Darcy de Almeida

Entrevista

Darcy de Almeida

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984).
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Simon Schwartzman
Data: 29/9/1976
Local(ais):

Duração: 2h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Darcy de Almeida
Formação:
Atividade: Atualmente é coordenador de projeto de pesquisa do Laboratório Nacional de Computação Científica.

Equipe


Transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;

Conferência da transcrição: Lucas Andrade Sá Corrêa;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Lucas Andrade Sá Corrêa;

Temas

Atividade científica;
Biologia;
Bioquímica;
Carlos Chagas Filho;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Cooperação científica e tecnológica;
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Educação;
Estados Unidos da América;
Faculdade Nacional de Medicina;
Formação acadêmica;
Fundação Rockefeller;
Guilherme Guinle;
História da ciência;
Inglaterra;
Instituições científicas;
Intercâmbio científico e tecnológico;
Juan Carlos Ongania;
Nacionalismo;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Roberto Freire;
Subdesenvolvimento;
Universidade Federal do Rio de Janeiro;

Sumário

Entrevista: 29.09.1976

O surgimento de idéias e a troca de conhecimento a partir de conversas informais: o grupo de amigos com os quais o entrevistado se relaciona e discute temas profissionais e pessoais; considerações sobre o ensino: divergência com os colegas, posição de Moura Gonçalves; semelhanças pessoais e profissionais entre os membros do grupo do entrevistado; as relações do entrevistado com a comunidade de biofísicos: troca de correspondências no Brasil e no exterior, a Sociedade Brasileira de Genética; a dificuldade de se trabalhar com ciência em um país subdesenvolvido; a necessidade de se trazer cientistas de fora do Brasil, principalmente dos Estados Unidos e Inglaterra; a formação do entrevistado na Faculdade de Medicina, como um dos Chagas’s boys; a escolha pelo curso de medicina; o interesse pela biofísica e a falta de didática nessa disciplina no curso de medicina; uma definição de biofísica; semelhanças e diferenças entre biofísica e bioquímica; a falta de interesse dos alunos de medicina por biofísica; a concepção profissionalizante da Faculdade de Medicina; a introdução da pesquisa na área medica por Carlos Chagas; as aulas de biofísica com Moura Gonçalves e o convite para trabalhar no laboratório de biofísica; primeiro contato e aprendizados com Carlos Chagas; a relação do entrevistado com as outras disciplinas do curso de medicina; experiência clínica no Hospital Moncorvo Filho, durante a faculdade, onde trabalhou com Kaplan e Luiz Capriglione; comentários sobre Luiz Capriglione; os laboratórios que formavam o Instituto de Biofísica e a baixa proporção de alunos nestes; menção ao Clube dos Estudantes; o curso de métodos físicos organizado por Carlos Chagas; o contato com os estrangeiros trazidos por Chagas; a liberdade em se escolher e desenvolver o projeto de pesquisa; a questão do financiamento de pesquisa: menção a empresas que contribuíram, destacando-se a importância do Instituto Rockefeller, e o auxílio financeiro de Guilherme Guinle; perfil dos estrangeiros que vinham ao Instituto e processo de escolha destes; a situação do entrevistado no laboratório após sua formação, recebendo pela chamada “verba 3”; a diferença das condições entre o entrevistado e os colegas que seguiram carreira médica; a pós-graduação em Londres; comentários acerca do incentivo de Carlos Chagas à ida de seus alunos para o estrangeiro; questões sobre a ida de estudantes brasileiros para fora do país: o tempo ideal, o choque da volta, as facilidades do trabalho fora do Brasil; os problemas de delimitar o tempo de uma pesquisa; a decisão do entrevistado de ficar no Brasil; a relação da origem do entrevistado com a sua responsabilidade como cientista; a importância da universidade para o país; a concepção do entrevistado acerca do que é ser cientista; comentários sobre Arthur Kornberg: estudos e obras; a relação entre ciência e sociedade; menção ao Grupo da Ciência para o Povo, de Boston, como exemplo de verdadeiros cientistas; menção a Rosane Franklin; a diferença entre fazer ciência no Brasil e em países desenvolvidos:os exemplos dos estudos sobre o câncer e a esquistossomose; a importância do estudo no exterior para o aprendizado de resolução de problemas científicos e não para a delimitação do objeto de estudo; a definição do trabalho do entrevistado como “fisiologia celular”; o custo da pesquisa no Brasil; o baixo custo das pesquisas do entrevistado e a relevância social destas; a necessidade de se determinar linhas prioritárias de pesquisa nas agências financiadoras; descrição do campo de genética de micro-organismos no Brasil; o caso dos dois prêmio Nobel da Argentina: Bernardo Houssay e Luis Frederico Leloir; a importância da Fundação Campomar; comentários sobre a pesquisa de Leloir e seu posterior reconhecimento; menção do entrevistador ao envolvimento de Houssay no governo ditatorial de Juan Carlos Onganía Carballo; menção ao Instituto de Física Teórica, de São Paulo; formação dos alunos que trabalham no Instituto de Biofísica; menção as dificuldades de ser cientista no final da década de cinqüenta e a necessidade de aceitar qualquer estudante no Instituto, durante o período; comparação entre os alunos de medicina e os de outros cursos; a área acadêmica como única opção dos cientistas formados pelo Instituto de Biofísica; a falta de pesquisa na industria brasileira; comentário sobre a vinda de estudantes de outros países ao Instituto; a dificuldade de importação de material necessário em algumas pesquisas; a compra de materiais sem que sua necessidade tenha surgido: o “fetichismo do equipamento”; comentários sobre o microscópio eletrônico e a formação do laboratório do Jardim Botânico; comentários sobre a aplicação do conhecimento no meio ambiente e o nacionalismo de Carlos Chagas; a relação com o Hospital Moncorvo Filho: pesquisas na área clínica, a necessidade de contribuição direta com a comunidade; o papel centralizador de Carlos Chagas no Instituto de Biofísica e o funcionamento do Instituto após saída de Chagas; a estrutura e o funcionamento do Instituto de Biofísica; o papel das agências financiadoras no desenvolvimento da pesquisa; comparação entre os alunos que entram no Instituto hoje com os que entravam antes; comentários sobre o trabalho da área técnica dentro do laboratório; relação do Instituto com a Universidade.
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