Amilcar Viana Martins

Entrevista

Amilcar Viana Martins

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por sua trajetória profissional. Foi presidente da Sociedade de Parasitologia do Brasil, membro do Conselho Nacional de Saúde da Academia Brasileira de Ciências e perito em doenças parasitárias da Organização Mundial de Saúde (OMS), dentre outros cargos de destaque.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Simon Schwartzman
Data: 14/9/1978
Local(ais):
Belo Horizonte ; MG ; Brasil

Duração: 2h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Amilcar Viana Martins
Nascimento: 8/8/1907; Belo Horizonte; MG; Brasil;

Formação: Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (1929).
Atividade: Integrou o corpo de pesquisadores do Instituto Ezequiel Dias, Filial Mineira do Instituto Osvaldo Cruz (1929); foi professor assistente da cadeira de Fisiologia da Faculdade de Medicina da UFMG, mais tarde das cadeiras de Histologia e Parasitologia (1930); estagiou em diversos laboratórios Norte- americanos (1937); livre-docente de Parasitologia da Faculdade de Medicina da UFMG (1939); lecionou Zoologia e Parasitologia na Faculdade de Odontologia e Farmácia da mesma Universidade (1939-1972); foi Capitão- Médico da Reserva; chefiou o Laboratório e Enfermaria de Dermatologia do Hospital Militar de Belém (1943); ingressou na FEB, seguindo para a Itália; retornando ao Brasil, assumiu suas funções no Instituto Ezequiel Dias (1945-1947) e na UFMG, obtendo a Cátedra de Zoologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UFMG (1945-1949); chefiou o serviço de Endemias Rurais da Secretaria de Saúde de Minas Gerais (1947-1949); dirigiu o Instituto Nacional de Endemias Rurais – Órgão de Pesquisa do Departamento Nacional de Endemias Rurais (1956-1958), do Instituto Osvaldo Cruz (1958-1930) e do Departamento Nacional de Endemias Rurais (1960-1961); organizou e foi diretor do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG (1966); chefiou o Departamento de Parasitologia desse instituto (1967-1969); foi aposentado compulsoriamente pelo AI-5 (1969); retornando como Professor Emérito (abril de 1979); foi membro do Conselho Nacional de Saúde (1958-1961)

Equipe


Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Patrícia Campos de Sousa;

Temas

Afrânio Peixoto;
Ato Institucional, 5 (1968);
Biologia;
Cooperação científica e tecnológica;
Departamento Nacional de Endemias Rurais;
Doenças;
Ensino superior;
Fundação Rockefeller;
História da ciência;
Instituições científicas;
Instituto Oswaldo Cruz;
Medicina;
Minas Gerais;
Organização Mundial da Saúde;
Pesquisa científica e tecnológica;
Pós - graduação;
Reforma educacional;
São Paulo;
Saúde pública;

Sumário

Fita 1: origem familiar e primeiros estudos; a criação da Faculdade de Medicina da UFMG; a organização do Instituto Ezequiel Dias e sua importância para a evolução da pesquisa biológica em Minas Gerais; a "reunião das quintas-feiras"; a biblioteca do Instituto; os recursos e as condições de pesquisa das Faculdades de Medicina e Farmácia da UFMG: os baixos salários e o ecletismo dos professores; os estágios nos Institutos Osvaldo Cruz e Butantã; o contato do Instituto Ezequiel Dias com essas instituições; as finalidades do Instituto; sua estadualização e posterior transformação em órgão exclusivamente industrial; a crise do Instituto Ezequiel Dias e o afastamento temporário de Viana Martins; as pesquisas desenvolvidas na Faculdade de Medicina da UFMG; as pesquisas sobre a doença de Chagas e a campanha desmoralizadora de Afrânio Peixoto; as carreiras de Ziguerman e José Pelegrino; a criação do Instituto de Endemias; o convênio deste órgão com a Faculdade de Medicina da UFMG e sua importância para o desenvolvimento da parasitologia em Belo Horizonte; a parasitologia em São Paulo: o grupo de Samuel Pessoa; a incorporação do Instituto de Endemias ao Departamento Nacional de Endemias Rurais e sua posterior vinculação à Fundação Instituto Osvaldo Cruz; a pesquisa parasitológica em Minas Gerais: os trabalhos sobre a doença de Chagas, o curso de pós-graduação da UFMG; Baeta Viana e o desenvolvimento da bioquímica no Brasil; os trabalhos interdisciplinares; a atuação do entrevistado como diretor do INERU, do Instituto Osvaldo Cruz e do Departamento Nacional de Endemias Rurais; a decadência do Instituto Osvaldo Cruz; os recursos para a pesquisa científica no país; a aposentadoria pelo AI-5; as viagens ao exterior; o estágio na Universidade da Califórnia: a vacina contra a febre maculosa; o auxílio da Fundação Rockefeller à área de saúde pública no Brasil; a fundação da UFMG; o papel da Faculdade de Filosofia na criação do espírito universitário; a UFMG após a reforma universitária; o ensino médico nessa universidade; o problema do atendimento médico no país.

Fita 2: as atuais condições de combate às doenças parasitárias; a pesquisa básica e a pesquisa aplicada: os estudos sobre a doença de Chagas; a atuação do entrevistado como perito da Organização Mundial de Saúde e consultor da Organização Pan-Americana de Saúde.
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