Claudio Costa Neto

Entrevista

Claudio Costa Neto

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por sua trajetória profissional. Cláudio Costa Neto é químico, engenheiro químico e um dos fundadores do Instituto de Química da UFRJ.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Nadja Vólia Xavier
Ricardo Guedes Pinto
Simon Schwartzman
Data: 9/9/1976
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 1h45min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Cláudio Costa Neto
Nascimento: 1/1/0001; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Engenharia Química e em Química Industrial pela Escola Nacional de Química da UFRJ (1954); mestre em Ciências pela Universidade de Illinois, nos EUA (1957).
Atividade: Bolsista do CNPq e assistente de Fritz Feigl no Laboratório de Produção Mineral, órgão do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM) (1953-1956); auxiliar de ensino das cadeiras de Química Orgânica e Análise Orgânica da Escola Nacional de Química (1955); livre docente da cadeira de Química Orgânica da Escola Nacional de Química (1961); integrou o quadro de engenheiros-tecnologistas do Ministério das Minas e Energia, Laboratório de Produção Mineral (1965); dirigiu o Instituto de Química da UFRJ e a coordenação do projeto xistoquímica (1967).

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Athos da Silveira Ramos;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social;
Ciência e tecnologia;
Cláudio Costa Neto;
Ensino superior;
Escola Nacional de Química;
Física;
Formação profissional;
História da ciência;
Importação;
Instituições científicas;
Metodologia de pesquisa;
Muniz de Aragão;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Pós - graduação;
Química;
Rio de Janeiro (estado);
São Paulo;
Universidade Federal do Rio de Janeiro;

Sumário

A Escola Nacional de Química e as primeiras pesquisas químicas realizadas no país; a química analítica: as pesquisas de Fritz Feigl e Alcides Caldas; a contratação de Feigl pelo Laboratório de Produção Mineral; a falta de renovação de quadros nos institutos governamentais de pesquisa e a decadência dessas instituições; o ensaio de Feigi e a divulgação de sua obra no Brasil e no mundo; as escolas de Hauptmann e Rheinboldt em São Paulo; a química no Rio de Janeiro: os trabalhos de Fritz Feigl e Hans Zocher; a área de produtos naturais: o Instituto de Química Agrícola, a atuação de Otto Gottlieb e de Walter Mors, a criação do Centro de Pesquisa de Produtos Naturais, a ênfase na fitoquímica, os principais grupos; o programa de pós-graduação do Instituto de Química da UFRJ: a organização do Projeto Xistoquímica; o apoio do BNDE a esse projeto; a tecnologia do xisto e as possibilidades de aproveitamento deste material; os cursos de pós-graduação do Instituto de Química da UFRJ; os departamentos do Instituto; as cinco grandes áreas de especialização da química e a organização dos departamentos nas universidades; a química em São Paulo; o Instituto de Química e a Escola de Química da UFRJ: o papel dessas instituições na formação do químico e do engenheiro químico; a pós-graduação no exterior; a participação de estrangeiros no Projeto Xistoquímica; as restrições às importações no país e a produção de equipamentos nacionais; os discípulos de Rheinboldt e Hauptmann; o papel desempenhado pela Escola Nacional de Química: a contribuição de Athos da Silveira Ramos e de Muniz de Aragão; as linhas de pesquisa de Alcides Caldas, Fritz Feigl e Walter Mors; o interesse do entrevistado pela tecnologia do xisto; o contato com Feigl; a química e a física teóricas; os principais núcleos de pesquisa em química teórica existentes no país; os recursos para a pesquisa química e as perspectivas de desenvolvimento dessa ciência no Brasil.
Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados