Roberto Saturnino Braga I

Entrevista

Roberto Saturnino Braga I

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e Desempenho das Elites Políticas Brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde sua criação, em 1975. Ela se insere no conjunto de depoimentos sobre a história política da cidade e do estado do Rio de Janeiro. O entrevistado foi escolhido pelo fato de, como senador pelo Rio de Janeiro, poder informar sobre algumas questões político-parlamentares fluminenses.
Forma de Consulta:
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Marieta de Moraes Ferreira
Mário Grynszpan
Data: 15/7/1992 a 28/7/1992
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 10h10min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Roberto Saturnino Braga
Nascimento: 13/9/1931; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Escola Nacional de Engenharia; Instituto Superior de Estudos Brasileiros - Iseb; curso de extensão sobre o Desenvolvimento Econômico pela Comissão Econômica para a América Latina - Cepal
Atividade: Deputado federal RJ (1963-67); senador RJ (1975-85); prefeito do Rio de Janeiro (1986-89); vereador RJ (1993-97); senador RJ (1999- ). Trabalhou no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico.

Equipe

Levantamento de dados: Marieta de Moraes Ferreira;Mário Grynszpan;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Marieta de Moraes Ferreira;Mário Grynszpan;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Nara Maria Carlos Santana;

Temas

Administração municipal;
Aliança Renovadora Nacional;
Atuação parlamentar;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico;
Bipartidarismo;
Brizolismo;
Câmara Municipal;
Chagas Freitas;
Diretas já (1984);
Distensão política (1974-1979);
Economia;
Ernâni do Amaral Peixoto;
Formação profissional;
Francisco Saturnino Braga;
Fusão Rio de Janeiro - Guanabara (1975);
Golpe de 1964;
Governo Ernesto Geisel (1974-1979);
Governo estadual;
Governo João Figueiredo (1979-1985);
Governo municipal;
Leonel Brizola;
Movimento Democrático Brasileiro;
Parlamentarismo;
Partido Democrático Trabalhista - PDT;
Partido do Movimento Democrático Brasileiro - PMDB;
Partido Socialista Brasileiro - PSB;
Planos econômicos;
Política estadual;
Política partidária;
Reformas de base;
Rio de Janeiro (estado);
Roberto Saturnino Braga;
Senado Federal;

Sumário

1ª Entrevista: 15.07.1992
Fita 1-A: Origens familiares; assentamento familiar na região de Campos a partir de fins do século XIX; atividades econômicas da família: a atuação política de Ramiro Braga, seu avô; a política da região de Campos na Primeira República; formação escolar; carreira política de seu pai Francisco Saturnino; atuação como técnico do DER no Estado do Rio de Janeiro; candidatura a Deputado Federal pelo PSD em 1950; atuação política ligada às questão de transportes.

Fita 1-B: As bases políticas de Francisco Saturnino no sul do Estado do Rio; as relações político-eleitorais entre deputados e chefes locais: as relações de seu pai com Amaral Peixoto; a crise do PSD e ascensão do PTB fluminense; a derrota na eleição para o Senado Federal pelo PSD em 1962; assessor parlamentar na Casa Civil de João Goulart; concepções religiosas e vida cultural; relações pessoais.

Fita 2-A: Infância e influência da cultura francesa; ingresso na Faculdade de Engenharia e os contatos com grupos ligados ao PC; casamento em 1955; viagem à Europa e aos países do leste europeu; atividades profissionais na Fábrica de Alcalis em Cabo Frio e concurso para o BNDE; o aprendizado político com o pai e o contato com os chefes políticos; a opção pelo PSB e a militância política na baixada; a campanha para deputado federal.

Fita 2-B: As articulações políticas no Estado do Rio de Janeiro; as preocupações políticas com as questões nacionais; avaliação política sobre o Estado do Rio de Janeiro; o curso no ISEB; interesse pelas discussões econômicas; a candidatura e a campanha de 1962; a candidatura de Tenório Cavalcanti e a coligação com o PSB; a falta de apoio partidário a sua candidatura e transferência do eleitorado do pai.


2ª Entrevista: 21.07.1992
Fita 3-A: A esposa; o irmão; a opção pela política: influência do pai, Francisco Saturnino Braga; o contato com setores de esquerda; a campanha de 1962 para a Câmara Federal; a Baixada Fluminense; o início da carreira parlamentar; os anos 60; Jango e as reformas de base; Leonel Brizola.

Fita 3-B: Leonel Brizola: sua atuação nos anos 60; as pressões populares pelas reformas de base; a mobilização camponesa do início da década de 60; o golpe de 64; ameaças de cassação; a baixada fluminense no Congresso; intervenção no governo do Estado do Rio; o AI 2 e a criação do MDB; a consolidação de Castelo Branco.

Fita 4-A: As escolhas partidárias após o AI 2; Amaral Peixoto: o golpe de 64 e a opção pelo MDB; a ARENA fluminense; MDB: criação, direção e resistência democrárica; a CPI do acordo Time-Life; a impugnação da candidatura à reeleição em 1966; as eleições de 1966; o retorno ao BNDE.

Fita 4-B: Militarização do BNDE no pós-64; passagem pela consultoria de transportes; o BNDE na direção Marcos Viana: maior liberdade de atuação, investimento na indústria de bens de capital, prioridade para projetos sociais; o retorno à política em 1974; o MDB e as eleições de 1970; a tradição oposicionista do Rio de Janeiro; a vitória de Carlos Lacerda em 1960; as eleições de 1974: candidatura ao Senado, campanha, papel da televisão; a fusão dos estados do Rio e da Guanabara.

Fita 5-A: A representação política do novo Estado do Rio; avaliação da fusão; o equilíbrio de forças no novo estado: Chagas Freitas, Amaral Peixoto e o novo MDB Fluminense; o peso relativo das questão regionais e das nacionais no trabalho parlamentar; as eleições de 1978: o acordo Chagas Freitas/Amaral Peixoto; o avanço do chaguismo; Amaral Peixoto, senador biônico.


3ª Entrevista: 23.07.1992
Fita 5-B: Concepções sobre o sentido da fusão e a decadência do Estado do Rio de Janeiro; limites do caráter oposicionista da Guanabara e do Estado do Rio de Janeiro; a atuação da bancada do novo Estado do Rio e a relação dos problemas locais; o problema da dotação orçamentária do novo estado e dos incentivos fiscais; a questão da estadualização da Light; exercício parlamentar oposicionista em um período de governo autoritário; o comportamento dos deputados "cariocas" na bancada do novo estado; a posição do novo estado no conjunto da federação.

Fita 6-A: A presença de deputados chaguistas na Câmara e a importância do controle de Chagas sobre os diretórios; a relação entre os parlamentares do MDB chaguista e do MDB "autêntico"; a distribuição dos recursos financeiros pós-fusão entre Cidade e Estado do Rio; a articulação para a candidatura ao Senado em 1974; balanço sobre sua trajetória marcada por atitudes discutíveis e por sua postura auto-denominada "quixotesca"; o prestígio granjeado após a eleição para o Senado em 1974 e sua indicação para a vice-presidência da executiva nacional do MDB; as principais temáticas de seus discursos parlamentares; o MDB e suas bandeiras: a redemocratização e a crítica à política econômica; relações com a executiva do MDB; a decisão da executiva pelo afastamento de Chagas Freitas do partido.

Fita 6-B: O acordo Chagas-Amaral; a dinâmica decisória dentro do partido; a força local de Chagas no MDB da Guanabara e a atuação e liderança de Amaral Peixoto na esfera nacional do partido; a inexpressividade de Chagas como deputado; a atuação como porta-voz do partido no Senado; concepções sobre o governo Geisel e a política de distensão; críticas do grupo "autêntico" à sua posição "conciliatória"; suas idéias sobre a relação entre forças armadas e política e a posição dos militares no cenário político nacional; os retrocessos políticos de 1976 e o descontentamento com os limites da distensão da era Geisel; a repercussão do sequestro de Dom Adriano Hipólito.

Fita 7-A: A não-identificação com o "grupo autêntico"; auto-definição como politicamente moderado e economicamente socializante; sua interpretação sobre as forças políticas determinantes da dinâmica pós-1964; relações com Petrônio Portela e o sentido da Missão Portela; a articulação de um projeto para a presidência civil pós-Geisel; a candidatura Figueiredo e a difícil conciliação da "linha-dura" militar; as antigas relacões com Amaral Peixoto; as relações de Tancredo Neves com elementos do governo do SNI; a frente pró-Euler Bentes.

Fita 7-B: A imagem negativa da candidatura Figueiredo; as etapas da redemocratização cumpridas por Figueiredo; o acordo Chagas-Amaral e isolamento após o afastamento de Amaral Peixoto; fim do bipartidarismo: a formação do PMDB nacional e a saída de Tancredo rumo ao PP; o descumprimento do acordo Chagas-Amaral.


4ª Entrevista: 28.07.1992
Fita 7-B: O fim do bipartidarismo: a formação do PMDB fluminense; candidatura Roberto Saturnino Braga ao governo estadual; a situação do PMDB nacional; a igreja no Estado do Rio.

Fita 8-A: O PMDB e o probelma das frentes políticas; reações aos atentados de direita; o PMDB e os militares; o peso da seção fluminense no PMDB nacional; a incorporação do PP ao PMDB; a opção pelo PDT.

Fita 8-B: A opção pelo PDT; as questões políticas regionais e as opções partidárias; a campanha de 1982 ao Senado; a participação da militância pedetista nos processos eleitorais; Brizola e a desmontagem da máquina chaguista; o sucesso do PDT nas eleições de 1982.

Fita 9-A: As eleições de 1982 para o governo fluminense; Miro Teixeira e o chaguismo; o caso Proconsult; Brizola e Figueiredo; a campanha das eleições diretas; lideranças e estilo da atuação política de Brizola; o Congresso e a opinião pública; a eleição de Tancredo Neves para a presidência da República; chaguista do PDT.

Fita 9-B: O estilo de liderança brizolista; a candidatura de Roberto Saturnino Braga à prefeitura do Rio de Janeiro em 1986; formação do secretariado municipal e atritos com Brizola; a criação dos conselhos governo/comunidade e as reações da Câmara dos Vereadores e as associações de moradores; as resistências do PDT ao vice-prefeito Jó Resende; o Plano Cruzado, as dificuldades de arrecadação da prefeitura e os problemas com Brizola.

Fita 10-A: Os choques entre Roberto Saturnino Braga e Leonel Brizola: a questão do IPTU; o problema do reajuste do funcionalismo municipal; contratações na prefeitura; a declaração de falência da prefeitura; as relações com Moreira Franco e com Rafael de Almeida Magalhães; o rompimento com Brizola.

Fita 10-B: Os pólos de desenvolvimento econômico; a Frente Rio e as eleições de 1988; as críticas à administração de Saturnino Braga na prefeitura do Rio; diferenças em relação à administração Marcelo Alencar; efeitos da fusão sobre a cidade do Rio de Janeiro; os conflitos Legislativo X Executivo; a questão do parlamentarismo; o Plano Cruzado; a questão da segurança no Rio de Janeiro; as eleições de 1986 para o governo fluminense; a vida após a saída da prefeitura; as eleições municipais de 1992 e o retorno à política; perspectivas para o Rio de Janeiro.

Fita 11-A: Desenvolvimento político e cultural como saída para a crise do Rio de Janeiro; projetos para a atuação na Câmara dos Vereadores; visão da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.
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