Paulo Richer

Entrevista

Paulo Richer

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor de energia elétrica: fase pré-operacional da Eletrobrás (1953 a 1962)", na vigência do convênio entre o CPDOC-FGV e o Centro da Memória da Eletricidade no Brasil (1987-88). Informações sobre o acervo produzido no contexto deste projeto podem ser obtidas em "Programa de História Oral da Memória da Eletricidade: catálogo de depoimentos" (Rio de Janeiro, Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, 1990). A escolha do entrevistado se justifica por ter feito parte do grupo de trabalho para a constituição da Eletrobrás e seu primeiro presidente.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Código: E142

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Ignez Cordeiro de Farias
Eduardo Raposo
Data: 2/2/1988 a 9/5/1988
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 10h20min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Paulo Richer
Formação: Engenharia Química. Especialização em Energia Atômica.
Atividade: Presidente do grupo de trabalho para a constituição da Eletrobrás; primeiro presidente da Eletrobrás (09/06/62 a 10/04/64).

Equipe

Levantamento de dados: Ignez Cordeiro de Farias;Eduardo Raposo;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Ignez Cordeiro de Farias;Eduardo Raposo;

Conferência da transcrição: Ignez Cordeiro de Farias;

Copidesque: Maria Izabel Penna Buarque de Almeida;Dora Rocha;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Ignez Cordeiro de Farias;

Temas

Código de Águas;
Crise de 1961;
Eletrobrás;
Empresas estatais;
Energia elétrica;
Energia nuclear;
Estatização;
Formação profissional;
Furnas Centrais Elétricas;
Golpe de 1964;
Hidrelétricas;
Juscelino Kubitschek;
Leonel Brizola;
Light Serviços de Eletricidade;
Ministério das Minas e Energia;
Parlamentarismo;
Paulo Richer;
Planos econômicos;
Política energética;
Privatização;
Química;
San Tiago Dantas;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);

Sumário

1a Entrevista: Avô paterno francês; vinda para o Brasil e vida profissional; família; infância em Minas Gerais; influência francesa na formação; estudos em Minas Gerais; formação religiosa; escolha da carreira; importância dos técnicos na indústria; vida no interior X vida no Rio de Janeiro; crescimento do autoritarismo durante a Segunda Guerra Mundial; política em Minas Gerais, especialmente em Visconde do Rio Branco; Arthur Bernardes; tendência política da família; União Democrática Nacional (UDN) e Partido Social Democrático (PSD); política estudantil; a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE); elitismo na Escola Nacional de Química; como estudante na Escola Nacional de Química e como professor em cursos de preparação para o vestibular; colegas e professores da Escola Nacional de Química; viagem à Argentina (1948); início da vida profissional; casamento (1954); multinacionais: objetivos, manifestações ideológicas dos executivos, interferências políticas; convite feito pelo vice-presidente João Goulart para trabalhar junto aos institutos previdenciários; no Iapetec (1956); curso no Instituto de Energia Atômica (São Paulo, 1957); o presidente Juscelino Kubitschek e a energia nuclear; Orquima, Augusto Frederico Schmidt e a prospecção de elementos radiativos; o problema da energia nuclear no Brasil; interesses envolvidos no plano nuclear brasileiro; o almirante Álvaro Alberto; entrada no campo da administração; curso de análise e avaliação de petróleo.

2a Entrevista: Laços de parentesco com João Goulart e Leonel Brizola; a questão da energia no Rio Grande do Sul no governo Brizola; energia nuclear no Brasil; Noé de Freitas e a eletrificação do Rio Grande do Sul; ligações cm Santiago Dantas e campanha política em Minas Gerais (1960); renúncia do presidente Jânio Quadros e conseqüente crise política (1961); Leonel Brizola e os militares na crise de 1961; Leonel Brizola, Ildo Meneghetti e Euclides Triches na política gaúcha; Leonel Brizola e a prefeitura de Porto Alegre; crise política de 1955; a UDN e as Forças Armadas; importância do PSD na crise de 1961; partidos e políticos no Brasil; ministério João Goulart durante o regime parlamentarista; parlamentarismo X presidencialismo; Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); Santiago Dantas; partidos políticos brasileiros, seus agentes e suas mensagens; energia elétrica na década de 50: a Light e a cláusula-ouro, a remuneração do investimento e o Código de Águas; ligações da Light e da Amforp com o poder; corpo jurídico das concessionárias estrangeiras; Light, Amforp e a questão do tombamento; Juarez Távora, o Código de Águas e o Código de Mineração; Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF); a Light em São Paulo e no Rio de Janeiro; a Light como acionista de Furnas e da Companhia Hidro Elétrica do Vale do Paraíba (Chevap); a emenda Hicken Looper; desenvolvimento da agricultura X industrialização; debates entre as corrente privatistas e nacionalistas; primeiro contato com Gabriel Passos (1961); mensagens regulando o setor de energia enviadas ao Congresso durante o segundo governo Vargas; transformações na lei que criou a Eletrobrás; a Campanha do Petróleo; Gabriel Passos e sua escolha para ministro das Minas e Energia; o homem público no Brasil.

3a Entrevista: O setor elétrico no Brasil em 1961; convite feito para o ministro Gabriel Passos para estudar o setor elétrico e presidir o Grupo de Trabalho para Constituição da Eletrobrás; grupos contrários à criação da Eletrobrás; as empresas do governo e a livre iniciativa; a Divisão de Águas e o Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE); Furnas; a questão dos racionamentos de energia elétrica; privatização X estatização; entrevistas com pessoas ligadas ao setor elétrico dadas ao Grupo de Trabalho para a Constituição da Eletrobrás; a questão da tarifa única; mudança da presidência da Eletrobrás com a Revolução de 1964; o general Costa e Silva no Ministério das Minas e Energia e a nomeação do general Varonil Albuquerque Lima para presidente da Eletrobrás (1964); eleição de Castelo Branco para presidente da República e nomeação de Mauro Thibau para ministro das Minas e Energia; conversa com Mauro Thibau em Belo Horizonte (abril de 1964); saída da Eletrobrás e ida para as Centrais Elétricas de Urubupungá S/A - Celusa (1964); a necessidade de organização da empresa pública e o cuidado com o planejamento na administração pública.

4a Entrevista: Rigor na administração da Eletrobrás; oposição à Eletrobrás em 1964: governos estaduais, UDN, empresas de eletricidade e imprensa; o comício do dia 13 de março de 1964 e a Eletrobrás; participação da Eletrobrás no capital volante das empresas associadas; a Revolução de 1964 e o general Varonil de Albuquerque Lima no comando da Eletrobrás; o general Varonil na presidência da Chevap; exoneração da presidência da Eletrobrás (1964); comissão de sindicância na Eletrobrás (1964); a questão da compra de termelétricas polonesas; demissão dos cargos públicos e entrada na livre iniciativa; criação da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) em 1963; demissões e contratações na Eletrobrás na gestão do general Varonil de Albuquerque Lima ; eleição de Castelo Branco, escolha do ministro Mauro Thibau e constituição das novas diretorias das empresas estatais; nomeação de Otávio Marcondes Ferraz para a presidência de Eletrobrás (1964); extinção da Chevap; diferenças básicas entre as holdings Petrobrás e Eletrobrás; a organização da Eletrobrás e a primeira diretoria; o Grupo de Trabalho para a Constituição da Eletrobrás (1962); problemas advindos do crescimento do número de funcionários nas estatais; as estatais e o déficit público; os salário nas empresas estatais e dos membros do governo; como presidente da Eletrobrás: tipo de administração, administração financeira, integração com as empresas estaduais; a questão de Sete Quedas; as concessões; o Comitê Coordenador de Estudos Energéticos da Região Centro-Sul; a Divisão de Águas do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE) e as tarifas de energia; a lei de criação da Eltrobrás, as alterações e vetos; recursos administrados pela Eletrobrás; BNDE e Eletrobrás; a Eletrobrás, as concessionárias e as empresas controladas; a UDN (Bossa Nova Nacionalista X entreguistas) e a Eletrobrás; necessidade de modernização da estrutura administrativa; seriedade na administração pública; recursos a fundo perdido utilizados para o desenvolvimento de determinadas regiões.

5a Entrevista: Interesses da Central Elétrica de Furnas no aproveitamento de Sete Quedas; escolha do escritório OMF, de Otávio Marcondes Ferraz, para fazer um estudo da barragem de Sete Quedas; o projeto de Marcondes Ferraz e conseqüentes problemas políticos; grupo de trabalho organizado para examinar alternativas para o projeto de Sete Quedas; NOMEAÇÃO DE Mário Lopes Leão para presidente do grupo de trabalho de Sete Quedas; vinda de técnicos da União Soviética para estudar o projeto de Sete Quedas; viagem à Argentina para estudar o modelo matemático do rio da Prata (1967); Itaipu Binacional: problemas técnicos e políticos; opção pela construção de grandes usinas no Brasil; papel das grandes empreiteiras no setor de energia elétrica; importância do Instituto de Engenharia de São Paulo; a energia elétrica e o desenvolvimento paulista; empresas estrangeiras de energia elétrica, Código de Águas, tombamento e questão tarifária; causas e conseqüências dos racionamentos de energia elétrica; tarifas e inflação; a produção de energia pelo Estado nas décadas de 50 e 60; a Comissão de Nacionalização das Empresas de Serviço Público (Conesp); energia elétrica como fator de desenvolvimento do Nordeste; a livre iniciativa no Brasil; privatização X estatização; diretor comercial da Celusa (1964); convite para trabalhar na Camargo Correia S/A (1964); carreira na Camargo Correia S/A; membro do Grupo de Assessoria e Planejamento (GAP/P) do prefeito de São Paulo (1979-80); consultor da Fundação Getulio Vargas em projetos especiais para a Central do Brasil (1979-80); ligações com Aureliano Chaves; convite para secretário-geral do Ministério das Minas e Energia; no Ministério das Minas e Energia (1985-87); empresas e órgão que compõem o Ministério das Minas e Energia; a Sest e o ministério; o subsídio ao álcool; a questão da possível divisão em Ministério das Minas e Ministério da Energia; comparação entre livre iniciativa e governo; a questão do gás natural; Plano Cruzado, Plano Bresser, URP e inflação; o problema da necessidade de demissões no serviço público; necessidade de planejamento a longo prazo; Brasília.
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