisas bloqueadas no exterior; compra de supérfluos e ferrovias deficitárias; preocupação com o petróleo; colocação do problema no Clube Militar; reação dos oficiais contrários; discussão e agitação; apologia do alinhamento automático; tentativa de reeleição de Estillac em 1952; dificuldades da campanha; proibição da propaganda nacionalista nos quartéis; ameaças de IPMs contra oficiais adeptos de Estillac; vacilações de Estillac; o ministro da Guerra e o presidente do Clube Militar; incompatibilidades para o exercício simultâneo das duas funções; dificuldades de Vargas agravadas com a saída de Estillac do Ministério; a chapa Canrobert-Juarez; Vargas sem sustentação militar; Acordo Militar; unidades militares selecionadas; equipamentos avançados; limitações para uso desses armamentos; acordo aerofotogramétrico; denúncia do Acordo no governo Geisel; o Clube Militar no governo JK; desgaste da Cruzada Democrática; Segadas Viana derrota Nicanor Guimarães de Sousa em 1956; Justino Alves Bastos vence Castelo Branco em 1958; reinversão da situação política no Clube Militar.................................1 a 78

2a Entrevista: Um militar preocupado com problemas políticos; militar político; exemplo de Góis Monteiro; política do Exército exercida exclusivamente pelos chefes; outros exemplos de militares políticos; : Filinto Müller, João Alberto, Cordeiro de Farias e Jarbas Passarinho; dedicação integral ao Exército; admiração pelo comportamento da instituição; transferências por necessidades de serviço; transferências por razões políticas; tentativa de remoção para Belém; resistência encontrada; transferências sucessivas e seus reflexos na vida familiar; acomodações pessoais nas unidades distantes; as questões do cargo e da antigüidade; a maioria do Exército à margem da repressão; interesse do militar por assuntos políticos; a posição pessoal do oficial e o envolvimento do Exército como instituição; a mística da unidade das Forças Armadas; conceito de "divisão sadia" das Forças Armadas; como essa divisão beneficiava a causa democrática; a divisão militar nas crises de 45, 54, 55 e 61; a divisão detém o arbítrio dos comandos; o Exército absorve os efeitos da democratização da sociedade civil; missão constitucional das Forças Armadas; inexistência de uma definição constitucional de segurança nacional; dissociação militar dos problemas econômicos e sociais; o decreto do salário mínimo de 1954 e o Memorial dos Coronéis; efeito da inflação no orçamento doméstico dos oficiais; leis básicas que regem a organização do Exército; obstáculos às manifestações dos oficiais; atribuições do Conselho de Justificação e do Superior Tribunal Militar; a doutrina da ESG; reserva de mercado para a informática; anistia restrita para os militares; teoria do inimigo interno; guerra revolucionária; dispersão dos oficiais nacionalistas depois de 24 de agosto; Movimento Militar Constitucionalista; posição pessoal do general Lott; papel dos irmãos Alberto e Alexínio Bittencourt; Odílio Denys e a articulação do movimento de 11 de novembro; origem do MMC na Inspetoria Geral do Exército; a situação militar em Mato Grosso; localização das unidades operativas; organização atual do Exército; unidades ligeiras; criação das brigadas; MMC: aliança de Zenóbio com os oficiais nacionalistas; deflagração do 11 de novembro; guarnições do interior sem notícias das articulações; os acontecimentos em Campo Grande (MT); discordâncias no Exército; transferências dos oficiais divergentes; convívio com os oficiais divergentes; problemas semelhantes enfrentados por Goulart; suas dificuldades para agir; o caso específico de Pernambuco; oficiais na conspiração contra Miguel Arrais; Lott e o MMC; proposta de Mamede a Lott para converter o movimento em golpe; comportamento de Lott no Ministério; aproveitamento em comandos de oficiais nacionalistas; interinidade agitada de Lott no Ministério da Aeronáutica; conceito de disciplina; rigor disciplinar na Escola Militar; significado do trote: subordinação ao cadete mais antigo; prêmios e vantagens para o cadete mais disciplinado; tendência para o debate na ECEME; disciplina no exército norte-americano observada na Itália durante a Segunda Guerra Mundial; castigo corporal; a instrução na Divisão Aeroterrestre do Exército brasileiro; obediência hierárquica como fator de disciplinamento; os negros americanos em operações na Itália; uma discriminação que não deu certo; preconceito e discriminação no Exército brasileiro; dificuldades para o negro brasileiro ingressar na Escola Militar; candidatura de Lott à presidência da República; a popularidade de Jânio Quadros; vitórias nacionalistas no Clube Militar em 1958 e 1960; transferência de Mato Grosso para o Rio de Janeiro; vitória de Jânio Quadros; transferências de membros da diretoria do Clube Militar; renúncia de Jânio; prisão de Lott; retomada do Clube Militar pela Cruzada Democrática em 1962; mudança de posição do general Denys; seu afastamento do dispositivo de Lott; discriminação nas promoções no governo de Jânio; composição do Gabinete Militar; influência da Cruzada Democrática; o III Exército na crise de 1961; comandos das grandes unidades; definição dos general Machado Lopes; situação dos demais comandos; situação militar no Rio Grande do Sul; Divisão Cruzeiro; empenho de Denys em substituir Machado Lopes; tentativas para cindir o III Exército; dificuldades dos chefes militares sublevados para mobilizar o I Exército; isolamento no Sul dos coronéis Plínio Pitaluga e Adir Fiúza de Castro; oficiais legalistas presos durante a crise; indefinição do general Floriano Machado; surpresa da renúncia no meio militar; submissão de Jânio ao dispositivo que montou; demonstração de autoridade na condecoração a Guevara.................................................78 a 161

3a Entrevista: Desconfianças dos nacionalistas em Jânio; forças mais à direita lideradas por Carlos Lacerda; distonia entre os atos e as palavras de Jânio; uma renúncia indesculpável para os militares que sustentavam Jânio; sentido de punição na cassação de 1964; povo, Congresso e Exército no movimento de opinião que promoveu a posse de Goulart; parlamentarismo; solução de compromisso; ponto de vista de Golbery: novo golpe, só com apoio da opinião pública; o desfiguramento do parlamentarismo; cisão nas frentes políticas de apoio a Goulart; posições antagônicas de Arrais e Brizola; Grupo dos Onze; mudança de ambiente na secretaria do Ministério da Guerra; assistente-secretário do general Osvino; com Albino Silva no Gabinete Militar; sub-chefia do Gabinete Militar; áreas de ação administrativa da sub-chefia; convívio com Goulart; crise na Petrobrás; saída de Albino Silva; escolhas de Amaury Kruel e Assis Brasil; afastamento de Kruel: centralizador e autoritário; radiografia da Petrobrás; substituição de Francisco Mangabeira; convite ao general Euler Bentes, que recusou; Albino Silva aceita o cargo; problema da aviação embarcada; interventoria em Rondônia; problemas políticos do território; um único deputado, do PSP; a empresa Gelron Melhoramentos e os negócios do norte-americano James Brian Choate; questões de terra, colonização e produção estanífera; influência no caso do general Vernon Walters; regresso de Rondônia; início da conspiração militar; informações destinadas a Goulart interceptadas por Assis Brasil; análise da conspiração pelo Conselho de Segurança Nacional; reação de Goulart diante das informações chegadas ao seu conhecimento; as transferências do general Olímpio Mourão Filho; tendências de Goulart para a resistência; começo do movimento militar em Minas; o governo desinformado; um chamado telefônico do deputado estadual mineiro Wilson Modesto; unidades-chaves do I Exército dominadas pelos conspiradores; precariedade do sistema de informações do governo; primeiras providências; desintegração da coluna do general Cunha Melo incumbido de deter as tropas de Mourão; o mesmo ocorre com as tropas do general Anfrísio Rocha Lima, enviado para enfrentar Kruel na rodovia presidente Dutra; indecisão legalista no contra-ataque ao inimigo; o cerco de Lacerda no Palácio Guanabara pelos fuzileiros navais; generais legalistas impedidos de aterrar em Curitiba; insegurança de Goulart no Rio; viagem para Brasília; tentativa sem êxito de fazer contato com o Congresso; decisão de viajar para Porto Alegre; tropas do III Exército desobedecem ordens do general Ladário Pereira Teles; encontro entre os generais Kruel e Morais Âncora nas Agulhas Negras; definida a sorte do governo; esforços finais de resistência no Sul; vacância do cargo de presidente da República decretada pelo presidente do Congresso, Auro de Moura Andrade; incidente no gabinete do brigadeiro Lavanère Wanderley; o coronel da FAB Roberto Hipólito da Costa atinge mortalmente o major Alfeu; volta a Brasília; deslocamento para o Rio; funções no Gabinete Militar; promoções por merecimento; promoções feitas por escolha; lei de Castelo Branco restringe critério de escolha; atribuições do Conselho de Segurança Nacional; designação do general Segadas para ministro da Guerra em 1961; timidez de Segadas quanto às transferências dos oficiais nacionalistas................................161 a 256

4a Entrevista: Segadas Viana: escolha de legalista para os grandes comandos; pouca disponibilidade de generais; compromissos com a situação anterior; a isenção de Machado Lopes; recusa de cargos no governo; movimentação dos comandos; posição do general Osvaldo de Araújo Mota; do comando do II Exército para a chefia da EMFA; atitudes do general Nelson de Melo; seu incidente com Jair Dantas Ribeiro; saída de Kruel do Ministério da Guerra; suas desavenças com Osvino e Albino Silva; tentativa de Goulart para pacificar os militares; convocação de Jair para o Ministério da Guerra; seu envolvimento posterior pelos adversários do governo; preocupação de Goulart com a tutela de Kruel; substituição de Pery no comando do II Exército; incompatibilidade de Pery com todos os movimentos grevistas; apoios precários do governo na área militar; três ministros da Guerra em quinze meses; dificuldades de recomposição dos gabinetes militares; exemplo do marechal Lott; paralelo entre as dificuldades de Goulart e de Juscelino; desinteresse de Goulart pela permanência no poder; reforma agrária; desapropriação de faixas territoriais às margens dos açudes e eixos rodoviários; indiferença dos órgãos de comunicação pelos projetos de reformas; idéia de convidar Lott para o Ministério da Guerra; Osvino próximo da compulsória; pressões para ampliação da Lei Denys; oposição de Jair; modificações nas atitudes de Jair; o caso do coronel Ramiro Tavares Gonçalves; como Osvino recebeu a notícia de sua transferência para a reserva; posições ambíguas do general Âncora, substituto de Osvino; mudança de lado do general Luna Pedrosa, comandante da Divisão Blindada; Castelo Branco no Estado-Maior do Exército; funções burocráticas do chefe do EME; ataque violento de Lacerda a Goulart; reação do governo; tentativa frustrada da prisão de Lacerda; denúncia do episódio pelo coronel Boaventura; oficiais contrários ao governo que serviam ao IV Exército; razões para a indicação de Jair para o Ministério da Guerra; restrições ao general Osvino; atividades do Serviço de Informações e Contra-informações do Conselho de Segurança Nacional; filtragem das informações; tratamento dado aos oficiais conspiradores; deixá-los ou não sem comissões; indecisões do governo; ação do IBAD e do IPES; conspiração nos estabelecimentos de ensino militar: ESG e ECEME; governo surpreso com defecções de alguns comandos em 31 de março; Goulart acreditava no apoio popular; o exemplo do plebiscito; a revolução dividida no dia de sua deflagração; incerteza quanto às dimensões do movimento em Minas; governo sem informações até 15 horas do dia 31 de março; falha do gabinete do ministro; reconhecimento aéreo da antiga BR-3 dificultado pelo mau tempo; adesão do II Exército; a situação no I Exército; mudança de posição das unidades designadas para combater Mourão; legalismo das Forças Armadas superestimado pelo governo; Getulio e Goulart: conceito de caudilhismo; eleições de 1962 no Clube Militar; apoio discreto da Cruzada Democrática ao general Magessi; preocupação em evitar a compulsória; proposta de Magessi a Goulart para continuar no Exército; proposta ignorada por Goulart; posições dúbias do general Paulo Torres; enfraquecimento do governo Goulart; uma soma de fatores militares, econômicos e políticos..................................256 a 340

5a Entrevista: Os casos de Hanna, Wachang e Amforp; pressões norte-americanas nas negociações da dívida; a visita de Robert Kennedy; a ITT; uma dívida externa de três bilhões de dólares; relações deterioradas com os Estados Unidos; a gestão Araújo Castro no Itamarati; Plano Trienal, ima forma de contemporização; estado de sítio; desprestígio para o governo; justificativas para a intervenção na Guanabara; a frente proposta por Santiago Dantas; intolerância de Brizola; efeitos da demissão de Carvalho Pinto do Ministério da Fazenda; alteração do calendário eleitoral à margem dos planos de Goulart; armas apreendidas em poder de grupos de direita; a crise do arroz na Guanabara; reações de Lacerda; atividades do general Idálio Sardenberg; espionagem dentro do palácio do governo; saldo comercial na Polônia; a termoelétrica de Capivari; posição do Diário de Notícias; parentesco do general Jair com o diretor daquele jornal; os militares e os sindicatos; episódio do palácio dos Metalúrgicos; Associação dos Marinheiros e Fuzileiros; suspeita sobre o cabo Anselmo; pressentimentos de Goulart; comportamento estranho do general Assis Brasil; a circular de Castelo Branco; promoção do general Orlando Geisel; encontro de Orlando Geisel com Goulart; denúncias de militares sobre preparativos de golpe; denúncia do cardeal Mota envolvendo atividades conspirativas de Ademar de Barros; reunião de Goulart com os generais; questão das promoções; generais legalistas em férias nos momentos da crise; impedidos de reassumir os comandos; adesão do general Dario Coelho em Curitiba; atividades de Cordeiro de Farias em São Paulo; tomada de posição de Kruel; ação de Vernon Walters junto à oficialidade brasileira; aumento do pessoal diplomático americano credenciado no Brasil; a CIA e o Peace Corps; funções específicas dos adidos militares; a almirantado em face das manifestações no palácio dos Metalúrgicos; reuniões no Clube Naval e Clube Militar; passeata dos marinheiros soltos; manifestações indevidas aos almirantes Suzano e Aragão; oficialidade naval preocupada com a generalização da indisciplina; dificuldades para o almirante Paulo Mário assumir o ministério; esforços de oficiais do exército para esvaziar o movimento dos marinheiros; adesão dos fuzileiros navais; intervenção do Exército; inatividade da Marinha censurada pelo general Âncora; teoria da guerra psicológica; homenagem dos sargentos no Automóvel Clube; Paulo Mário sem autoridade na Marinha; Goulart perdia apoio da oficialidade; apelo patético aos sargentos; guarda de Lacerda reforçada no Palácio Guanabara; esquema de operações armado pela Polícia Militar; medidas populares tomadas no comício de 13 de março; tensão na cidade antes do comício; ação da guerra psicológica; reação dos proprietários de terras; dificuldades do governo no Congresso; um PSD reticente e uma esquerda dividida; Arrais, Brizola e Julião; Campanha da Mulher pela Democracia; contatos militares de Goulart; conferência na ESG; disposição para resistir; reencontro com Goulart na Europa; preocupação de voltar ao Brasil; proposta para ficar confinado em São Borja; Goulart recusa a oferta; expectativa em torno do governo Geisel; opiniões sobre o encontro entre Goulart e Lacerda; formação da Frente Ampla; interesse em saber o ponto de vista dos amigos; a situação depois de 1o de abril; apresentação em Brasília dos oficiais do Gabinete Militar; ordem de regresso ao Rio; a primeira prisão; recusado no Forte de Copacabana; aceito no Forte do Leme; incomunicável na fortaleza de Santa Cruz; as limitações das prisões militares; a incomunicabilidade; o desconforto; as apreensões; transferência para Brasília; crença na normalização da situação; as cassações desfazem as ilusões; variações nas punições dos generais; o inquérito, em Brasília, do pessoal do Gabinete Militar a cargo do general Rafael de Sousa Aguiar; questões formuladas nos interrogatórios.............................340 a 435

6a Entrevista: missão Albino Silva em Havana; greve dos estudantes de Brasília; revolta dos sargentos; constituição de uma bateria de artilharia; possibilidades de ocupação do Palácio do Planalto; decisão de Goulart no sentido de resistir; efeitos negativos do depoimento de Assis Brasil; impossibilidade de reação; Ademar de Barros depois do golpe quis sublevar com ajuda de oficiais cassados; volta ao Rio; posto em liberdade; transferido para a reserva e reformado; dificuldades na vida civil; vencimentos reduzidos; emprego numa fábrica de formulários para computadores; pressões do Banco do Brasil sobre a empresa em que trabalhava; obrigado a demitir-se; uma herança em Mato Grosso; sem militância política depois de 1964; sobrevivência dos oficiais atingidos; objeções à Frente Ampla; relações dos cassados com os oficiais que continuaram na tropa; proibidos de entrar nos quartéis; incluído na mesma ação penal que envolveu Goulart; o relatório do procurador Décio Miranda; enquadramento na Lei de Segurança Nacional; acusado de ligações com Goulart; com a rebelião dos marinheiros e com a revolta dos sargentos; outros nomes arrolados no processo; falta de provas; um processo que nunca foi julgado; dificuldades para viajar; dificuldades para viajar; controle de passaportes; transtornos na vida de cassado; nunca pensou em exilar-se; situação da família; incluído nos planos do Pára-Sar; oficiais punidos escondiam sua condição de militar; escolha da carreira por vocação; exemplo do pai; outros militares na família; tendências profissionais dos irmãos; antecedentes dos pais; três anos no Paraguai; morava em Aracaju quando estourou a Revolução de 1930; posição do pai ao lado de Washington Luís; transferência para Corumbá após a Revolução; no comando da Escola Militar do Realengo; Colégio Pedro II; ingresso na Escola Militar em 1937; designação para Jaguarão (RS) e Campo Grande (RS); retraimento político dos cadetes; efeitos da Revolta de 1935; Tribunal de Segurança Nacional; lembrança dos camburões que transportavam presos políticos; leituras preferidas; influências em sua formação política; vida primitiva dos lavradores do interior; miséria e corrupção nas cidades italianas durante a Segunda Guerra Mundial; posição pró-aliada do pai; preocupação com as atitudes políticas do filho; acompanhava sua atuação no Clube Militar.........................................435 a 533
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