Dionisio Dias Carneiro

Entrevista

Dionisio Dias Carneiro

Entrevista realizada no contexto do projeto "As faces do mago da economia: atuação e legado de Mario Henrique Simonsen", desenvolvido em convênio com a Cia. Bozano, Simonsen e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2000 e 2001, que teve como resultado a publicação do livro "Mário Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC." Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. A escolha do entrevistado deveu-se a seu vasto convívio com Mario Henrique Simonsen tendo sido, inclusive, seu aluno.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Carlos Eduardo Barbosa Sarmento
Data: 5/9/2000 a 14/11/2000
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 4h35min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Dionísio Dias Carneiro Netto
Nascimento: 23/9/1945; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Falecimento: 29/7/2010; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Graduado em Economia pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1964-1967); mestre pela Escola de pós-graduação em Economia (EPGE) da Fundação Getulio Vargas e pela Universidade de Vanderbilt (1971).
Atividade: Professor do Departamento de Economia na Universidade de Brasília (1972-1973); professor titular dos cursos de mestrado e doutorado da EPGE (1974-1977); professor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (a partir de (1977); vice-presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) (1979-1980); membro do Conselho Técnico e Administrativo da Coordenação para o Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES) (1979-1980); membro da Subcomissão de Desenvolvimento Científico do Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) (1979-1980); pesquisador do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (IPEA) (1980-1982).

Equipe

Levantamento de dados: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;

Conferência da transcrição: Ignez Cordeiro de Farias;

Copidesque: Ignez Cordeiro de Farias;Verena Alberti;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Virgínia Sena Barradas;

Temas

Celso Furtado;
Colégio Militar do Rio de Janeiro;
Crescimento econômico;
Economia;
Economistas;
Ernesto Geisel;
Eugênio Gudin;
Golbery do Couto e Silva;
Golpe de 1964;
Governo Ernesto Geisel (1974-1979);
Inflação;
Mário Henrique Simonsen;
Ministério da Fazenda;
Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social (1963-1965);
Planos econômicos;
Pontifícia Universidade Católica;
Pós - graduação;
Regime militar;
Repressão política;
Tortura;

Sumário

1a entrevista: 05.09.2000
Origem familiar; escolha da carreira de economista; influência e relação com Inácio Rangel; na Faculdade de Economia e Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro onde ingressou em 1964; professores da escola de economia da UFRJ e participação destes na formulação do Plano de Ação Econômica do Governo - PAEG; avaliação do Plano Trienal e as divergências entre Celso Furtado e Inácio Rangel; política estudantil em 1964; insatisfação dos alunos com o conteúdo do curso de economia e formação de grupos de estudo; comentário sobre o ambiente político de esquerda no Colégio Militar no início da década de 1960; comparação entre o PAEG e o Plano Trienal; posição de Eugênio Gudin em relação à inflação; características da firma Consultec onde Mário Henrique Simonsen trabalhou (1960 e 1974) e a importância dos estudos de viabilidade para o planejamento econômico; opinião sobre Eugênio Gudin; Mário Henrique Simonsen como um problem solver; transformação do Centro de Aperfeiçoamento de Economistas (CAE) para Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE), na Fundação Getulio Vargas; a opção pelo mestrado na EPGE; Maria da Conceição Tavares como professora na EPGE; professores e cursos da EPGE no período em que o entrevistado fez o mestrado (1968-1971); atuação de Mário Henrique Simonsen como professor; os três grandes professores do entrevistado: Mário Henrique Simonsen, Oscar Edvaldo Porto-carrero e Nicholas Georgescu-Roegen; Mário Henrique Simonsen no Ministério da Fazenda (1974-1979): método de trabalho, relações com os assessores Augusto Jefferson de Oliveira Lemos e Marcos Amorim Neto; avaliação de documentos enviados por Geisel a Mario Henrique Simonsen antes do início da gestão do último no ministério da Fazenda; a necessidade de ir além da função de problem solver nos despachos com a presidente; perfil do presidente Ernesto Geisel e seu estilo de governar; Mario Henrique Simonsen no Ministério da Fazenda: relação afetiva com Geisel, relações com Golbery do Couto e Silva, a pouca ambição pelo poder, a mudança da fórmula da política salarial (novembro de 1974); os benefícios dos modelos matemáticos para a economia e as críticas que Mario Henrique Simonsen sofreu da esquerda; influência de Mário Henrique Simonsen sobre seus alunos; a relação do entrevistado com Mário Henrique Simonsen; comentário sobre as atitudes diante da realidade quando se está gravemente doente; projeto político do presidente Ernesto Geisel e a gestão de Mário Henrique Simonsen no Ministério da Fazenda; as medidas macroeconômicas adotadas por Mário Henrique Simonsen em 1974 e as discordâncias entre Simonsen e o ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso.

2a Entrevista: 14. 11.2000.
Avaliação do problema da inflação durante o governo Geisel e das medidas tomadas em seu combate: o programa de estabilização de Mário Henrique Simonsen; conflitos que marcaram o governo Geisel: esforço de crescimento econômico e legitimidade política; implicações da política fiscal adotada pelo governo; choque do petróleo como evidência da necessidade de repensar a matriz energética mundial e a lógica do governo militar a respeito deste problema; repercussões políticas da recessão econômica no governo Geisel; relação do preço do petróleo (1973) com a situação política no Oriente Médio: a guerra do Yom Kippur; breve avaliação do tema da realimentação inflacionária na literatura econômica da década de 1970; implicações e controvérsias acerca da fórmula de correção monetária proposta pelo então ministro Mário Henrique e adotada pelo governo Geisel; explicação da conjuntura econômica e das necessidades que levaram à criação pelo ministro Simonsen do refinanciamento compensatório para o sistema bancário e o Pacote de Abril (1977); concentração de renda: análise do problema na década de 1970 e de sua vinculação com o crescimento econômico e política salarial; breve comentário sobre as implicações políticas da concentração de renda durante o governo Geisel; opinião de Mário Henrique Simonsen sobre a repressão e tortura política no regime militar; avaliação do caso Vladimir Herzog e da prática de tortura durante o governo Geisel; criação do curso de doutorado em economia na EPGE (1974); reestruturação da EPGE a partir da saída de Simonsen em 1974; comentários sobre a abordagem de Mario Henrique sobre macroeconomia; comparação da estrutura administrativa da EPGE com a PUC; impacto da saída de Simonsen para a qualidade da EPGE, a formação de pesquisadores independentes durante a década de 1970; comentários sobre as discordâncias do entrevistado quanto aos rumos da EPGE no período em que Carlos Geraldo Langoni ocupou a diretoria da escola (1974-1979); reação de Mario Henrique Simonsen aos conflitos internos da EPGE no período em que esteve ausente; criação da pós-graduação de economia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ); comparação entre os ambientes acadêmicos da PUC-RJ e da EPGE; saída de um grupo de professores da EPGE para a PUC, incluindo o entrevistado (1977); estruturação e consolidação do departamento de economia da PUC; despersonalização dos departamentos e escolas de economia no decorrer da década de 1970; comentários sobre a passagem de Mario Henrique Simonsen na Secretaria de Planejamento (Seplan) do governo Figueiredo; a importância de Maurício Peixoto na formação matemática de Mario Henrique; contato de Roberto Campos e Lucas Lopes com Mario Henrique Simonsen; avaliação das aulas de Mario Henrique Simonsen; conjuntura recessiva nos anos 1979-80 e prioridades orçamentárias do governo brasileiro; situação do CNPq e razões da saída do entrevistado em outubro de 1980; inserção de Mario Henrique Simonsen e do entrevistado nos debates de política econômica na década de 1980; opiniões e propostas correntes de economistas sobre o Plano Cruzado; implicações políticas e posicionamento da oposição nas eleições de outubro de 1986; associação do debate sobre correção monetária e desindexação na década de 1980 às questões pensadas por Simonsen na década de 1970; fracasso da política de controle de preços no combate à inflação; caracterização de Mario Henrique Simonsen enquanto professor, matemático e homem público.

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