Armínio Fraga I

Entrevista

Armínio Fraga I

Entrevista realizada no contexto do projeto "As faces do mago da economia: atuação e legado de Mario Henrique Simonsen", desenvolvido em convênio com a Cia. Bozano, Simonsen e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2000 e 2001, com o objetivo de publicar um livro de depoimentos sobre Mario Henrique Simonsen - MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il. A escolha do entrevistado se justificou por sua importância no cenário econômico atual, por isso seu testemunho sobre o lugar de Mario Henrique Simonsen no campo da economia no Brasil é privilegiado.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Carlos Eduardo Barbosa Sarmento
Data: 11/8/2000 a 11/5/2001
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 1h35min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Armínio Fraga Neto
Nascimento: 20/7/1957; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Graduação emestrado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro (1976-1981); dutor em Economida pela Universidade de Princeton (EUA) (1985).
Atividade: Professor do Departamento de Economia da PUC-RJ (1985-1988); Professor da Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE) da Fundação Getulio Vargas (1985-1988); Economista Chefe e Gerente de Operações no Banco de Investimento Garantia (1985-1988); professor visitante no Departamento de Finanças da The Wharton school da Universidade da Pensilvânia (EUA) (1988-1989); Vice-Presidente da Salomon Brothers, Nova York (1989-1991); Diretor de Assuntos Internacionais do banco Central do Brasil (1991-1992); Professor Adjunto de Assuntos Internacionais na Universidade de Columbia, Nova York (1992-1999); Diretor-Gerente da Soros Fund Management, Nova York (1992-1999); Membro do Centro para de Políticas Econômicas da Universidade de Princeton ( a partir de 19930; Presidente do banco Central do Brasil (a partir de março de 1999).

Equipe

Levantamento de dados: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;

Transcrição: Gabriela Franco Duarte;

Conferência da transcrição: Ignez Cordeiro de Farias;

Copidesque: Verena Alberti;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Tiago Coelho Fernandes;Virgínia Sena Barradas;

Temas

Atividade acadêmica;
Banco estadual;
Crises econômicas;
Delfim Neto;
Economia;
Economistas;
Fundação Getulio Vargas;
Governo federal;
Inflação;
Mário Henrique Simonsen;
Planos econômicos;
Política econômica;
Pontifícia Universidade Católica;
Pós - graduação;
Roberto Campos;

Sumário

1a Entrevista: 11.08.2000
Opção pelo curso de economia e ingresso na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), em 1976; transferência para a PUC de um grupo de professores da Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE), em 1977; estágio na Companhia Atlântica-Boavista de Seguros (1976-1977); a influência de Dionísio Dias Carneiro no gosto pela economia; comentários sobre as mudanças no departamento de economia da PUC com a chegada dos novos professores; breve referência a estágio no Banerj (1979-1980); Mário Henrique Simonsen: seu trabalho no governo e a repercussão de sua saída, a influência exercida através dos novos professores, a leitura de seus livros, na faculdade; os debates correntes no meio acadêmico por volta de 1980 e a inflação no centro da discussão; a escolha pelo entrevistado da inflação como tema de dissertação de mestrado, concluída em 1981; o doutorado em Princeton, EUA (1981); influência de Simonsen sobre a comunidade acadêmica após sua saída do ministério e contato pessoal do entrevistado; breve comentário sobre a elaboração da tese de doutorado intitulada Empréstimos internacionais e ajuste econômico (1985); trabalho de pesquisa sobre o Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG) realizado pelo entrevistado ainda durante a faculdade; comentários sobre o PAEG: a participação de Simonsen, Otávio Gouveia de Bulhões e Roberto Campos na elaboração, análise do entrevistado, as críticas de outros setores, as idéias de arrocho salarial e indexação e o combate à inflação; situação de crise brasileira no final dos anos 1970 e início dos anos 1980: avaliação por parte do meio acadêmico da PUC e da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, da política de Delfim Neto no governo e comprovação das teses de Simonsen; a contradição entre as demandas políticas de aceleração da economia e as políticas mais conservadoras, necessárias aos economistas do governo; análise da formação das primeiras gerações de economistas brasileiros; visão do entrevistado acerca do debate entre Simonsen e Delfim sobre a questão dos juros.


2a Entrevista: 11.05.2001
passagem de Mário Henrique Simonsen pelo Colégio Santo Inácio e seu brilhantismo como aluno; importância do artigo de Mário Henrique Simonsen "The Developing-Country Debt Problem" de 1984 para sua tese de doutorado sobre endividamento externo; contato com Mário Henrique nos Estados Unidos durante o doutoramento do entrevistado (1981-1985); relações entre os núcleos de economia da PUC e da EPGE após o 'racha' da EPGE (1977); comparação entre os cursos de pós-graduação em economia da EPGE e da PUC; caracterização de Mário Henrique como um líder intelectual acadêmico; ecletismo intelectual e rigor analítico de Mário Henrique Simonsen, que consistem no seu legado para o pensamento econômico brasileiro; abordagem técnica e não ideologizada de Mário Henrique no trato de questões econômicas, tanto na academia quanto no governo; opinião de Simonsen acerca das dificuldades na construção de políticas públicas e da necessidade de desaceleração do crescimento econômico na década de 1970; comentário sobre a "pecha" de conservadorismo que recai sobre a EPGE e a FGV do Rio de Janeiro; contatos esporádicos com Mário Henrique Simonsen durante a década de 1990; breve comentário sobre o lugar singular conquistado por Simonsen na História da moderna economia brasileira.

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