Ana Arruda Callado II

Entrevista

Ana Arruda Callado II

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Perfil dos jornalistas brasileiros", desenvolvida por Alzira Alves de Abreu, parte integrante do projeto "Brasil em transição: um balanço do final do século XX", desenvolvido pelo CPDOC, a partir de dezembro de 1996, com apoio do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) do Ministério da Ciência e Tecnologia. Publicada no livro ELAS ocuparam as redações: depoimentos ao CPDOC/Organizadoras Alzira Alves de Abreu e Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getúlio Vargas, 2006. 280p. A escolha da entrevistada justificou-se, entre outos, por ter sido a primeira mulher chefe de reportagem no Rio de Janeiro.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: ELAS ocuparam as redações: depoimentos ao CPDOC/Organizadoras Alzira Alves de Abreu e Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getúlio Vargas, 2006. 280p.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Alzira Alves de Abreu
Data: 18/5/2004
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h5min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Ana Arruda Callado
Nascimento: 19/5/1937; Recife; PE; Brasil;

Formação: Doutorado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Atividade: Jornalista e escritora. Conselheira da Associação Brasileira de Imprensa. Membro do Pen Club do Brasil. Foi repórter do Jornal do Brasil, Tribuna da Imprensa, Diário Carioca, Revista Senhor e TV Rio. Primeira mulher chefe de reportagem no Rio. Foi editora-chefe de O Sol, jornal pioneiro na imprensa alternativa brasileira.

Equipe


Transcrição: Lia Carneiro da Cunha; ;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Ação Católica Brasileira;
Diário Carioca;
Jornal do Brasil;
Jornal dos Sports;
Jornalismo;
Magistério;
Militância política;
Pontifícia Universidade Católica;

Sumário

Entrevista: 18.05.2004
Origens familiares; ida da família para o Rio de Janeiro; formação escolar: admissão no CAP (1952); escolha da profissão de jornalista; entrada na Faculdade Nacional de Filosofia (FINEFI) em 1955; considerações sobre o curso de jornalismo: qualidade do curso, perfil da turma, professores; atuação política na faculdade: participação na Ação Católica, menção à Juventude Universitária Católica (JUC), orientação anticomunista, menção ao surgimento da Ação Popular (AP), interesse pela área cultural do movimento estudantil; primeiros contatos com jornais: ouvinte no curso ministrado por Carlos Lacerda na Tribuna da Imprensa, experiência no Roteiro da Juventude (jornal da Ação Católica); passagem pelo Jornal do Brasil (JB): início como estagiária, em 1958, estabilização dentro do jornal, comentários sobre a reforma do JB, mudança no tipo de reportagens realizadas, menção à rádio Jornal do Brasil, viagens a trabalho; ida ao Equador, em 1961, para fazer o curso da CESPAL; relato sobre a greve de 1962: campanha salarial, demissão do JB; ida para Tribuna; breve consideração sobre a mulher no jornalismo: relato de uma entrevista com Afonso Arinos, preconceito contra a mulher no mercado de trabalho; rápida experiência no O Jornal; longo relato sobre sua passagem pelo Diário Carioca (1964): primeira mulher a se tornar chefe de reportagem, relato sobre dois dias em que ficou no comando da redação, saída do jornal, fim do jornal (1965); período em que esteve no Jornal dos Esportes: participação nos suplementos Cultura JS e Cartoon JS, comentário sobre a criação de uma escola de jornalismo dentro do jornal e um jornal de laboratório, o SOL; organização do jornal semanário Poder Jovem; experiências na televisão: Jornal de Vanguarda (TV Rio), adaptação à prática de redação de televisão; militância política antiditadura; concurso para controlador de Fazenda do Estado; envolvimento com grupos de resistência à ditadura: presa por participação no grupo Resistência Armada Nacional (RAN), em 1973; comentários sobre o serviço público e sua experiência na editora Delta; longo relato sobre suas experiências como professora: convidada a dar aula no Centro Unificado Profissional (CUP), ida para a Pontifícia Universidade Católica (PUC), nos anos 1980, aprovada no concurso da Universidade Federal Fluminense (UFF), licença da UFF por razão da doença do marido, aprovada em concurso para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); longa comparação entre o jornalista das décadas de 1950, 60 e 70 e o jornalista de hoje: mudança de objetivos, tipo de jovem que vai trabalhar no jornal, menção ao livro "Recordações do Escrivão Isaías Caminha" de Lima Barreto; reflexão sobre o que é ser jornalista; breves considerações sobre uma retomada do jornalismo investigativo; comentários sobre as relações entre os jornais e os governos; observações sobre o papel do jornalista na sociedade; reflexão sobre a formação da opinião pública; comentários sobre a credibilidade do jornalista; breve explicação dos motivos pelos quais desistiu de dar aula.
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