Edeson Ernesto Coelho

Entrevista

Edeson Ernesto Coelho

Entrevista realizada no contexto do projeto "A propaganda brasileira: trajetórias e experiências dos publicitários e das instituições de propaganda", desenvolvido pelo CPDOC por iniciativa da ABP - Associação Brasileira de Propaganda e com apoio da Souza Cruz S.A., entre março de 2004 e fevereiro de 2005. Um dos objetivos do projeto foi dar início à constituição de um acervo de entrevistas sobre a história da propaganda brasileira, ouvindo publicitários que tiveram atuação destacada a partir da segunda metade do século XX. Notas das entrevistas elaboradas por Anna Carolina Meirelles da Costa, Ilana Strozenberg, Luciana Quillet Heymann, Luisa Lamarão, Maurício Xavier, Regina Santiago e Verena Alberti. A escolha do entrevistado deveu-se à sua carreira como publicitário, tendo sido vice-presidente da Associação Brasileira de Propaganda (1959).
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Luciana Quillet Heymann
Ilana Strozenberg
Data: 17/6/2004 a 18/6/2004
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 9h20min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Edeson Ernesto Coelho
Nascimento: 31/5/1929; Campinas; SP; Brasil;

Formação: Curso de Técnica de Propaganda da Associação Paulista de Propaganda - APP; Relações Públicas na Universidade de Nova Iorque; curso de Produção em TV na School of Radio and Television.
Atividade: Revisor da redação na Agência Mccann-Erickson (1947-48); redator na Arco-Artusi (1948-51); assistente de publicidade da Rádio Globo; chefe de propaganda na Sears Roebuck; gerente da circulação das seleções do Readers Digest. Publicitário do Jornal do Brasil (1957-61). Vice-presidente da Associação Brasileira de Propaganda (1959). Publicitário do ano em 1959. Chefe do Departamento Comercial da Rede Globo (1963-66); gerente de Relações Públicas e Publicidade da Ford do Brasil (1966-68); diretor-geral da Standard (1968-71); diretor da Agência Salles/ Inter-Americana (1979-82). Diversas passagens pela Agência DPZ entre 1973 e 2000. Foi secretário de Comunicação no Governo Moreira Franco (1987-1991) e diretor de Marketing da EMBRATUR.

Equipe

Levantamento de dados: Regina Santiago;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Regina Santiago;

Transcrição: Oswaldo Cordeiro de Farias;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Luisa Quarti Lamarão;

Temas

Anos 1950;
Anticomunismo;
Associação Brasileira das Agências de Publicidade (ABAP);
Associação Brasileira de Propaganda (ABP);
Comunicação de massa;
Congressos e conferências;
Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar);
Difusão cultural;
Empresas multinacionais;
Estados Unidos da América;
Família;
Ford Company;
Imigração;
Jingle;
Jornalismo;
Marketing;
Propaganda;
Publicidade;
Rádio Globo;
Roberto Marinho;
São Paulo;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
Teatro;
Televisão;
Turismo;
Veículos de comunicação;
Walter Clark;
Wellington Moreira Franco;

Sumário

1a Entrevista: 17.06.2004
FITA 1-A
Origens familiares; primeiros contatos com o mundo de propaganda através da farmácia do pai; recordações da infância em Joaquingídio, vila de imigrantes em Campinas; lembranças sobre o Liceu Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora, em Campinas; explicações sobre a mudança para São Paulo (1940); a experiência no Liceu Franco-Brasileiro em São Paulo; comentários sobre as dificuldades na escola e o trabalho como propagandista médico.

FITA 1-B
Informações sobre o trabalho como propagandista médico; o aprendizado no curso de técnica de propaganda da Associação Paulista de Propaganda - APP (1947); diferenças entre publicity e advertising; explicações sobre a técnica do prisma e scratch board; descrição do trabalho nas oficinas de composição gráfica; conjuntura da entrada do entrevistado na McCann-Erickson (1947); breve comentário sobre o pioneirismo das agências McCann-Erickson e Thompson na propaganda no Brasil; o primarismo das adaptações de campanhas norte-americanas para o Brasil naquele momento; comentários sobre a importância do rádio na época e explicações sobre o processo de gravação de jingles; breves comentários sobre a ida para a agência Arco-Artusi.

FITA 2-A
Informações sobre a agência Arco-Artusi; breves lembranças do envolvimento com teatro amador do Rio de Janeiro; considerações sobre as profissões dos irmãos do entrevistado; considerações sobre o amigo Carlos Pedregal; descrição das funções desempenhadas na Arco-Arcusi; dificuldades enfrentadas após a saída da Arco-Artusi (1951); o emprego na Rádio Globo (1951); recordações do trabalho na Sears Roebuck (1952); informações sobre o sistema de encomenda por reembolso postal e venda por catálogos, típicos dos Estados Unidos, adotados pela Sears Roebuck no Brasil.

FITA 2-B
Comentários sobre o emprego na Emissora Continental (1953); explicações sobre a permuta da Emissora Continental com a Propag, empresa de representação de automóveis; a entrada na Reader's Digest (1953); breve comentário sobre as relações de amizade com a Thompson; longas informações sobre o funcionamento da empresa; breves considerações sobre Fernando Chinaglia; informações sobre a distribuição de jornais no Rio de Janeiro e a relação de Roberto Marinho com os jornaleiros; explicações sobre a coluna Nancy Sasser na revista Reader's Digest; observações sobre a divulgação de produtos norte-americanos durante a Segunda Guerra Mundial: a revista Em Guarda; breve comentário sobre o anti-comunismo nos Estados Unidos na década de 50 e a decisão de se mudar para Nova Iorque com a mulher.

FITA 3-A
Longo relato das dificuldades enfrentadas nos Estados Unidos (1953); comentários sobre o cargo de relações-públicas no Brazilian Government Trade Bureau; razões da desistência do cargo na Avon; a volta para o Brasil e a entrada no Jornal do Brasil (1957).

FITA 3-B
Relato da situação do Jornal do Brasil em 1957; comentários sobre a competição entre os jornais no Rio de Janeiro; considerações sobre as mudanças implementadas pelo entrevistado no Jornal do Brasil e sua posterior saída do jornal; a passagem pela Standart em São Paulo, como RTV produção do programa de televisão O céu é o limite na TV Tupi (1955); lembranças do breve período na Dória e Associados (1955).

FITA 4-A
Longas explicações sobre a fundação do Instituto Verificador de Circulação - IVC (1961); longos comentários sobre a aquisição do controle da revista Senhor, junto com Reinaldo Jardim; considerações sobre José Luís Magalhães Lins; recordações da tentativa de recuperar a revista Senhor (1964).

FITA 4-B
Recordações da tentativa de recuperar a revista Senhor (1964); balanço do trabalho feito na revista Senhor; longos comentários sobre a Rede Globo e a função de gerente comercial na empresa (1965-66).

FITA 5-A
Longos comentários sobre as dificuldades da Rede Globo em seus primeiros anos de funcionamento; informações sobre o cargo de diretor da Ford do Brasil S.A.(1966-68); lembranças do lançamento da campanha do Ford Galaxie, do Salão do Automóvel em São Paulo e da campanha da Ford na América Latina na década de 60.

FITA 5-B
Informações sobre a compra da Willys pela Ford; longos considerações sobre o cargo de diretor-geral da agência Standard (1968-71); comentários sobre a multinacional Rhodia; lembranças dos desfiles e caravanas da Rhodia no Brasil; observações sobre o grande poder exercido por Lívio Rangam na Standard.


2a Entrevista: 18.06.2004

FITA 6-A
Histórico da Kibon e da Alpargatas, clientes da Standard; discussão sobre o controle de algumas grandes empresas em agências de publicidade; relato de episódios de tensão entre clientes e agências de propaganda; comentários sobre Armando Morais Sarmento; discussão sobre a relação entre as agências de propaganda e os veículos; diferenças entre contato e corretor de anúncios.

FITA 6-B
Longos comentários sobre a Lei Almino Afonso (1961) que incorporou as normas-padrão e o Código de Ética aprovados no Congresso de 1957; longas explicações sobre a origem da agência DPZ (1970).

FITA 7-A
Diferenças entre os diretores da DPZ; a participação do entrevistado na venda da Standard para Ogilvy; comentários sobre a importância do modelo americano e o estilo brasileiro de fazer propaganda; debate sobre o sucesso da publicidade brasileira.

FITA 7-B
A contribuição européia para a propaganda brasileira; a presença dos ilustradores argentinos na década de 50; a importância da escola americana para a propaganda brasileira desde as suas origens; breve histórico da McCann-Erickson; discussão sobre o início de grande parte das grandes agências como house agency de indústrias; explicações sobre a saída da Lab e a ida para a DPZ como diretor-geral (1973); informações sobre a conta da Souza Cruz; detalhes sobre a propaganda da Seagram e a conquista do primeiro Leão de Ouro para o Brasil em Cannes.

FITA 8-A
Recordações dos trabalhos feitos na Rede Globo pela DPZ; a campanha "Mexa-se"; envolvimento do entrevistado na criação da Fundação Irineu Marinho; relato da demissão de Walter Clark da Rede Globo; explicações sobre a ida para Time e posteriormente para a Salles (1979);

FITA 8-B
Dificuldades enfrentadas no trabalho de representante da Time na Salles; comentários sobre a Isaac Piltcher e Abelardo Cid; observações sobre a importância da agência Grant Advertising; informações sobre a formação e o funcionamento da agência MPM; longos comentários sobre a relação entre agências de publicidade, empresas estatais e governos; conjuntura da ida para a MPM (1982); comentários sobre a relação de Luiz Vicente Goulart Macedo e os governos brasileiros.

FITA 9-A
Considerações sobre a venda da MPM para a Lintas; discussão sobre a importância de Luiz Vicente Goulart Macedo para a MPM; participação do entrevistado no governo Moreira Franco (1987-91); o trabalho como diretor de marketing da Embratur; a volta para a Salles como vice-presidente no Rio de Janeiro e o posterior retorno a DPZ; explicações sobre a decisão de aposentar-se (2000); elogios à atuação da Souza Cruz.


FITA 9-B
Informações sobre a Souza Cruz, importância de sua estrutura de vendas, suas estratégias de marketing e sua relação com as agências de propaganda.


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