Barreto Leite Filho I

Entrevista

Barreto Leite Filho I

Esta entrevista é parte integrante de uma série de depoimentos realizados pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) entre 1977/1979 e doadas ao CPDOC em 15/08/1996. A escolha do entrevistado se justifica por ter sido destacado repórter político, tendo realizado entrevistas com Luiz Carlos Prestes, entre outros chefes militares, revolucionários dos movimentos de 1922 e 1924. Cobriu a campanha de Vargas e publicou a primeira entrevista dele como presidente.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Gilberto Negreiros
Data: 15/8/1996
Local(ais):
Não há informação ; - ; -

Duração: 1h0min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: João Batista Barreto Leite Filho
Nascimento: 7/12/1906; Santa Maria; RS; Brasil;

Falecimento: 25/7/1987; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Curso secundário.
Atividade: Começa a trabalhar em jornal aos 17 anos no vespertino “A notícia”. No ano seguinte vai para o matutino “O Brasil”, onde permanece três anos na Fundação de Repórter, tornando-se também redator de polícia. Em 1927 entra para o jornal “A Manhã”, de Mário Rodrigues, como redator de tópicos. Em 1928 vai para “O Jornal”, tendo realizado no início entrevistas com Luiz Carlos Prestes, entre outros chefes militares revolucionários dos movimentos de 1922 e 1924. Cobre a campanha política de Getúlio Vargas como candidato a presidente da República pela Aliança Liberal. Colabora também para o “Diário da Manhã”, de Pernambuco, onde a 7 de dezembro de 1927, escreve um artigo prevendo que o sucessor de Washington Luiz seria Getúlio Vargas, apoiado por Antônio Carlos, presidente do estado de Minas Gerais. Publica a primeira entrevista de Getúlio como candidato a presidente da República de 1930 a 1934. Ausenta-se do Brasil por motivos políticos. Participa duas vezes da Delegação Brasileira as Assembléias das Nações Unidas. É nomeado por Jânio quadros embaixador de Israel, onde permanece até 64. No mesmo ano é designado por Castelo Branco para um dos cargos de docência do colégio interamericano de defesa, em Washington. Aposenta-se como jornalista militante em 67 e posteriormente torna-se colaborador da “Folha”.

Equipe


Transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;

Conferência da transcrição: Mariana Franco Lopes;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Julio Augusto Nassar Alencar;

Temas

Artur Bernardes;
Cartas falsas;
Censura;
Coluna Prestes (1925-1927);
Governo Artur Bernardes (1922-1926);
História da imprensa;
Imprensa;
Jornalismo;
Lei de imprensa;
Liberdade de imprensa;
Luís Carlos Prestes;
Política;
Reação Republicana (1922);
Tenentismo;
Voto secreto;

Sumário

Entrevista: cerca de 1977 a 1979
Fita 1-A: Longas considerações sobre a disputa pela presidência da República em 1922: candidatura do fluminense Nilo Procópio Peçanha representando as forças políticas oposicionistas da Reação Republicana, candidatura do mineiro Artur da Silva Bernardes representando as forças políticas situacionistas, relação entre o episódio das "cartas falsas" e o posicionamento do exército brasileiro, e focalização da questão da autenticidade do voto; considerações sobre a segunda Lei Adolfo Gordo, Decreto n.º 4.743 de 31-10-1923: resultante das greves de 1917 e 1919 e direcionada não contra a liberdade de imprensa, mas sim contra os movimentos operários; considerações sobre o movimento tenentista: relação entre o trauma do exército brasileiro na eleição de 1922 e as revoltas militares de julho de 1922 e 1924, e referência ao advento da denominação tenentismo somente a partir da fundação do Clube 3 de Outubro (1931); considerações sobre o sistema de votação no Brasil nas décadas de 1920 e 1930: ausência de sigilo do voto, fiscalização deficiente e fraudes, exemplos das cidades do Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP); importância do desenvolvimento político da questão do voto durante a década; menção da adoção do voto secreto na Argentina com a Lei Sáenz Pena (1912); considerações sobre a imprensa na década de 1920: divisão fundamental entre os jornais situacionistas de pequena circulação subsidiados pelo governo e os jornais oposicionistas de expressiva tiragem mantidos com anúncios comerciais; lembranças de jornais subsidiados pelo governo na década de 1920: os cariocas O País, Gazeta de Notícias, A Notícia, o paulista Correio Paulistano e o mineiro O Minas Gerais; comentários sobre o início da trajetória jornalística do entrevistado aos 16 anos de idade no jornal A Notícia de Candido de Campos e Silva Ramos: a rotina de trabalho e o aprendizado; ligeira referência aos jornais provisórios que eram criados para fins tais como campanhas políticas; lembranças de jornais oposicionistas na década de 1920: Correio da Manhã, A Noite, O Imparcial, O Jornal, O Globo; menção do Jornal do Brasil como inexpressivo naquele contexto de imprensa da década de 1920, apesar de ser uma publicação financeiramente independente; comentário sobre a impopularidade dos governos durante a década de 1920 e a repercussão disso na preferência do público leitor dos jornais; breves impressões sobre Artur Bernardes; referência aos diferentes modelos institucionais dos estados brasileiros na década de 1920; considerações sobre as manifestações de rua na década de 1920: freqüência e dificuldades técnicas de repressão por parte das forças policiais; considerações sobre o modelo de organização policial nos anos 1920 e suas transformações: o militarismo, os problemas que a peculiar rigidez de hierarquia ocasionava, e a constituição da guarda civil.
Fita 1-B: Referência à antiga divisão dos jornais em função dos horários das edições e exemplos na década de 1920: os vespertinos O Globo, A Noite, e os matutinos Correio da Manhã, O Imparcial, O Jornal do Comércio; breves considerações sobre o Jornal do Brasil antes da reforma promovida pela condessa Maurina Dunshee de Abranches Pereira Carneiro; considerações sobre O Jornal de Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, onde o entrevistado começou a trabalhar em 1928: o fundador Renato Toledo Lopes, a aquisição por Assis Chateaubriand, os editoriais redigidos por Azevedo Amaral e Sabóia de Medeiros, a exclusividade de publicação dos artigos da agência United Press Internacional (UPI), a separação entre informação e comentário, a fiscalização pessoal de Assis Chateaubriand sobre as matérias do jornal; menção da função de repórter do Senado que o entrevistado exerceu em O Jornal; impressões políticas sobre Artur Bernardes; longas considerações sobre a relação entre Artur Bernardes e a imprensa: a segunda Lei Adolfo Gordo, o estado de sítio em quase toda a presidência de Bernardes, as modificações introduzidas pelo governo na atividade da censura e as práticas que a imprensa utilizava para contornar as restrições à sua liberdade; relato do início profissional do entrevistado na imprensa: um ano (1922) como repórter de Assistência Pública em A Notícia de Candido de Campos e Silva Ramos, três anos (1923-1926) no pequeno jornal de oposição O Brasil, um ano (1927) em A Manhã de Mário Rodrigues; longas explicações sobre a cobertura jornalística da Coluna Miguel Costa-Prestes: ausência de repórteres acompanhando a marcha em campo, informações e repercussão devidos à publicação dos discursos parlamentares do deputado federal João Batista Luzardo, dificuldades tecnológicas da época; papel de Assis Chateaubriand nos contatos de Luis Carlos Prestes com a imprensa; circunstâncias e realização do primeiro depoimento jornalístico de Prestes na Bolívia; referência ao início da relação jornalística do entrevistado com Prestes em Paso de los Libres na Argentina; papel do entrevistado nos contatos de Prestes com a imprensa; relato do episódio de publicação do Manifesto de maio (1930); longas considerações sobre a profissão de jornalista nas décadas de 1920 e de 1930: imperativo financeiro da acumulação de empregos em mais de um jornal, opinião acerca da honestidade no meio jornalístico, jornada de trabalho não estabelecida oficialmente até o Decreto-Lei 910 de 30-11-1938 do presidente Getúlio Dornelles Vargas, alternativa financeira de acumulação de empregos jornalísticos e serviço público.
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