Sérgio Miceli Pessôa de Barros

Entrevista

Sérgio Miceli Pessôa de Barros

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Helena Maria Bousquet Bomeny
Data: 10/2/2012
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h5min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Sérgio Miceli Pessôa de Barros
Formação: Graduação em Ciências Políticas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1967), mestrado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (1971), doutorado em Sociologia - Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (1978) e doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1978).
Atividade: Professor titular da Universidade de São Paulo (USP), editor da Revista Tempo Social.

Equipe


Transcrição: Jonas Dias da Conceição;

Conferência da transcrição: Gabriela Mayall;

Técnico Gravação: Bernardo de Paola Bortolotti Faria;

Sumário: Paula Moura;

Temas

Atividade acadêmica;
Carreira acadêmica;
Ciências Sociais;
Cultura;
Ditadura;
Editoração;
Editoras;
Educação;
Europa;
Família;
Financiadora de Estudos e Projetos;
Florestan Fernandes;
França;
Fundação Ford;
Fundação Getulio Vargas;
História;
Intelectuais;
Língua portuguesa;
Magistério;
Movimento estudantil;
Obras de referência;
Participação política;
Pesquisa científica e tecnológica;
Pierre Bourdieu ;
Política;
Pontifícia Universidade Católica;
Pós - graduação;
Professores estrangeiros;
Regime militar;
São Paulo;
Sociologia;
Teatro;
Universidade de São Paulo;

Sumário

Entrevista: 10.02.2012

A influência da família materna em sua formação; o projeto do tio (Armando Miceli) em proporcionar sua educação nos melhores colégios do Rio de Janeiro; o período interno no Colégio São Bento; a idéia de ingressar no Itamaraty durante o ginásio; a inscrição no curso de Sociologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio); o ingresso na universidade em 1964; a participação em movimentos estudantis; o envolvimento com o teatro; a fundação do Teatro Repertório; a bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para pós-graduação em São Paulo; a dificuldade em negociar o tema de sua dissertação com os professores; o contato com Florestan Fernandes; a inscrição para doutorado na Universidade de São Paulo (USP) e a bolsa de estudos na Europa; o pedido de orientação para doutoramento com Pierre Bourdieu; a chegada na França; a proposta para publicação dos livros de Bourdieu no Brasil; a defesa da tese de doutorado; a amizade com Bourdieu; o início da carreira profissional em São Paulo como docente na Fundação Getúlio Vargas; a vida em São Paulo e a experiência de estudar na USP; a ida para Universidade de Campinas em 1984; o convite para lecionar na USP em 1988; a cultura universitária da Unicamp e da USP; a criação de institutos e associações de Ciências Sociais como alternativa às limitações da pesquisa em universidades públicas, na época da ditadura; a resistência aos institutos de pesquisa fora da universidade; a criação e o funcionamento do Instituto de Estudos Econômicos, Sociais e Políticos (IDESP); a falta de interesse nos projetos de Ciência Política e pesquisa eleitoral financiados pela Fundação Ford; o projeto de História das Ciências Sociais pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP); a adaptação da Fundação Ford ao Brasil; o embate de representações entre formas de financiamento e formas autorais de pesquisa; a redefinição do trabalho intelectual nas Ciências Sociais; a sustentação das Ciências Sociais pelas redes de financiamento do regime ditatorial; o projeto“Desilusão Americana”; o projeto e o processo de análise sobre a História da Fundação Ford; histórico do IDESP e seu fechamento após chamada para a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos; a importância da experiência com Bourdieu; o período de vivência na França; o contato com pesquisadores estrangeiros na École Normale Supérieure, na França; o desafio de produzir textos no ambiente acadêmico francês; a relação de Bourdieu com os estudantes; a experiência universitária nos Estados Unidos; o paralelo entre a cultura universitária norte-americana e francesa; o magistério e seu método de ensino; a atividade de orientação e a relação com estudantes de pós-graduação; o fascínio pela área editorial; a experiência como editor de revistas; a publicação da antologia de Bourdieu e Marcel Mauss na Editora Perspectiva; a experiência como diretor da editora da USP; a má interpretação do seu trabalho sobre a relação dos intelectuais com o poder; as condições sociais de emergência da vida intelectual no país; a aparente autonomização da vida intelectual em um contexto de não independência; a impossibilidade de um trabalho intelectual independente no mundo moderno; a importância da defesa da língua portuguesa como suporte expressivo das Ciências Sociais feita no Brasil; a tradição ensaística nas Ciências Sociais brasileira em paralelo à tradição historiográfica portuguesa; a internacionalização das Ciências Sociais; os cursos teóricos na pós-graduação com Ruy Fausto e Bento Prado; o curso de Análises de Estéticas Contemporâneas com Antônio Cândido; a avaliação do curso de Ciências Sociais da USP; o paralelo com o curso de história; a importância de uma formação teórica básica.
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