Antônio Cordeiro

Entrevista

Antônio Cordeiro

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por sua trajetória profissional. Foi professor titular do Departamento de Genética do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do programa de pós-graduação do Instituto de Biologia da UFRJ.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Clara Mariani
Márcia Bandeira de Mello Leite Ariela
Data: 31/5/1977 a 2/6/1977
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 4h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Antônio Rodrigues Cordeiro
Nascimento: 6/3/1923; Bagé; RS; Brasil;

Formação: Bacharel em Ciências Naturais pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Atividade: Livre-docência na Cadeira de Genética da faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Professor Titular do Departamento de Genética do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Coordenador do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Equipe


Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Patrícia Campos de Sousa;

Temas

Administração pública;
Agronomia;
Atividade acadêmica;
Ato Institucional, 2 (1965);
Bibliotecas;
Biologia;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Ciência e tecnologia;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Cooperação científica e tecnológica;
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior;
Ensino superior;
Financiadora de Estudos e Projetos;
Formação profissional;
Fundação Rockefeller;
História da ciência;
Magistério;
Metodologia de pesquisa;
Movimento estudantil;
Política científica e tecnológica;
Política financeira;
Política salarial;
Pós - graduação;
Professores estrangeiros;
Rio Grande do Sul;
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência;
Universidade de Brasília;
Universidade de São Paulo;
Universidade Federal do Rio de Janeiro;

Sumário

1ª entrevista: 31.05.1977
Fita 1: origem familiar; os primeiros estudos e a opção pelas ciências biológicas: a influência do professor Mário Cruz; o ingresso no curso de história natural da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UFRGS; o acesso aos laboratórios da faculdade; a especialização com Theodosius Dobzshansky na USP; os primeiros trabalhos realizados na UFRGS; o auxílio da Fundação Rockefeller ao laboratório de genética da UFRGS e sua contribuição para a instituição do regime de tempo integral nessa universidade; os trabalhos sobre a genética de populações de drosófilas desenvolvidos pelo entrevistado na UFRGS; a experiência na Universidade de Colúmbia; os sistemas de financiamento da Fundação Rockefeller, da Finep e da CAPES; a administração dos recursos: o papel da universidade, a importância dos almoxarifados; as linhas de pesquisa do Departamento de Genética da UFRGS; a organização e os recursos do Instituto Central de Biologia da UnB e de seu Departamento de Genética; os trabalhos realizados na Universidade de Wisconsin; as pesquisas sobre a genética do desenvolvimento em drosófilas e preás; o curso de pós-graduação do Departamento de Genética do Instituto de Biologia da UFRJ.

2ª entrevista: 02.06.1977
Fita 1 (continuação): o início da carreira docente na UFRGS; as primeiras pesquisas sobre a genética das drosófilas realizadas no país; a atividade científica na UFRGS; a contratação de professores estrangeiros por essa universidade; a fundação da Faculdade de Química do Rio Grande do Sul e o atual Instituto de Química da UFRGS; a participação do entrevistado na política estudantil; a visita ao Instituto de Manguinhos e à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP; o curso de genética ministrado por Dobzshansky na USP; a contratação pela UFRGS como professor assistente de genética; o auxílio da Fundação Rockefeller ao Departamento de Genética da UFRGS e aos demais departamentos da Universidade; a especialização na Universidade de Colúmbia e o doutoramento na USP; a evolução da pesquisa genética: o método de eletroforese; a organização do laboratório de análises eletroforéticas da UFRGS: o auxílio do CNPq e da Fundação Rockefeller; a pesquisa genética nas Universidades de Colúmbia e Wisconsin; as vantagens das drosófilas para o estudo da genética; os principais pesquisadores de drosófilas do país: o grupo de Porto Alegre.

Fita 2: o treinamento básico dos alunos com drosófilas e preás: vantagens e desvantagens; os cursos de pós-graduação em genética da UFRGS e da UFRJ; o incentivo ao pós-doutoramento dos melhores alunos em universidades estrangeiras; as dificuldades dos bolsistas em readaptar-se às condições de pesquisa do país; a evasão de cientistas brasileiros; o aproveitamento dos pós-graduados pela UFRGS; os concursos públicos para o magistério superior; a formação do agrônomo brasileiro; a inclusão da cadeira de genética nos cursos da área biomédica; a genética médica no Brasil; a importância das drosófilas para a pesquisa genética; as linhas de investigação do Departamento de Genética da UFRGS; o Programa Integrado de Genética do CNPq; o controle dos resultados das pesquisas pelas agências financiadoras; o recrutamento de professores estrangeiros pela UFRGS; o ano sabático das universidades norte-americanas; a importância do contato dos cientistas com a ciência internacional; a política científica do governo brasileiro: o acesso às publicações especializadas, a participação de pesquisadores em congressos internacionais; o corpo docente do Departamento de Genética da UFRGS: a dedicação ao ensino e à pesquisa, o rodízio nas funções administrativas; o ensino básico de genética na UFRGS: a inexistência de aulas práticas e o difícil acesso dos alunos aos laboratórios; a organização da UnB: a carga horária dos professores, a constituição dos departamentos e institutos, os salários dos docentes, os recursos, a autonomia administrativa, a contratação de professores estrangeiros, os cursos de pós-graduação; a crise da UnB em 1965 e a demissão de Antônio Cordeiro e de outros professores.

Fita 3: a demissão de Roberto Salmeron da UnB: a repercussão na comunidade científica; a seleção dos docentes da Uni antes e depois da crise; os limites ao crescimento das universidades; o divórcio entre a genética pura e a genética aplicada; a genética molecular e as possibilidades da engenharia genética; a competitividade dos trabalhos dos geneticistas brasileiros; os entraves ao desenvolvimento da ciência no Brasil; os critérios de avaliação da produção científica dos pesquisadores: os trabalhos publicados e citados; o modismo na ciência; as bibliotecas do Instituto de Biociências da UFRGS e do Instituto de Biologia da UFRJ; as bibliotecas centrais e a importância da circulação das revistas especializadas pelos departamentos; as publicações científicas nacionais; a política de financiamento do CNPq; o Programa Integrado de Genética do CNPq; os recursos para a ciência no país e sua distribuição entre as diversas áreas científicas: a atuação das comissões do CNPq; a Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (FAPERGS); o financiamento à pesquisa científica no Brasil: o papel da universidade; a administração dos recursos: as dificuldades enfrentadas pelo pesquisador brasileiro, o sistema das universidades norte-americanas; o papel da SBPC; a Sociedade Brasileira de Genética; os cursos rápidos (workshops) da Academia Brasileira de Ciências.
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