Badger da Silveira

Entrevista

Badger da Silveira

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e Desempenho das Elites Políticas Brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde sua criação, em 1975. Está inserida no estudo "História da sociologia no Brasil", desenvolvido pela pesquisadora Lúcia Lippi Oliveira. A escolha do entrevistado se justificou pelo importante papel que teve na construção do pensamento sociológico brasileiro e por ter sido um intelectual dos mais destacados do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB). O estudo resultou no livro "A sociologia do Guerreiro" (Rio de Janeiro, UFRJ, 1995), de autoria de Lúcia Lippi Oliveira. O livro reproduz, na íntegra, a transcrição da entrevista (p. 131-183).
Forma de Consulta:

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
José Ribas Vieira
Data: 12/11/1981 a 17/2/1982
Local(ais):
Niterói ; RJ ; Brasil

Duração: 8h50min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Badger Teixeira da Silveira
Nascimento: 1/1/0001; Bom Jesus do Itabapoana; RJ; Brasil;

Formação: Faculdade de Direito de Niterói
Atividade: Um dos Fundadores do Partido Trabalhista Brasileiro.Vereador de Resende.Secretário Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Ministro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro.

Equipe

Levantamento de dados: José Ribas Vieira;
Pesquisa e elaboração do roteiro: José Ribas Vieira;

Transcrição: Mirca de Souza Freire;

Conferência da transcrição: Maria Ana Quaglino;Ignez Cordeiro de Farias;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Maria Ana Quaglino;

Temas

Administração estadual;
Aliança para o Progresso (1961);
Assembléia Legislativa;
Assuntos administrativos;
Badger da Silveira;
Carlos Lacerda;
Cordolino Ambrósio;
Darcy Ribeiro;
Eleições estaduais;
Eleições presidenciais;
Golpe de 1964;
Greves;
Henrique Teixeira Lott;
Jânio Quadros;
João Goulart;
Leonel Brizola;
Movimento operário;
Municípios;
Niterói;
Participação política;
Partido Democrata Cristão.;
Partido Social Democrático - PSD;
Partido Social Progressista - PSP;
Partido Trabalhista Brasileiro - PTB;
Partidos políticos;
Poder judiciário;
Política;
Política educacional;
Política estadual;
Roberto da Silveira;
Tenório Cavalcanti;
Trajetória política;
União Democrática Nacional;

Sumário

1ª Entrevista:

Fita 1: A chegada a Niterói, e a vinda dos irmãos José e Roberto; a Faculdade de Direito, e os primeiros trabalhos após a faculdade; a participação na fundação do PSD (Partido Social Democrata); o engajamento do seu pai na política; a mudança nos membros da família do PSD para o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro); ainda no PSD: o irmão Roberto funda a Frente da Juventude Fluminense; as eleições de 1947, quando Roberto da Silveira foi eleito Deputado Federal pelo PTB; as possibilidades do PTB quanto às eleições de 1954; a ascensão de Roberto dentro do PTB e a saída de Abelardo Santos Maia; referência ao apoio buscado por Roberto Silveira junto ao PDC (Partido Democrata Cristão); relato sobre o rompimento entre o PTB e o PSD: desdobramentos do rompimento, a fundação do PSP (Partido Social Progressista) pelo Miguel Couto; considerações acerca das eleições de 1958 e sobre Roberto Silveira e seu perfil político; opinião a respeito do caráter decisivo da Baixada Fluminense nas eleições após os anos de 1950; a proposta política de Roberto da Silveira enquanto Governador do Estado do Rio de Janeiro; comentário sobre a convenção da UDN (União Democrática Nacional), que se dispõe a apoiar Roberto da Silveira em 1958; o governo Roberto da Silveira: educação (Movimento Popular de Alfabetização e Campanha Nacional do Ensino Secundário), questões de terras, a relação com o legislativo, a composição do secretariado, a atenção principal do governo destinada a Baixada Fluminense, o relacionamento com os municípios; relato sobre o quebra-quebra na estação das barcas – Cantareira; a projeção nacional de Roberto da Silveira e sua posição no PTB; retomada do assunto de questão de terras: o Plano Piloto de Ação Agrária e o Plano de Colonização de Terras Devolutas e Próprias do Estado; a participação de Roberto da Silveira na campanha presidencial de 1959/1960: o apoio ao marechal Lott; a busca de apoio de Jânio Quadros junto a Roberto da Silveira.

Fita 2: Continuação dos comentários sobre a campanha do marechal Lott; o rompimento da UDN com Roberto da Silveira; comentário acerca do relacionamento de Roberto da Silveira com os sindicatos; a reação popular diante da morte de Roberto da Silveira; dados sobre a eleição de Celso Peçanha para vice-governador do estado do Rio de Janeiro e a postura do PTB; Badger da Silveira assume a liderança do PTB; comentários sobre o governo Celso Peçanha; longo comentário a respeito de Agenor Barcelos Feio; o processo de escolha do nome do entrevistado para concorrer ao governo do estado; breve referência à possibilidade de Roberto da Silveira sofrer impedimento por junta médica no período em que esteve doente; a sua candidatura ao governo do estado (eleições de 1962): os recursos impetrados com alegação de inelegibilidade; comentário sobre Tenório Cavalcanti; o início da campanha e os apoios recebidos, a organização desta e os apoios recebidos; relato de sessão solene em São João de Meriti e do embate dos discursos de Tenório Cavalcanti e Badger da Silveira.

2ª entrevista:

Fita 3: Continuação do relato dos embates em São João de Meriti; o desenrolar da campanha: a postura de ataque mútuo entre o entrevistado e Tenório; o apoio a Vasconcelos da Torres e José Alves; o seu programa de governo; o apoio dos comunistas a Tenório Cavalcanti e seu contato com estes; o lançamento do programa de Tenório, baseado no do entrevistado, antes mesmo deste ter sido lançado; comentários sobre as questões agrárias durante o seu governo; opinião sobre outras candidaturas; menção as eleições para vice-governador; considerações sobre o apoio do presidente João Goulart a sua candidatura; relato de oferecimento à campanha de dinheiro em troca de indicação de cargo; comentário sobre Leonel Brizola considerações sobre campanha contra comunistas; a participação na campanha da legalidade, na época da posse de João Goulart; o apoio da imprensa à campanha: Diário Fluminense e O Fluminense; a relação com Carlos Lacerda na campanha e no governo; [Fim da 2ª entrevista – 3ª entrevista]; relato sobre o processo de apuração eleitoral – 1962; a base do pedido de Tenório Cavalcanti para impedimento da diplomação de Badger da Silveira; os resultados das eleições na Assembléia Legislativa: as mudanças nas bancadas; as relações entre o governo do estado e as prefeituras: prefeitura de Niterói(Sílvio Picanso) e a prefeitura de Araruama (Mário Castanho); comentário sobre a renúncia de Carvalho Janoti e o envolvimento do entrevistado nesta passagem; referência à barganha de secretarias feita pelo PTB ao governo de Carvalho Janoti: considerações sobre nomeações feitas por este e as ameaças de demissão realizadas pelo entrevistado.

3ª entrevista:

Fita 4: Continuação do comentário sobre a barganha de secretarias feita pelo PTB ao governo Carvalho Janoti; a organização do secretariado do governo estadual do entrevistado; comentário sobre Herval Basílio; o plebiscito de 1963: Badger entra com uma ação para anular a resolução que criou o parlamentarismo a pedido de João Goulart, a posição das forças políticas no estado; o boicote sofrido pelo entrevistado, já no governo, por Dacy Ribeiro – chefe da Casa Civil; a projeção no PTB nacional; a sua posse no governo estadual; os problemas encontrados no governo: as demissões, o equilíbrio das finanças, a coerência com o programa de governo exibido na campanha; a percepção do entrevistado quanto a possíveis diferenças entre o estado e o governo no período Roberto da Silveira e Badger da Silveira.

Fita 5: O governo Badger da Silveira: turismo, agricultura, questões de terras, o encontro com Carlos Prestes sobre a participação do PC no governo, o envio de polícia para despejar posseiros; comentário sobre padre Aníbal e o movimento de invasões de terras; explanação sobre a atuação do padre Carvalho; o envolvimento da Falerj (Federação de Associações de Lavradores do Estado do Rio de Janeiro) nos movimentos de ocupações de terras; o seu relacionamento com a Supra (Superintendência de Reforma Agrária); os “movimentos operários” no período: a criação da Celf (Centrais Elétricas Fluminenses) e seus efeitos no setor da eletricidade, a greve do Instituto Vital Brasil, o caso de uma fábrica de tecidos em Campos, o reflexo no Rio de Janeiro das greves de 1963; [Final da 3ª entrevista – Início da 4ª entrevista]; pergunta ponderando sobre a importância dada pelo entrevistado à política externa e sobre a Aliança para o Progresso.

4ª Entrevista:

Fita 6: As relações de seu governo com a Aliança para o Progresso; as bases de interesse pela aliança com o PDC; o relacionamento com o governo federal e diretamente com João Goulart; novo comentário sobre Darcy Ribeiro e breve menção à Eugenio Cailar; a sua posição moderada entre esquerda e direita em 1963; meios para burlar o boicote de Darcy Ribeiro; comentário sobre construções de usinas: Rosal, Roberto da Silveira e Franco Amaral; referência a forças conservadoras; relato sobre medida de Estado de Sítio e o seu envolvimento neste processo; comentário sobre Leonel Brizola e o PTB; o relacionamento do entrevistado com João Pinheiro Neto; comentários sobre invasões e desapropriações de terras; divergências entre os radicais (Brizola, Caruso, Bocayuva Cunha) e a posição moderada do entrevistado; relato sobre o episódio em que João Goulart pede a Badger que prenda Carlos Lacerda – 1963; a Polícia Militar e seu conflito interno entre posições de esquerda e direita; opinião sobre a hipótese de haver uma polícia local comprometida com o poder local no estado do Rio; comentário sobre a relação entre o Poder Judiciário e o governo do estado em 1963.

Fita 7: Continuação dos comentários sobre a relação entre o Poder Judiciário e o governo do estado em 1963; a atuação da Assembléia Legislativa em 1963: a nota de solidariedade quando da prisão de Badger da Silveira; considerações sobre uma possibilidade de mudança do secretariado do estado para o final de 1964: conselhos de Rubem Berardo; avaliações dos planos político e administrativo do seu governo; comentário sobre eleições da mesa da Assembléia e um de seus presidentes, Cordolino Ambrósio; o relacionamento com os pequenos partidos; opinião sobre desapropriações e greves; a participação de partidos políticos no seu governo; os primeiros momentos do golpe de 1964: os acontecimentos do dia 31 de março a resistência no estado do Rio de Janeiro e a deposição de Badger pela marinha.

Fita 8: Continuação do relato da cassação do mandato de governador do estado; o bom relacionamento com o general Carvalho Lisboa; a prisão do secretário de segurança Herval Basil e demais secretários do estado: João Gomes da Silva, Palmir Silva, Feliciano Costa e Antônio Carlos Sigmaringa Seixas; o exílio do secretário de saúde Carlos Antônio na embaixada do Haiti: recusa ao convite de se exilar também; o convencimento de amigos e secretários de permanecer no governo; a nomeação conturbada do coronel Hugo Campelo para a Secretaria de Segurança: tentativa de implementação de um estado paralelo; as críticas do jornal O Fluminense ao seu governo; comentários sobre ser posto em disponibilidade no Tribunas de Contas; a mudança do relacionamento com o general Lisboa; a hipótese da existência de oposição dentro do palácio do governo; a suspeita de que as críticas do O Fluminense estivessem a favor da candidatura de Paulo Torres; os jornais de oposição: desgaste de sua imagem e financiamento de propagandas do governo; comentário acerca da ameaça que sua família sofreu após a sua participação no comício do dia 13 de março de 1964: pressão para renunciar; o conselho do deputado Rubem Berardo: mudança do secretariado e inclusão de políticos da UDN; a proposta de Simão Mansur de um acordo da UDN com o governo; a presença na posse de Castelo Branco como forma de garantir a sua permanência no governo; o manifesto a favor da “Revolução”: recusa de ser favorável ao regime; as ameaças ao seu governo: episódios dos fuzileiros navais e do general Poti; audiência em Brasília com o presidente Castelo Branco pouco antes de ser deposto; a tensão com o general Lisboa na nomeação do chefe da Polícia Militar em 1964.

Fita 9: Desdobramento da nomeação do chefe da Polícia Militar pelo general Lisboa; as intenções de abandonar o governo; a convocação da Assembleia Legislativa para votar o seu impedimento de governar: o medo de uma intervenção militar no governo do Estado; a ocupação do palácio pelas tropas federais; a tentativa de João Batista de assumir a Assembleia; a sua saída do governo; breve comentário sobre a posse provisória de Cordolino Ambrósio no governo do Estado; a articulação para a sua sucessão estadual: a suspensão das eleições diretas pelos militares do Exército; comentários sobre as acusações que sofreu de corrupção e comunismo; detalhes sobre a investigação militar de sua vida privada; a defesa da legalização do Partido Comunista: importante para o regime democrático; o motivo da sua deposição; breve comentário sobre os partidos da época: UDN, PSD e PSP; esclarecimentos sobre a suspensão dos seus direitos políticos por dez anos; opinião sobre o suposto telegrama entre o Geisel e Cordolino; os elogios de Paulo Torres ao seu mandato; análise sobre as sucessivas investigações militares ao seu governo e a sua vida pessoal; críticas ao quadro partidário; as reuniões para a recriação do Partido Trabalhista Brasileiro: a divergência com Brizola; a aposentadoria e o afastamento do PTB.

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