Álvaro Cotrim (Alvarus)

Entrevista

Álvaro Cotrim (Alvarus)

Esta entrevista é parte integrante de uma série de depoimentos realizados pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) entre 1977/1979 e doadas ao CPDOC em 15/08/1996. A escolha do entrevistado se justifica por ter sido caricaturista, jornalista e historiador da arte, diretor executivo do Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio do Janeiro e por ter trabalhado no Jornal da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), entre 1979 e 1985.
Forma de Consulta:
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Não há informação
Data: 21/6/1979
Local(ais):
Não há informação ; - ; -

Duração: 1h45min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Álvaro Cotrim
Nascimento: 27/12/1904; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Falecimento: 15/7/1985; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Graduação em Ciências Jurídicas - Faculdade de Direito da Universidade do Brasil.
Atividade: Caricaturista, jornalista, historiador da arte, escritor e professor. “Publica seu primeiro desenho no jornal “A Bola”, em 1923; Porém seu trabalho ganha reconhecimento apenas dois anos depois, quando passa a ilustrar as páginas do jornal “A Pátria”. Ainda em 1925 publica desenhos nas revistas “shimmy”, “A Maçã” e “Vida Moderna”. Em 1927 ilustra, com J. Carlos (1884-1950), as páginas da revista “Para Todos” e, no ano seguinte, começa a trabalhar no jornal “A Manhã”, além de colaborar ilustrando o recém-inaugurado jornal “A Crítica”, ambos pertencentes a Mário Rodrigues. Em 1928, na empresa “A noite”, ilustra as revistas “Vamos Ver”, “Carioca” e “Noite Ilustrada”, sendo esta última dirigida por ele. No ano de 1941 lança seu primeiro livro, “Hoje tem espetáculo”. Como correspondente da empresa “A Noite” , viaja a Paris para cobrir a Conferência de Paz, em 1946, e lá permanece por seis meses enviando desenhos e notícias. Em 1952 publica “Alvarus e seus bonecos” e, posteriormente, passa a se dedicar ao estudo da caricatura. Lança o livro “Daumier e Pedro I” (1961) e escreve diversos artigos abordando essa temática, entre eles, “Santos Dumont e a Caricatura”, “Caricatura também é história”, “Arthur de Azevedo e a caricatura” e “J. Carlos”. Em 1973 ocupa o cargo de Diretor Executivo do Museu de Imagem e do Som- MIS do Rio de Janeiro. A parir de 1979 trabalha no jornal da Associação Brasileira de Imprensa- ABI, onde permanece até 1985. como professor, ministra por muitos anos o curso de bibliografia da imprensa ilustrada na Escola de Biblioteconomia da Federação das Escolas Federais Isoladas no Estado da Guanabara.

Equipe


Transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Julio Augusto Nassar Alencar;

Temas

Arte;
Caricaturas;
Censura;
Charges;
História da imprensa;
Imprensa;
Jornalismo;
Liberdade de imprensa;
Rio de Janeiro (cidade);
Teatro;

Sumário

Entrevista: 21.6.1979

Fita 1-A: O início da vida profissional no jornal A Pátria em 1925, com experiências anteriores em publicações estudantis; o ingresso na Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro (RJ), conforme a vontade da família; o pai médico formado na turma de 1902, juntamente com Carlos Justiniano Ribeiro Chagas e Agenor Porto; a decepção com a medicina e a opção pelo curso de direito; recordações da infância: propensão para a caricatura, espírito satírico e os desenhos no colégio; referência às caricaturas que fez para o jornal de Antonio Pires Rebelo, quando acadêmico de medicina; comentários sobre a turma de 1935 da Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, da qual fizeram parte o entrevistado, Jorge Amado de Faria e Francisco de Assis Barbosa; menção do emprego na Caixa Econômica concomitantemente à faculdade; lembranças de Rubem Gil e o papel deste no início profissional do entrevistado em A Pátria; elogios a João Álvaro de Jesus Quental Ferreira "Procópio Ferreira"; memórias das reuniões vespertinas de intelectuais e artistas na porta do Teatro Trianon; recordações da vivência boemia do entrevistado; considerações sobre a imprensa da década de 1920: qualidade jornalística, variedade do mercado de trabalho e ausência de exclusividade profissional; relevância de ter sido responsável com seus compromissos, apesar da boemia; comentários sobre as dificuldades do mercado de trabalho jornalístico nos dias atuais: o desaparecimento do meio de comunicação impresso e o advento das escolas de comunicação; opinião acerca do caráter vocacional e inato da caricatura; considerações sobre o jornalismo nos anos 20: orgulho dos profissionais, amor pelo jornal e o desejo de conseguir furos jornalísticos; opinião acerca da tradição na política da década de 1920 e lembranças da corrida para publicar os nomes de novos ministérios; considerações sobre os jornais que desapareceram sem deixar rastros: exemplos de Rio Jornal e Última Hora; diferenciação entre o jornal Última Hora a que se referiu como desaparecido e a publicação comandada por Samuel Wainer com o mesmo título; referência à publicação do entrevistado "Jornais de hoje com títulos de ontem" e o caso do Diário de Notícias de Rui Barbosa e do Diário de Notícias de 1930 fundado por Orlando Dantas; relação entre a Light e os jornais na década de 1920: instalação e fornecimento gratuito de telefonia e energia elétrica em troca de influência; menção da independência que Orlando Dantas e o Correio da Manhã mantinham por pagar à Light; elogios a Fernando Correia Dias, criador do logotipo do Diário de Notícias e primeiro marido de Cecília Benevides de Carvalho Meireles; lembrança de o jovem Carlos Frederico Werneck de Lacerda secretariar Cecília Meireles no Diário de Notícias em 1930; referência à passagem profissional do entrevistado por A Tribuna de Jorge Santos, filho de Salvador Santos; observações sobre os censores e o caráter endêmico da perseguição policial no Brasil; relato de um episódio, ao fim do governo Artur da Silva Bernardes, em que A Tribuna iludiu o censor e publicou uma caricatura deste presidente feita pelo entrevistado; comentário sobre a participação do povo na vida dos jornais nos anos 20; referência aos pequenos jornaleiros e à sua representação na obra do caricaturista Anísio Oscar Mota "Fritz"; menção do caráter vespertino da tiragem dos jornais; relato de anedota envolvendo os gritos dos jornaleiros que anunciavam o jornal A Noite e a iluminação no Rio de Janeiro; lembrança da ida para a Boca do Mato no Rio de Janeiro, escapando à polícia, em virtude do episódio da caricatura do presidente Bernardes; referências aos jornais da década de 1920: A Pátria, A Tribuna, A Rua, O País, Diário da Noite e O Globo; menção de Eugênia Álvaro Moreyra, que trabalhou no jornal A Rua como a primeira repórter do Brasil.

Fita 1-B: Menção de nomes de caricaturistas dos anos 20: Raul Paranhos Pederneiras, Calixto Cordeiro "K. Lixto", José Carlos de Brito e Cunha "J. Carlos", Fritz, Francisco Guimarães Romano "Romano", Mário Mendes "Mendez", Lanza, Taba, Andrés Guevara "Guevara" e Enrique Figueroa "Figueroa"; opinião sobre a caricatura do presidente Getúlio Dornelles Vargas criada por Taba; referência aos jornais da década de 1920: A Manha, A Manhã e A Crítica; impressões sobre a cidade do Rio de Janeiro nos anos 20: vida pitoresca, Orestes Dias Barbosa, cafés e Galeria Cruzeiro; lembrança de haver a cruz suástica no piso do Café Suíço; breve referência aos novos desenhistas; menção das revistas da década de 1920: Revista da Semana e Careta; referência a caricaturistas dos anos 20: Alfredo Storni "Storni", Justínus, Lozart e Trinas Fox; relato da viagem repentina que o boêmio Trinas Fox fez a Paris, França, usando terno e gravata para escapar à fiscalização das passagens do navio; considerações sobre o esquecimento desse Rio de Janeiro vivido pelos homens de jornal; menção da revista A Maçã de Humberto de Campos Veras; considerações sobre as influências literárias da imprensa carioca: portuguesa na década de 1910 e francesa nos anos 20; referência aos caricaturistas estrangeiros que atuaram no Brasil: Celso Hermínio, Angelo Agostini e Rafael Bordalo Pinheiro; menção do nome de Djalma Pires Ferreira "Théo", caricaturista que criou "A bola do dia" em O Globo; relato de episódio em que Raul Pederneiras publicou duas caricaturas de primeira página no dia 29 de julho de 1925, uma no primeiro número de O Globo e outra no Jornal do Brasil; comentários sobre caricatura na década de 1920: relevância para os jornais e ausência de exclusividade profissional dos desenhistas; lembrança do afastamento do caricaturista para outras páginas do jornal, a partir de 1940; referência ao surgimento da caricatura em 14 de dezembro de 1837, 100 anos antes do Estado Novo e do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP); avaliação da caricatura durante o Estado Novo e o papel de Lourival Fontes: desenhar ministros, mas preservar a figura do ditador; lembrança de episódio em que o entrevistado precisou explicar ao censor que Édouard Daladier era chefe do governo francês, mas não presidente da república; menção da revista A Banana que Théo Filho fundou ao ver o sucesso de A Maçã; referência ao jornal literário Dom Quixote de Manuel Bastos Tigre, que era um reduto de caricaturistas da década de 1920; elogios ao caricaturista, revistógrafo, escultor, escritor e ator Luiz Carlos Peixoto de Castro e menção de sua composição Casa de caboclo; considerações sobre o Teatro de Brinquedo, manifestação de amadores, artistas e intelectuais da década de 1920, que teve a direção de Álvaro Moreyra e direção artística de J. Carlos; menção dos nomes de Lula Cardoso Alves Aires e de Roberto Rodrigues; elogios à caricatura de Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo "Di Cavalcanti", que assinava como "Urbano" seus desenhos políticos; a importância da caricatura e de Di Cavalcanti para a Semana de Arte Moderna de 1922, através dos flagrantes dos tipos da Lapa que este levou para São Paulo (SP); considerações sobre a chamada zona quente do Rio de Janeiro nos anos 20, o Réchaud, onde o mulheril profissional morava; referência a Henrique Melo de A Pátria, o primeiro cronista de aviação em jornal; relato de episódio em que depredaram A Pátria por causa de um suposto deboche ao avião brasileiro "Jahú", primeira aeronave nacional a cruzar o oceano Atlântico pilotada por João Ribeiro de Barros; semelhanças entre as condições sociais de Ribeiro de Barros, Alberto Santos Dumont e o automobilista Manuel de Teffé; menção das atividades de Henrique Melo como redator de A Pátria e sacristão de Igreja que fazia nas horas vagas um jornal de fofocas chamado Os Tímbales; recordações do Rio de Janeiro admirável de Catullo da Paixão Cearense, do café sentado e do bate-papo; comentário sobre no Brasil acontecer tudo, inclusive não acontecer nada; referência ao surgimento da revista de influência espanhola O Número de Theófilo Carinhas, enquanto na época estava em decadência A Maçã de Humberto de Campos e aparecia o ritmo musical Shimmy; menção do nome de Benedito Bastos Barreto "Belmonte"; considerações sobre o álbum Fantoches da meia-noite de Di Cavalcanti, exposto em São Paulo, e sua importância para a Semana de Arte Moderna de 1922; referência à amizade entre o entrevistado e Di Cavalcanti; menção da atuação de Di Cavalcanti como cenógrafo; considerações sobre a peça do Teatro de Brinquedo intitulada Adão, Eva e outros membros da família, que representou a vida dos jornais da década de 1920; comentário sobre as agruras materiais da profissão de jornalista nos anos 20; recordações dos meninos jornaleiros; referência à escultura O pequeno jornaleiro de Fritz e considerações sobre o reconhecimento da obra nos Estados Unidos; crítica à arte estatuária brasileira; observações acerca da escassez de exemplos de jornais que ressurgem depois de terem acabado; reflexão sobre a morte dos jornais começar dez anos antes do real fechamento; referência ao fim dos jornais O País e Correio da Manhã; comentário acerca da sobrevivência da Gazeta de Notícias, dirigida pelo jornalista José Ribamar Bogéa; menção da amizade do entrevistado com Bogéa e elogios a este.

Fita 2-A: Menção do desaparecimento de A Noite em 1957; referência ao Correio da Noite de Mário de Magalhães; menção dos nomes de Candido de Campos e Silva Ramos, proprietário do jornal A Notícia, e de Brício Filho, diretor de O Século; comentário sobre o jornal literário Dom Casmurro, posterior à década de 20, de Brício de Abreu; recordações do caricaturista, musicólogo e compositor de música popular Antônio Gabriel Nássara "Nássara"; menção da morte de Procópio Ferreira e do fato de ele ter sido um dos homens mais caricaturados do Brasil, juntamente com os presidentes da República Hermes Rodrigues da Fonseca, Artur Bernardes e Eurico Gaspar Dutra; referência ao casamento entre Hermes da Fonseca e Nair Von Hoonholtz "Nair de Teffé" "Rian", a primeira caricaturista do mundo; considerações sobre a facilidade de desenhar a máscara de Procópio Ferreira e a importância de fazer seu desenho para os aspirantes a caricaturistas nos anos 20; crítica ao desaparecimento da memória nacional contida nos arquivos dos jornais da cidade do Rio de Janeiro; explicação do entrevistador sobre o destino do arquivo do Correio da Manhã; relevância do acervo do jornal A Noite e relato do episódio envolvendo a venda desordenada deste arquivo; lembrança do caricaturista e tradutor cearense Leônidas Freire; especulações sobre o destino do arquivo de O Cruzeiro; menção do arquivo de A Notícia; considerações sobre Eugênia Álvaro Moreyra, a primeira repórter brasileira; diferenças entre repórteres e jornalistas; referência aos jornais da tarde: A Rua, A Notícia e A Tribuna; menção dos jornais noturnos: A Noite, O Globo, Diário da Noite e Correio da Noite; reflexão acerca do número de caricaturas que fez o entrevistado; considerações sobre: João Lage, Paulo Bittencourt e Edmundo Bittencourt; lembranças dos grandes caricaturistas portugueses na imprensa brasileira: Celso Hermínio, Rafael Bordalo Pinheiro e Julião Machado; referência ao jornal A Bruxa de Olavo Bilac, onde trabalhou Julião Machado; menção da obra História da imprensa de Pernambuco, 1821 a 1954 de Luiz do Nascimento e crítica à ausência de uma obra semelhante sobre a imprensa carioca; comentários sobre o jornal O Rio Nu (1898-1917), que se encontra na seção de obras raras da Biblioteca Nacional e é marca do período de influência francesa no Rio de Janeiro; referência ao jornal O Rio Cru; relato da prática de famílias do interior do Brasil de encomendar enxovais de noiva e de batizado diretamente na França sem intermediação econômica do Rio de Janeiro; comentário sobre Candido de Campos e Silva Ramos, proprietário do jornal A Notícia; comparação entre o Carnaval da década de 1920 e o de hoje; reflexões sobre o peso político do jornalista nos anos 20 e acerca do caráter consagratório da caricatura para os homens públicos; referência à disputa dos caricaturistas para desenhar em primeira mão os homens públicos que despontavam; considerações sobre o grau de dificuldade dos desenhos de homens públicos: Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, Hermes Rodrigues da Fonseca, Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa, Getúlio Dornelles Vargas e Washington Luís Pereira de Sousa; comentários sobre a perda da importância atribuída à caricatura e sobre o fato de o entrevistado não desenhar mais; referência a caricaturistas da nova geração: os irmãos Paulo José Hespanha Caruso "Paulo Caruso" e Francisco Paulo Hespanha Caruso "Chico Caruso", Ziraldo Alves Pinto "Ziraldo" e Lanfranco Rossini "Lan"; considerações sobre Mário Rodrigues e seu filho Nelson Rodrigues; comentários sobre João Pallut, que foi dono de A Batalha e A Esquerda; menção do fato de o ministro Júlio Barata ter trabalhado em A Batalha e A Esquerda, assim como o entrevistado; referência ao fato de a primeira relação profissional estável do entrevistado ter sido com o Diário da Noite; considerações acerca dos jornais de Mário Rodrigues: A Manhã e A Crítica, este último que foi empastelado após a Revolução de 1930; relato de episódio de estranhamento entre José Eduardo de Macedo Soares e gaúchos no Café Belas Artes durante a Revolução de 1930; referência a outro episódio durante a Revolução de 1930: os cavalos amarrados no obelisco; lembrança da conversa que teve com Raul Pederneiras enquanto este e o entrevistado assistiam ao incêndio do jornal O País; relato de episódio envolvendo o professor Raul Pederneiras, o entrevistado aluno da Faculdade de Direito e uma caricatura de Getúlio Vargas desenhada numa prova de medicina legal.

Fita 2-B: Relato de episódio envolvendo o professor Raul Pederneiras, o entrevistado aluno da Faculdade de Direito e uma caricatura de Getúlio Vargas desenhada numa prova de medicina legal; reflexões sobre a situação atual da imprensa e crítica ao esquecimento da história deste meio de comunicação; a importância de tomar depoimentos como o do entrevistado; opinião acerca da esterilidade emocional do jornalismo televisivo; considerações sobre a percepção dos momentos históricos pelos jornalistas; impressões sobre a situação política atual do país; comentário sobre a diferença entre as expectativas de vida no tempo do pai do entrevistado e nos dias atuais; explicações sobre ser apenas o humor de um caricaturista que diz no Brasil ser possível acontecer tudo, inclusive não acontecer nada; explanação acerca da subvenção que recebia A Crítica de Mário Rodrigues e o caráter de dissimulação da campanha que o jornal fazia em prol da anistia dos presos de 1922 e 1924; longas considerações sobre a ausência de liberdade de imprensa no Brasil; avaliação do histórico de agressões cometidas contra jornalistas no Brasil: exemplos de Apulcro de Castro, de Edmundo Bittencourt, da invasão do Diário Carioca por tenentes do exército e de Aparício Torelli "Aporelli" "Barão de Itararé"; ressalva acerca da inexistência histórica de processo contra ou prisão de caricaturistas em decorrência de seus desenhos; comentário sobre a excepcionalidade do caso das prisões efetuadas na redação de O Pasquim, quando Ziraldo e Reginaldo José de Azevedo Fortuna "Fortuna" foram detidos não especificamente por serem caricaturistas; crítica à conduta de Armando Falcão com relação a O Pasquim; referência ao jornalista Sérgio Augusto de O Pasquim; reflexão sobre o sentimento de ser processado por motivos políticos no Brasil.
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