Danielle Ardaillon

Entrevista

Danielle Ardaillon

Entrevista realizada para o projeto de doutorado da pesquisadora Luciana Heymann, intitulado De arquivo pessoal a patrimônio nacional: reflexões acerca da produção de "legados". A entrevistada é responsável pela organização e conservação do arquivo privado do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, desde que ingressou no Cebrap, em 1978. O arquivo de FHC é um os objetos da tese de doutorado.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Luciana Quillet Heymann
Data: 12/1/2007
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 3h55min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Danielle Ardaillon
Nascimento: 5/9/1936; Argel; --; Argelia;

Formação: Doutora em Sociologia pela USP (1997), mestre em Ciência Política pela USP (1989) e bacharel em Ciências Sociais pela USP (1966).
Atividade: Curadora do acervo do Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC) e assessora do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Foi diretora do Departamento de Documentação Histórica do Gabinete Pessoal do Presidente da República (1999-2002) e responsável pela organização e conservação do arquivo pessoal de FHC em São Paulo e Brasília durante seu primeiro mandato presidencial (1995-1999). Foi pesquisadora da Fundação Carlos Chagas, em São Paulo, nos anos de 1980 e entre 1994 e 1995. Foi diretora administrativa do CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), de 1978 a 1983 e responsável pelas relações inter-institucionais entre 1983 e 1986.

Equipe

Levantamento de dados: Luciana Quillet Heymann;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Luciana Quillet Heymann;

Transcrição: Maria Alice Mendes De Sousa;

Conferência da transcrição: Katherine Nunes de Azevedo;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Sumário: Katherine Nunes de Azevedo;

Temas

André Franco Montoro Filho;
Argélia;
Arquivo Nacional (BR);
Arquivos nacionais;
Arquivos pessoais;
Arquivos públicos;
Assistência social;
Assuntos familiares;
Biografias;
Brasília;
Campanha eleitoral;
Casamento;
Centro Brasileiro de Análise e Planejamento;
Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil;
Centros de documentação e informação;
Ciências Sociais;
Congressos e conferências;
Correspondência;
Cultura brasileira;
Darcy Ribeiro;
Ditadura;
Documentação;
Documentos pessoais;
Estados Unidos da América;
Família;
Fernando Henrique Cardoso;
Florestan Fernandes;
Formação acadêmica;
Formação escolar;
França;
Golpe de 1964;
Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-1998);
Governo Fernando Henrique Cardoso (1999-2002);
Instituto Histórico Geográfico Brasileiro;
José Sarney;
José Serra;
Linha de acervo;
Mário Soares;
Miguel Darcy de Oliveira;
Movimento estudantil;
Museu da República;
Obras de referência;
Orestes Quércia;
Organização de arquivos;
Palácio Itamaraty;
Pedro Malan;
Pernambuco;
Política;
Políticas de arquivo;
Pontifícia Universidade Católica;
Pós - graduação;
Presidência da República;
Preso político;
Procópio Ferreira;
Regime militar;
Ruth Corrêa Leite Cardoso;
São Paulo;
Senado Federal;
Sociabilidade;
Sociologia;
Universidade de São Paulo;

Sumário

Entrevista: 12.01.2007

Arquivo digital em áudio 1: A formação na Sorbonne em Ciências Biológicas (1955); origens familiares: breve histórico sobre os avós maternos e paternos e a formação da família na Argélia; a ida para a França a fim de completar os estudos (1955); comentários sobre a ocupação profissional dos pais; a saída do pai da Argélia e o convite para ficar um ano e meio no Brasil trabalhando para a Renault; as dificuldades sofridas na França e a ida para o Brasil com o pai (1959); comentários sobre as dificuldades de adaptação cultural; o casamento com Sebastião Simões e o permanência no Brasil (1960); a ida para Pernambuco com o marido (1961); explicações sobre a Companhia Pernambucana de Borrachas (Coperbo); o bom relacionamento com o sogro, o machismo do marido e as impressões sobre o sertão; a realização do curso de Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia do Recife; problemas políticos de 1964: a demissão do marido, o medo da prisão e a fuga para São Paulo; o afastamento do curso de Ciências Sociais e a perda da casa no Recife; a aproximação de Fernando Henrique Cardoso (1968) e Florestan Fernandes, em São Paulo: a rede de sociabilidade que possibilitou o encontro; a continuação dos estudos na Universidade de São Paulo (USP), em 1966: comentários sobre a linha teórica do curso de Ciências Sociais; a pós-graduação com enfoque em Sociologia da literatura na Faculdade Maria Antônia; o nascimento do terceiro filho e a pausa nos estudos; a tradução da tese de Arthur Giannotti; o retorno aos estudos; o conflito ocorrido entre a ditadura militar e o movimento estudantil das faculdades Mackenzie e Maria Antônia; comentários sobre o bom relacionamento com Leônidas Cardoso, pai de Fernando Henrique Cardoso; o relacionamento com a orientadora, Ruth Cardoso; o envolvimento da entrevistada com ativistas políticos de Recife; a prisão, em 1971, a ida para Salvador e as dificuldades enfrentadas na família e no casamento; o trabalho como fisioterapeuta respiratória; a volta para São Paulo em 1978; a invasão da Pontifícia Universidade Católica – PUC- SP (1978); a atuação, através da indicação de FHC, como diretora administrativa no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap); o projeto de doutorado na área da sociologia da doença; o trabalho na organização de documentos em geral como cartas, telefonemas e contabilidade de personalidades importantes que faziam parte do Cebrap, como: FHC, Cândido Procópio Ferreira Camargo, Orestes Quércia, José Serra, Pedro Malan; comentários sobre a atuação do Cebrap: orçamento, número de funcionários; explicações sobre a pesquisa de doutorado e o motivo pelo qual teve que abandonar; a ida de FHC para o senado em 1982 e a permanência no Cebrap; comentários sobre as biografias de FHC escritas por Maurício Font e Ted Goertzel; a boa convivência com FHC; o auxílio dado a FHC no momento em que foi presidente da Associação Internacional de Sociologia e o retorno ao Doutorado; a equipe política que assume o senado: destaque para Eduardo Graeff e Ana Tavares; a conciliação entre o trabalho como secretária parlamentar e a finalização dos estudos na área de política; a organização dos arquivos pessoais do FHC; as dificuldades de acesso a FHC no momento que ele entra para o Ministério e o auxílio dado na organização de suas correspondências e textos acadêmicos; a campanha presidencial de 1995 e a saída de Fernando Henrique do senado; as bolsas de estudos obtidas na Fundação Carlos Chagas, no momento em que FHC participa da campanha presidencial; a importância da contribuição da entrevistada para aumentar o acervo pessoal e de partido; observações sobre a quase inexistência de arquivos de partidos no Brasil; comentários sobre a importância da esposa de Darcy Ribeiro, Berta Ribeiro, na constituição do arquivo pessoal do antropólogo.

Arquivo digital em áudio 2: informações sobre o papel de Ruth Cardoso na vida política de FHC; a “política de escanteio” sofrida pela entrevistada no momento que FHC assume a presidência; comentários acerca da experiência negativa que teve quando trabalhou na Secretaria de Assistência Social em Goiás; menção à participação na Conferência Mundial da Mulher, em Beijing; o ambiente machista do Itamaraty; as gravações diárias sobre seu governo realizadas por FHC, durante a presidência; a finalização do doutorado e o começo das transcrições para FHC; a lei criada por Sarney sobre o destino dos documentos de interesse público; explicações acerca da pesquisa sobre arquivos realizada pela entrevistada; comentários sobre os arquivos que visitou, em 1996 no Brasil: Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), Museu da República, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), Memorial JK; explicações acerca dos arquivos presidenciais dos Estados Unidos: investimento privado para uso público; comentários sobre a trajetória da construção de arquivos públicos nos Estados Unidos; as visitas em alguns arquivos da França: o Institut Français; a conversa com Paule René-Bazin; o arquivo de Mário Alberto Soares, em Portugal; a precariedade do arquivo de José Sarney, no Maranhão; o desejo de FHC de guardar seus documentos para a posteridade, sem utilizar dinheiro público: a ideia de criar uma fundação; os motivos pelos quais levaram a escolha da Fundação Mário Soares como modelo; as dificuldades de conseguir um comodato com um prédio a fim de diminuir os custos (1998); o trabalho na Documentação Histórica da Presidência (1999): as dificuldades enfrentadas; comentários sobre a ideia de guardar as correspondências de FHC no Instituto de Estudos Brasileiros – IEB; a necessidade de um fundo que financiasse a criação de um Instituto; comentários acerca de dificuldade dos políticos em se desfazer dos documentos pessoais; a importância do acervo de FHC para a Sociologia; menção à doação do arquivo do político paulista André Franco Montoro ao CPDOC; comparação da constituição do acervo do CPDOC com o Cebrap; comentários sobre a forma de organização do acervo do Cebrap: organização dos documentos relativos ao pré-presidencial de 1998 com o auxílio de firmas especializadas; a ida para Brasília no segundo mantado de FHC, em 1999 e a organização dos documentos do presidente; a equipe que faz parte da organização e o desejo da entrevistada em contratar novos pesquisadores; a digitalização dos documentos pela empresa Sun Microsystems; a opinião da entrevistada sobre o processo de digitalização e disponibilização de acervos; a doação de algumas correspondências de FHC para o Arquivo Nacional.

Arquivo digital em áudio 3: comentários sobre a falta de herdeiros para dar continuidade ao trabalho de coleta para o acervo de FHC; a importância das gravações feitas por FHC; o processo de transcrição do áudio realizada pela entrevistada; o processo de revisão feita por FHC; a criação do Conselho no Cebrap a fim de dar continuidade aos estudos; a continuação do cargo como assessora de FHC, junto com Sérgio Fausto depois da saída de FHC da presidência; a função de Miguel Darcy de Oliveira em representar FHC no Rio de Janeiro; apontamentos sobre o papel de Eduardo Graeff , junto a FHC; a vida ativa que FHC manteve depois da presidência: a valorização dele no exterior e dentro do Brasil; comentários sobre a conjuntura que permitiu a publicação do livro “A arte da política”, feito por FHC e “The Accidental President of Brazil”: A memoir, escrito por Brian Winter; a relação profissional e pessoal mantida com FHC e Ruth Cardoso: atenção para a personalidade de FHC; a experiência adquirida enquanto esteve em Brasília.
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