Arlindo Lopes Corrêa

Entrevista

Arlindo Lopes Corrêa

Entrevista realizada no contexto do projeto "As faces do mago da economia: atuação e legado de Mario Henrique Simonsen", desenvolvido em convênio com a Cia. Bozano, Simonsen e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2000 e 2001, com o objetivo de publicar um livro de depoimentos sobre Mario Henrique Simonsen - MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il. A escolha do entrevistado se justificou por ter sido estagiário de Mario Henrique Simonsen na Consultec e secretário executivo do Mobral de 1972 a 1974, durante a gestão de Mario Henrique Simonsen na presidência do órgão (1970-1974).
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Carlos Eduardo Barbosa Sarmento
Data: 15/12/2000
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 1h55min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Arlindo Lopes Corrêa
Nascimento: 9/5/1937; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Engenheiro Civil, com especialização em Engenharia Econômica, pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, atual UFRJ, em 1960.
Atividade: Engenheiro na CONSULTEC- Sociedade Civil de Planejamento e Consultas Técnicas Ltda. (1960-1965); Pesquisador do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (IPEA) (1965-1972), desempenhando as funções de Coordenador do Setor de Educação e mão-de-obra e de Secretário Executivo do Centro Nacional de recursos Humanos; Secretário Executivo (1972-1974) e Presidente (1974-1981) do MOBRAL- Movimento Brasileiro de Alfabetização; Presidente da Firma de Consultoria EBRADEM Ltda.(desde 1981).

Equipe

Levantamento de dados: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;

Conferência da transcrição: Ignez Cordeiro de Farias;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Virgínia Sena Barradas;

Temas

Comissão parlamentar de inquérito;
Delfim Neto;
Economia;
Governo Ernesto Geisel (1974-1979);
Iniciativa privada;
Mário Henrique Simonsen;
Ministério da Fazenda;
Movimento Brasileiro de Alfabetização;
Planos econômicos;

Sumário

Entrevista: 15.12.2000
Origens familiares; formação escolar; escolha da carreira de engenharia; contato com Mário Henrique Simonsen no curso de engenharia e o desagrado inicial deste com o curso, o que o teria feito sugerir a professores a criação de um curso de engenharia econômica, dada a insipiência do ensino superior de economia no período; o desempenho de Mário Henriuque como aluno na Escola de Engenharia; entrada na Consultec em 1960, onde foi estagiário de Simonsen; Mário Henrique Simonsen na Consultec: método de trabalho, paciência pedagógica e rapidez de raciocínio; experiência como estagiário na Consultec e competência do quadro técnico desta empresa; Consultec: trabalhos desenvolvidos, criação do IBV da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro por Simonsen, por volta de 1961/2, participação na formulação do PAEG (Plano de Ação Econômica do Governo), colaboração com o governo pós-64 e posição política de defesa da iniciativa privada; comentário sobre a influência de Mário Henrique na formulação do PAEG e no IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), onde o entrevistado entrou em 1965; IPEA: condições de trabalho, estrutura desburocratizada, atuação de Simonsen, assunção de Reis Velloso; relações entre João Paulo dos Reis Velloso e Mário Henrique; atuação do entrevistado no IPEA: considerações acerca das dificuldades enfrentadas na formulação de projetos na área de políticas públicas e na área social; passagem pelo IBRE (Instituto Brasileiro de Economia); Mobral: relato sobre sua criação, planejamento de captação de recursos pela loteria esportiva e a indicação de Mário Henrique Simonsen para a presidência; interesse de Simonsen pela educação, expresso no livro Brasil 2001; mudança na forma de captação de recursos para o Mobral implementada por Reis Velloso no ministério do Planejamento do governo Geisel; importância da atuação de Simonsen no Mobral como impulso para sua carreira no governo; atribuição do sucesso do Mobral ao planejamento inicial de Simonsen, à descentralização administrativa e à solidariedade inerente ao interior do Brasil; Mobral: filosofia da educação implementada durante sua gestão, funcionamento das comissões municipais, arregimentação de voluntários, sistema de supervisão, treinamento dos voluntários; avaliação de dois pontos implementados por Mário Henrique Simonsen no Mobral: abertura de concorrência entre editoras para fornecimento das cartilhas e municipalização da administração; relações de trabalho estabelecidas com Mário Henrique, seu senso de humor, preferências esportivas, a personalidade compulsiva e a simplicidade; definição de sua gestão no Mobral como continuação da gestão de Simonsen; implicações políticas que contribuíram para a demissão do entrevistado e o posterior fim do Mobral; legado comunitário do Mobral: associações de bairro; influência política do Mobral: reforço das correntes situacionistas no município em questão; opinião sobre o interesse de Golbery do Couto e Silva no Mobral: admiração despertada pelo sistema de informações desta organização e análise da atuação de Simonsen; a resistência na área de informações do governo à ida de Mário Henrique para o Ministério; proteção de Moacir Padilha de O Globo a Simonsen; relação entre Reis Velloso na secretaria de Planejamento e Mário Henrique no ministério da Fazenda durante o governo de Ernesto Geisel; avaliação da atuação de MHS no ministério da Fazenda e seu fraco traquejo político; afeição de Mário Henrique por Geisel; envolvimento dos demais ministros (em especial o então ministro da Fazenda, Delfim Neto) na queda de Simonsen da secretaria de Planejamento em agosto de 1979; avaliação da queda do entrevistado da presidência do Mobral no contexto das disputas interministeriais; a transformação do Mobral em Fundação Educar durante o governo Sarney e sua extinção durante o governo de Fernando Collor de Mello; avaliação de sua passagem pelo Mobral, sua relação com MHS na diretoria desta organização e os possíveis antagonismos criados pela independência do Mobral; a CPI do Mobral durante sua gestão; alívio de Mário Henrique por deixar o ministério e a freqüência com que passou a ser consultado acerca de assuntos da área econômica; o legado de MHS e a necessidade de compilação de sua obra; as aptidões musicais de MHS.
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