Almir de Castro

Entrevista

Almir de Castro

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "HISTÓRIA da ciência no Brasil: acervo de depoimentos" / Apresentação de Simon Schwartzman. Rio de Janeiro: Finep, 1984. Foi publicada no livro CAPES, 50 anos: depoimentos ao CPDOC/FGV/ Organizadoras: Marieta de Moraes Ferreira & Regina da Luz Moreira. Brasília,DF.: CAPES, 2002. 343p.il. Esta entrevista está disponível para consulta na Estante Virtual: clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: CAPES, 50 anos: depoimentos ao CPDOC/FGV/ Organizadoras: Marieta de Moraes Ferreira & Regina da Luz Moreira. Brasília,DF.: CAPES, 2002. 343p.il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Clara Mariani
Ricardo Guedes Pinto
Simon Schwartzman
Data: 4/4/1977 a 7/4/1977
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 4h0min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Almir Godofredo de Almeida e Castro
Nascimento: 4/12/1910; Salvador; BA; Brasil;

Formação: Medicina pela Faculdade de Medicina da antiga Universidade do Brasil (1931); Mestre em Ciências pela Universidade Johns Hopkins (1941).
Atividade: Foi professor assistente da cadeira de medicina tropical da faculdade (1931); freqüentou o curso de aplicação do Instituto Oswaldo Cruz e o curso de saúde pública do Departamento Nacional de Saúde (1932-1935); lecionou nos cursos de pós-graduados Do Departamento Nacional de Saúde (1938-1945); dirigiu o serviço nacional de peste do Ministério De Educação e Saúde (1942-1954); foi diretor-executivo da Capes (1954); foi vice-presidente do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura (Ibecc) (1962-1963) e do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) (1963-1964); assumiu a vice-reitoria da Universidade de Brasília (1964-1965); foi diretor-executivo adjunto do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro (1965-1967); tornou-se consultor-geral e diretor da Sociedade Brasileira de Instrução (Faculdades Cândido Mendes) (1967).

Equipe


Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Patrícia Campos de Sousa;

Temas

Almir de Castro;
Anísio Teixeira;
Biologia;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Carlos Chagas;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Cooperação científica e tecnológica;
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior;
Darcy Ribeiro;
Departamento Nacional de Saúde;
Desenvolvimentismo;
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Ensino profissionalizante;
Ensino secundário;
Ensino superior;
Evandro Chagas;
Faculdade Nacional de Filosofia;
Faculdade Nacional de Medicina;
Governos militares (1964-1985);
Guilherme Guinle;
História da ciência;
Instituições científicas;
Ministério da Educação e Saúde;
Perseguição política;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política econômica;
Política educacional;
Pós - graduação;
Região Nordeste;
Saúde pública;
Universidade de Brasília;
Universidade do Distrito Federal;
Universidade Federal do Rio de Janeiro;

Sumário

1ª entrevista: 04.04.1977
Fita 1: o desenvolvimento da ciência no Brasil; o curso de aplicação do Instituto Osvaldo Cruz; a experiência como diretor da CAPES e do Serviço Nacional de Peste do Ministério de Educação e Saúde: o contato com cientistas e universidades de todo o país; a criação da CAPES; sua orientação inicial: o treinamento de docentes nos "centros de excelência" nacionais, as áreas prioritárias de atendimento; a organização interna e a equipe da CAPES; as relações da CAPES com o CNPq; os recursos e as atribuições desses organismos; o intercâmbio com instituições estrangeiras de amparo à pesquisa; os auxílios e as bolsas da CAPES; a seleção dos bolsistas; o "mito desenvolvimentista" e as estratégias para a universidade brasileira: as orientações de Anísio Teixeira e de Almir de Castro; a massificação do ensino universitário no Brasil e a importância da diversificação qualitativa das profissões; a orientação da CAPES: o programa de treinamento dos quadros docentes, o incentivo à vinculação do ensino à pesquisa, a seleção dos bolsistas; o freqüente divórcio entre as linhas de pesquisa desenvolvidas pelos bolsistas no exterior e as necessidades nacionais; as prioridades científicas do país; o conflito entre a política econômica e a política científica e tecnológica do governo brasileiro; o apogeu e a decadência da física no Brasil; Ernesto de Oliveira Jr. e a Comissão Supervisora do Planejamento dos Institutos (COSUPI); a modernização da saúde pública no país e a organização do curso de pós-graduação em saúde pública do Departamento Nacional de Saúde; os cursos do Instituto de Manguinhos e da Universidade Johns Hopkins; o sistema de recrutamento dos pesquisadores do Instituto de Manguinhos; a carreira do entrevistado na área de saúde pública: a contratação pelo Ministério da Educação e Saúde e a atuação como delegado de saúde no nordeste do país; o planejamento e a criação da UnB: o grupo organizador, a liderança de Darcy Ribeiro; as gestões de Darcy Ribeiro e de Anísio Teixeira na UnB; a experiência do entrevistado como vice-reitor da UnB: a perseguição do governo militar a essa universidade.

Fita 2: a crise da UnB em 1965 e a saída de Zeferino Vaz de sua direção; a continuação da crise durante a gestão de Laerte de Carvalho e suas conseqüências para o desenvolvimento da Universidade: o expurgo de professores e a reação do corpo docente; a reestruturação da Universidade após a crise; o modelo "revolucionário" da UnB: a estrutura dos institutos centrais, o concurso para professor titular e o poder dos órgãos colegiados; suas relações com as demais universidades do país; a gestão de Zeferino Vaz e a crise da UnB; a experiência do entrevistado como consultor-geral e diretor da Sociedade Brasileira de Instrução; o projeto inicial da UnB; estratégias educacionais para um país em desenvolvimento; a participação dos corpos discente e docente na modernização da universidade brasileira.

2ª entrevista: 07.04.1977
Fita 2 (continuação): a atração pelas ciências biológicas e o ingresso na Faculdade Nacional de Medicina; a opção pela área de saúde pública; a formação médica dos primeiros biologistas brasileiros; a atividade científica na Faculdade Nacional de Medicina: as pesquisas de Olímpio da Fonseca e dos irmãos Osório de Almeida; a influência de César Sales na formação dos pesquisadores de sua geração; o ensino e a pesquisa na Faculdade Nacional de Medicina: os cursos de Carlos Chagas e de Sílvio Fróes da Fonseca; as aulas de César Sales no curso secundário: o incentivo às vocações científicas; a democratização do ensino secundário; a função da universidade; a dedicação dos docentes às atividades científicas; a criação do Instituto de Biofísica da UFRJ; a fundação da Universidade do Distrito Federal (UDF) e sua posterior incorporação à Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil; os objetivos iniciais das Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras e sua opção pela formação de professores de nível médio; o ensino secundário de sua época; o laboratório de fisiologia dos irmãos Osório de Almeida; o apoio de Guilherme Guinle à ciência; o contato com Anísio Teixeira; os debates sobre a estrutura universitária brasileira.

Fita 3: a influência da cultura francesa nos cientistas de sua geração; o curso pós-graduado de saúde pública do Departamento Nacional de Saúde: a orientação norte-americana; o antigo doutorado brasileiro; o ensino médico na França e nos EUA e o modelo adotado pela Faculdade de Medicina da USP; a luta pela instituição do regime de tempo integral na universidade brasileira; a origem da universidade brasileira; a resistência das escolas profissionais à criação dos institutos centrais; a política nacional de saúde pública nos anos 40; Evandro Chagas e o Serviço de Estudo das Grandes Endemias (SEGE); o Instituto Evandro Chagas; os serviços do Ministério de Educação e Saúde; a atuação de AImir de Castro como diretor do Serviço Nacional de Peste; a política científica e tecnológica do governo brasileiro; a massificação do ensino superior no país e a formação dos jovens cientistas; os entraves ao desenvolvimento tecnológico nacional; a criação dos institutos de pesquisa na década de 50; a contribuição da CAPES e do CNPq à ciência brasileira; a proposta de criação do Ministério de Ciência e Tecnologia e a resistência do governo a essa iniciativa.
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