Edmar Bacha

Entrevista

Edmar Bacha

Entrevista realizada no contexto do projeto "As faces do mago da economia: atuação e legado de Mario Henrique Simonsen", desenvolvido em convênio com a Cia. Bozano, Simonsen e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2000 e 2001, com o objetivo de publicar um livro de depoimentos sobre Mario Henrique Simonsen - MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il. O entrevistado foi aluno do Centro de Aperfeiçoamento de Economistas (CAE) da Fundação Getulio Vargas, fundado por Mario Henrique Simonsen, em 1964, e professor da EPGE entre 1969 e 1972, quando Mario Henrique Simonsen dirigia a escola. Com base em sua trajetória de professor e pesquisador em instituições como a UnB e a PUC-Rio, por exemplo, pôde situar Mario Henrique Simonsen no campo da economia no Brasil.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Carlos Eduardo Barbosa Sarmento
Data: 1/11/2000 a 24/11/2000
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h5min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Edmar Lisboa Bacha
Nascimento: 14/2/1942; Lambari; MG; Brasil;

Formação: Graduado em Economia pela Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (1960-1963); doutor pelas Universidades de Yale (1964-1968) e Harvard (1975-1977), nos EUA.
Atividade: Funcionário da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (Início dos anos 1960); trabalhou em Projeto Conjunto MIT/ODEPLAN, financiado pela Fundação da Ford, para auxiliar no Planejamento Econômico do Chile (1968-1969); pesquisador do Instituto Brasileiro de Estatística (IBRE) da Fundação Getúlio Vargas (1969); pesquisador do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (IPEA) (Início dos anos 1970); professor da Escola de Pós-graduação de Economia (EPGE) da Fundação Getulio Vargas (1969-1972); fundador do Mestrado em economia da Universidade de Brasília (1973) e professor na mesma Universidade; professor no Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (a partir de 1979); presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1985-1986); Membro da Equipe que elaborou o Plano Cruzado (fevereiro de 1986).

Equipe

Levantamento de dados: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;

Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;

Conferência da transcrição: Ignez Cordeiro de Farias;

Copidesque: Verena Alberti;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Virgínia Sena Barradas;

Temas

Delfim Neto;
Dívida externa;
Econometria;
Economia;
Fundação Getulio Vargas;
Governo Ernesto Geisel (1974-1979);
Inflação;
Mário Henrique Simonsen;
Planos econômicos;
Política econômica;
Pós - graduação;
Roberto Campos;

Sumário

1a Entrevista: 1.11.2000:
Origens familiares; formação escolar; escolha da carreira de economista e perspectivas de atuação profissional; alusão à tradição familiar no cenário político mineiro; qualidade das aulas de Mário Henrique Simonsen e seu didatismo; o curso no Centro de Aperfeiçoamento de Economistas - Fundação Getulio Vargas (CAE - FGV), onde o entrevistado ingressou em 1964 e de onde saiu em setembro do mesmo ano; a escolha pela pós-graduação em Yale; breves considerações acerca do corpo docente e da estrutura do curso de economia da UFMG em seu período como estudante (1960-1963); breves considerações sobre a importância da Consultec e de Mário Henrique Simonsen na elaboração da política salarial do PAEG; comentário sobre os centros de pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA); Escola de Pós-Graduação em Economia da FGV/RJ (EPGE): entrada como professor em 1969 e comentários sobre professores e cursos; entrada de Carlos Geraldo Langoni como professor na EPGE em 1972 e seu contato com o entrevistado; aproximação política entre as duas grandes escolas de economia (USP e EPGE) e divergência do entrevistado com a posição destas duas escolas diante do regime militar; breve avaliação da EPGE no período de sua atuação como professor; breves considerações sobre os motivos que teriam levado Mário Henrique Simonsen a não se integrar à academia americana; explicação do conceito de realimentação da inflação e contextualização de sua discussão no Brasil e nos EUA; considerações sobre a proposta de Mário Henrique Simonsen de abordar a inflação pelo fenômeno da realimentação e comentários sobre a originalidade de sua abordagem; crítica à explicação dada por Delfim Neto à permanência da inflação brasileira e comparação da econometria de Simonsen com a de Delfim; contextualização do debate sobre realimentação da inflação no seio da controvérsia estruturalismo x monetarismo.

2a Entrevista: 24.11.2000.
Breves considerações acerca das motivações que levaram o entrevistado a escrever em 1974 os artigos "O rei da Belíndia" e "Os mitos de uma década"; considerações sobre os seminários sobre política organizados pelo entrevistado em Brasília, por volta de 1973-1974; considerações acerca da posse de Mário Henrique Simonsen no Ministério da Fazenda no governo Geisel dentro do contexto da distensão política; comparação entre as visões de Delfim Neto e Roberto Campos no tocante à abordagem do fenômeno da inflação e a posição de Mário Henrique Simonsen neste debate; breve avaliação da polêmica acerca das prioridades no planejamento da política econômica no governo Geisel (controle inflacionário x crescimento) e comentário sobre a atuação de Mário Henrique Simonsen no tocante a essa controvérsia; considerações sobre as razões do governo militar em optar por uma política econômica de crescimento em detrimento do controle inflacionário; breves considerações sobre o caráter da política econômica adotada com a posse de Mário Henrique Simonsen no Ministério da Fazenda em 1974, primando pela contenção monetária e desindexação; avaliação das questões relativas ao debate sobre o problema da má distribuição de renda e política salarial e breve comentário sobre a inserção de Mário Henrique Simonsen nesse debate; avaliação do caráter eminentemente político do debate econômico na década de 1970 e comentário sobre a prática do governo, inclusive de Mário Henrique Simonsen, de não responder às críticas elaboradas pelos economistas; razões que levaram o entrevistado a sair da UnB e ir para a PUC em 1979; breve comentário sobre o aumento da repressão política na UnB durante a gestão do reitor José Carlos Azevedo; comparação entre a EPGE e o núcleo de economia da PUC em fins da década de 1970; condições para o desenvolvimento de pesquisas na EPGE e no IBRE; criação da publicação Ensaios Econômicos pelo entrevistado na EPGE; alusão a divergências entre o núcleo de economia da PUC e a EPGE em virtude da controvérsia acerca da entrada da Universidade de Campinas na Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação de Economia (Anpec), de onde a EPGE se retirou; avaliação da volta de Mário Henrique Simonsen à EPGE após sua saída do governo Figueiredo e o salto de sua produção intelectual a partir de então; avaliação da relação pessoal e do debate acadêmico de Mário Henrique Simonsen com os economistas da PUC no período da formulação do Plano Cruzado; considerações sobre a inserção de Mário Henrique Simonsen no debate que culminou no Plano Cruzado; alusão a situações em que presidentes da República recorreram à opinião de Mário Henrique Simonsen na área econômica nas décadas de 1980 e 1990; avaliação das qualidades profissionais de Mário Henrique Simonsen como economista e professor: a facilidade em lidar com o pensamento matemático e o didatismo; comparação entre dois momentos da produção intelectual de Mário Henrique Simonsen, tendo a década de 1980 como baliza; avaliação das condições que contribuíram para o aperfeiçoamento da produção intelectual de Mário Henrique Simonsen a partir da década de 1980 e para a transformação de sua imagem na de um "guru" da economia; breve comentário sobre a repercussão dos artigos de Mário Henrique Simonsen publicados na revista Exame e o peso da figura de Mário Henrique Simonsen no debate econômico na década de 1980; breve avaliação da qualidade da produção de Mário Henrique Simonsen a partir da década de 1980 e alusão à originalidade da análise empreendida por Mário Henrique Simonsen acerca do problema da dívida externa.
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