Afrânio Coutinho

Entrevista

Afrânio Coutinho

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e Desempenho das Elites Políticas Brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde sua criação, em 1975. Está inserida no estudo "História da sociologia no Brasil", projeto da pesquisadora Lúcia Lippi Oliveira, aqui explorando as relações com a literatura. A escolha do entrevistado se justificou pela amizade com o sociólogo Guerreiro Ramos. O estudo resultou no livro "A sociologia do Guerreiro" (Rio de Janeiro, UFRJ, 1995), de autoria de Lúcia Lippi Oliveira.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: OLIVEIRA, Lúcia Lippi. "A sociologia do Guerreiro". Rio de Janeiro, UFRJ, 1995.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Lúcia Lippi Oliveira
Vera Feijó
Data: 27/3/1987 a 3/4/1987
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 3h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Afrânio dos Santos Coutinho
Nascimento: 15/3/1911; Salvador; BA; Brasil;

Falecimento: 5/8/2000; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Faculdade de Medicina.
Atividade: Redator-Secretário da Revista Seleções Readers Digest; fundador da cadeira de Teoria e Técnica Literária na Faculdade de Filosofia do Instituto Lafayette; diretor da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Equipe

Levantamento de dados: Lúcia Lippi Oliveira;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Lúcia Lippi Oliveira;

Transcrição:  ;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Claudia Peçanha da Trindade;

Temas

Academia Brasileira de Letras;
Afrânio Coutinho;
Alceu Amoroso Lima;
Anísio Teixeira;
Arte;
Casamento;
Colégio Pedro II;
Estados Unidos da América;
Faculdade de Medicina da Bahia;
Fascismo;
Integralismo;
Jacques Maritain;
Jornalismo;
Literatura;
Machado de Assis;
Modernismo;
Otávio Mangabeira;
Pensamento católico;
Política internacional;
Revolução de 1930;

Sumário

1ª Entrevista: 07/03/1987

Fita 1-A: Origens familiares; a vida do pai na Bahia; comentários sobre a livraria Catilina; menção à ascensão financeira do pai; os primeiros estudos; a qualidade dos estudos no colégio dos irmãos Maristas; a escolha do curso de Medicina; a importância da Faculdade de Medicina da Bahia; o rigor no exame de ingresso na faculdade; o interesse pela literatura; a influência dos padres jesuítas; o ambiente intelectual na faculdade; os grupos literários e o surgimento do movimento modernista, na Bahia (1926); as características do movimento modernista baiano.

Fita 1-B: O desinteresse do entrevistado pela política; lembranças sobre a revolução de 1930; o gosto pela leitura; o emprego como bibliotecário; a leitura de livros estrangeiros; a amizade com Eugênio Gomes e sua influência sobre o entrevistado; menção aos estudos sobre o personalismo francês e sobre o humanismo de Jacques Maritain; menção à literatura inglesa; a leitura do Barroco, em sua visita aos Estados Unidos; o contato com Frízia Santiago; a experiência no magistério.

Fita 2-A: O impacto da Revolução de 1930 sobre o país; as influências ideológicas européias no Brasil após a Revolução de 1930: as linhas de esquerda e de direita; a indiferença do entrevistado a essas tendências; a experiência com o jornalismo; a experiência no jornal O Diário de Notícias; o combate ao integralismo e ao fascismo através de seus artigos; a ligação com o pensamento católico; a influência de Alceu Amoroso Lima; menção ao contato com Afrânio Peixoto; breves comentários sobre Jackson de Figueiredo; o contato com o grupo modernista do Rio de Janeiro; longos comentários sobre Anísio Teixeira, e sua ligação com o entrevistado.

Fita 2-B: As linhagens literárias da Bahia; o interresse por Machado de Assis; os estudos sobre crítica literária; a falta de aceitação a Machado de Assis no país até 1939; a publicação do livro sobre a filosofia de Machado de Assis; comentários sobre o primeiro casamento; a falta de interesse por diversão; a convivência com a família da primeira esposa; a formação escolar da primeira esposa.


2ª Entrevista: 03/04/87

Fita 3-A: O interesse pelos estudos; comentários sobre Otávio Mangabeira; os exílios de Mangabeira; a experiência nos Estados Unidos: o primeiro emprego, o interesse por política internacional, os cursos, o relacionamento com outros brasileiros, sobretudo com Otávio Mangabeira, a experiência com o jornalismo; opinião sobre o modo de vida nos EUA; o contato com Jacques Maritain e outros exilados europeus nos EUA.

Fita 3-B: O contato com outros exilados europeus nos EUA (continuação); breve comentário sobre Jacques Maritain; comentários sobre os professores; o curso sobre Hamlet; o esgotamento da crítica literária e o movimento de renovação da crítica: o contato do entrevistado com o formalismo eslavo e com o new critices anglo-americano; os estudos sobre a revisão do conceito de literatura do século XVII; o concurso para o Colégio Pedro II; longos comentários sobre o Barroco; a leitura tomista dos jesuítas; o domínio do Barroco no Brasil; a não-filiação do entrevistado a grupos literários.

Fita 4-A: A vida literária no Brasil; a receptividade do entrevistado pelos grupos literários brasileiros após seu retorno dos EUA; a paulatina aceitação do entrevistado pelos meios literários; o trabalho como secretário particular de Simões Filho; a gratidão aos amigos; as relações com Afrânio Peixoto; o ingresso no INEP; a idéia da organização da literatura brasileira; a biblioteca luso-brasileira; a admiração pela Academia Brasileira de Letras (ABL); as várias candidaturas do entrevistado à ABL; o papel e a importância da ABL.

Fita 4-B: Comentários sobre a realização da próxima sessão da entrevista (que não se realizou).Fita 1-A: Origens familiares; a vida do pai na Bahia; comentários sobre a livraria Catilina; menção à ascensão financeira do pai; os primeiros estudos; a qualidade dos estudos no colégio dos irmãos Maristas; a escolha do curso de Medicina; a importância da Faculdade de Medicina da Bahia; o rigor no exame de ingresso na faculdade; o interesse pela literatura; a influência dos padres jesuítas; o ambiente intelectual na faculdade; os grupos literários e o surgimento do movimento modernista, na Bahia (1926); as características do movimento modernista baiano.

Fita 1-B: O desinteresse do entrevistado pela política; lembranças sobre a revolução de 1930; o gosto pela leitura; o emprego como bibliotecário; a leitura de livros estrangeiros; a amizade com Eugênio Gomes e sua influência sobre o entrevistado; menção aos estudos sobre o personalismo francês e sobre o humanismo de Jacques Maritain; menção à literatura inglesa; a leitura do Barroco, em sua visita aos Estados Unidos; o contato com Frízia Santiago; a experiência no magistério.

Fita 2-A: O impacto da Revolução de 1930 sobre o país; as influências ideológicas européias no Brasil após a Revolução de 1930: as linhas de esquerda e de direita; a indiferença do entrevistado a essas tendências; a experiência com o jornalismo; a experiência no jornal O Diário de Notícias; o combate ao integralismo e ao fascismo através de seus artigos; a ligação com o pensamento católico; a influência de Alceu Amoroso Lima; menção ao contato com Afrânio Peixoto; breves comentários sobre Jackson de Figueiredo; o contato com o grupo modernista do Rio de Janeiro; longos comentários sobre Anísio Teixeira, e sua ligação com o entrevistado.

Fita 2-B: As linhagens literárias da Bahia; o interesse por Machado de Assis; os estudos sobre crítica literária; a falta de aceitação a Machado de Assis no país até 1939; a publicação do livro sobre a filosofia de Machado de Assis; comentários sobre o primeiro casamento; a falta de interesse por diversão; a convivência com a família da primeira esposa; a formação escolar da primeira esposa.


2ª Entrevista: 03/04/87

Fita 3-A: O interesse pelos estudos; comentários sobre Otávio Mangabeira; os exílios de Mangabeira; a experiência nos Estados Unidos: o primeiro emprego, o interesse por política internacional, os cursos, o relacionamento com outros brasileiros, sobretudo com Otávio Mangabeira, a experiência com o jornalismo; opinião sobre o modo de vida nos EUA; o contato com Jacques Maritain e outros exilados europeus nos EUA.

Fita 3-B: O contato com outros exilados europeus nos EUA (continuação); breve comentário sobre Jacques Maritain; comentários sobre os professores; o curso sobre Hamlet; o esgotamento da crítica literária e o movimento de renovação da crítica: o contato do entrevistado com o formalismo eslavo e com o new criticism anglo-americano; os estudos sobre a revisão do conceito de literatura do século XVII; o concurso para o Colégio Pedro II; longos comentários sobre o Barroco; a leitura tomista dos jesuítas; o domínio do Barroco no Brasil; a não-filiação do entrevistado a grupos literários.

Fita 4-A: A vida literária no Brasil; a receptividade do entrevistado pelos grupos literários brasileiros após seu retorno dos EUA; a paulatina aceitação do entrevistado pelos meios literários; o trabalho como secretário particular de Simões Filho; a gratidão aos amigos; as relações com Afrânio Peixoto; o ingresso no INEP; a idéia da organização da literatura brasileira; a biblioteca luso-brasileira; a admiração pela Academia Brasileira de Letras (ABL); as várias candidaturas do entrevistado à ABL; o papel e a importância da ABL.

Fita 4-B: Comentários sobre a realização da próxima sessão da entrevista (o que não se realizou).

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