Clovis de Faro I

Entrevista

Clovis de Faro I

Entrevista realizada no contexto do projeto "As faces do mago da economia: atuação e legado de Mario Henrique Simonsen", desenvolvido em convênio com a Cia. Bozano, Simonsen e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2000 e 2001, com o objetivo de publicar um livro de depoimentos sobre Mario Henrique Simonsen - MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il. A escolha do entrevistado se justificou por ter acompanhado a atuação de Mario Henrique Simonsen na EPGE desde 1974, quando ingressou na escola como professor.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Carlos Eduardo Barbosa Sarmento
Data: 19/12/2000
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 1h40min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Clovis José Daudt Lyra Darrigue de Faro
Nascimento: 29/10/1941; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Mestrado em Pesquisa Operacional na Universidade de Stanford e Doutorado em Engenharia Industrial pela mesma instituição.
Atividade: Engenheiro da Superintendência de Urbanização e Saneamento (SURSAN) da Guanabara (até 1969); Técnico de Planejamento e Pesquisa no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) (1969-1980); professor na Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE) da Fundação Getúlio Vargas (desde 1974); professor no curso de Mestrado em Engenharia de Produção da Universidade Federal Fluminense (1982-1999); professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Santa Úrsula (desde 1987); diretor financeiro da Fundação Getúlio Vargas (1991-1996); Diretor da EPGE (desde 1997)

Equipe

Levantamento de dados: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Virgínia Sena Barradas;

Temas

Constituição federal (1988);
Fundação Getulio Vargas;
Governo Ernesto Geisel (1974-1979);
Mário Henrique Simonsen;
Matemática;
Ministério da Fazenda;
Planos econômicos;
Pontifícia Universidade Católica;
Pós - graduação;
Universidade Federal Fluminense;

Sumário

Entrevista: 19.12.2000.
Origem familiar; formação escolar; a escolha pelo curso de engenharia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), onde ingressou em 1961; transferência em 1962 para o curso de Engenharia Civil da Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense (UFF); aprovação num concurso do Estado da Guanabara para engenheiros e o trabalho no abastecimento de água (1963); a especialização em engenharia econômica da Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, onde ingressou em 1965; a fama de Mário Henrique Simonsen na Escola de Engenharia; professores do curso de engenharia econômica; a matemática nos cursos de economia na década de 1960; diagnóstico de Mário Henrique Simonsen quanto à deficiência matemática na formação de economistas e a criação do Centro de Aperfeiçoamento de Economistas da Fundação Getúlio Vargas (CAE-FGV); maior presença do economista na mídia, a partir de debates em torno do Plano de Ação Econômica do Governo (Paeg); o curso de programação econômica criado pelo Escritório de Pesquisa Econômica Aplicada (EPEA), onde ingressou em 1966: cadeiras, professores e alunos do curso; participação de Mário Henrique Simonsen na elaboração do Plano Decenal e do Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG); renome de Mário Henrique Simonsen na década de 1960; a opção por uma pós-graduação em pesquisa operacional em Stanford em 1969; entrada no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em 1969, trabalhando com pesquisa operacional; entrada na Escola de Pós-graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (EPGE-FGV) como professor, em 1970; o doutoramento em engenharia industrial em Stanford,(1971-1974); a entrada na EPGE como professor horista em 1974, em meio a disputas políticas na direção da Escola; a ida de Mário Henrique Simonsen para o ministério da Fazenda e a escolha de Carlos Geraldo Langoni como seu substituto na direção da EPGE: os nomes possíveis e as razões da escolha; proeminência de Mário Henrique Simonsen na EPGE; financiamento do curso de pós-graduação da PUC pelo IPEA; independência do IPEA no governo de Ernesto Geisel; relato da ocasião em que conheceu Mário Henrique Simonsen pessoalmente, em 1979; ida para a Universidade de Munique em 1980, como pesquisador visitante; entrada para a EPGE como professor de horário integral (1981); assunção do cargo de diretor financeiro da Fundação Getulio Vargas (1990) e estreitamento do contato com Mário Henrique Simonsen; disponibilidade prestabilidade de Simonsen em atender os alunos; consultas de governantes brasileiros a Mário Henrique Simonsen sobre questões relacionadas à área econômica nas décadas de 1980 e 1990; críticas de Simonsen à Constituição de 1988; a volta de Simonsen para a EPGE em 1979 e a reestruturação da Escola; formação matemática de Mário Henrique Simonsen e reconhecimento internacional da qualidade de seus livros; aprimoramento profissional de Simonsen após sua passagem pelo governo: reciclagem acelerada e formação de economistas; despreocupação de Mário Henrique com sua própria inserção no cenário acadêmico internacional; o principal legado de Mário Henrique Simonsen: a excelência acadêmica e pluralidade de pensamento da EPGE.
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