Blanka Wladislaw

Entrevista

Blanka Wladislaw

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha da entrevistada se justificou por ter iniciado no Brasil a nova linha de pesquisa no campo de Eletroquímica orgânica. E, por ter sido responsável, após 1960, pelo ensino e pesquisa de Química orgânica no departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP até a formação do Instituto de Química da USP (IQ/USP) em 1970.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Nadja Vólia Xavier
Ricardo Guedes Pinto
Data: 4/5/1977 a 5/5/1977
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 3h40min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Blanka Wladislaw
Nascimento: 3/6/1917; Varsóvia; --; Polônia;

Formação: Doutorado em Química na Universidade de São Paulo (USP); licenciatura em Ciências Químicas na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP).
Atividade: Professora de Química do Instituto de Química da USP; assessora da Faesp; membro da Academia de Ciências de São Paulo; membro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); membro da Sociedade de Química de Londres.

Equipe


Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Patrícia Campos de Sousa;

Temas

Blanka Wladislaw;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Cooperação científica e tecnológica;
Ensino secundário;
Ensino superior;
História da ciência;
Importação;
Indústria;
Inglaterra;
Instituições científicas;
Intercâmbio cultural;
Máquinas e equipamentos;
Mercado de trabalho;
Metodologia de pesquisa;
Política científica e tecnológica;
Política salarial;
Polônia;
Pós - graduação;
Química;
Universidade de São Paulo;

Sumário

1ª entrevista:
Os primeiros estudos na Polônia: a formação humanista; origem familiar e a vinda para o Brasil; a adaptação ao país e a continuação dos estudos; a escolha da carreira; o vestibular para a Faculdade de Filosofia da USP; o curso de química dessa faculdade: o intercâmbio entre alunos e professores, a formação experimental, as aulas de H. Rheinboldt e Heinrich Hauptmann; o mercado de trabalho para o químico nos anos 40; o difícil acesso dos recém-formados ao doutoramento; o início da vida profissional na indústria química; o doutoramento sob a orientação de Hauptmann; a tese e os trabalhos publicados sobre novas reações no campo de compostos de enxofre; a experiência como assistente de Hauptmann no Departamento de Química da Faculdade de Filosofia da USP: a responsabilidade pelos cursos práticos de química orgânica; os critérios de seleção dos assistentes; a bolsa do CNPq; o pós-doutoramento em Londres; a política de pós-graduação do Departamento de Química da USP; a experiência no Imperial College of Science and Tecnology; as pesquisas no campo da eletroquímica orgânica realizadas na Inglaterra e no Brasil; o concurso para livre-docente do Departamento de Química da USP; o falecimento de Hauptmann e sua substituição pela entrevistada.

2ª entrevista:
A tese de livre-docência; os primeiros doutorandos orientados pela entrevistada; o atual interesse da indústria química nacional pela pós-graduação; os baixos salários oferecidos pela universidade e a atração dos pós-graduados pela indústria; o papel do engenheiro químico, do químico industrial e do químico pós-graduado; a contratação de químicos pós-graduados na USP pela indústria; os primeiros anos do curso de química da Faculdade de Filosofia da USP; a separação da bioquímica da química orgânica; as linhas de pesquisa de Blanka Wladislaw; a revolução da química orgânica: a introdução de métodos físico-químicos; as tendências da química moderna e a competitividade dos trabalhos brasileiros: a utilização de equipamentos sofisticados; as restrições às importações no país e suas repercussões no trabalho científico; o curso de doutorado em química da USP; o Instituto de Química da Unicamp; os sistemas de financiamento da FAPESP e do CNPq; o apoio desses organismos ao Instituto de Química da USP; o intercâmbio de Blanka Wladislaw com cientistas estrangeiros; o ensino secundário brasileiro e o polonês; a biblioteca do Instituto de Química da USP: o acesso às revistas internacionais; as publicações nacionais: os Anais da Academia Brasileira de Ciências; a necessidade de uma revista brasileira de química; a publicação de trabalhos brasileiros em revistas estrangeiras; o programa de pós-graduação do Instituto de Química da USP; seu intercâmbio com os institutos congêneres; a pós-graduação nos institutos de pesquisa isolados; o papel da Associação Brasileira de Química e da Academia Brasileira de Ciências; a reforma universitária da USP: a criação do Instituto de Química, a introdução de cursos semestrais; as debilidades do atual ensino universitário; as aulas de Rheinboldt e Hauptmann.
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